domingo, 17 de junho de 2012

CONHECENDO ORIXÁ OBÁ




Obá 

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. 

Obá, Orixá africano do Rio Obá ou rio Níger, primeira esposa de Xangô, identificada no jogo do merindilogun pelos odu odi, obeogunda e ossá. 

Guerreira, veste vermelho e branco, usa escudo, Arco e flecha Ofá. Obasy é a senhora da sociedade elekoo, porém no Brasil esta sociedade passou a cultuar egungun. Deste modo, obasy é a senhora da sociedade lesse-orixa. Obá representa as águas revoltas dos rios. 

As pororocas, as águas fortes, o lugar das quedas são considerados domínios de Obá. Ela também controla o barro, aguá parada, lama, lodo e as enchentes. Trabalha junto com Nanã. 

Representa também o aspecto masculino das mulheres (fisicamente) e a transformação dos alimentos de crus em cozidos.É também a dona da roda. Orixá, embora feminina, energética, temida, e forte, considerada mais forte que muitos Orixás masculinos, vencendo na luta Oxalá, Oyá, Oxumarê, Exú e Orumilá. 


Lenda 

Obá foi a primeira mulher de Xangô. Ao contrário do que muitos pensam, a lenda de que Obá cortou a orelha por causa da mentira de Oxum está incorreto, na verdade, Obá apenas cortou sua orelha para provar seu amor a Xangô. Quando manifestada, esconde o defeito com a mão. Seus símbolos são espada, escudo, ofá e erukere. 

Segundo suas lendas, Obá lutou contra inúmeros Orixás, derrotando vários deles. Obá teria derrotado Exú, Oxumarê, Omolú e Orunmilá, e tornou-se temida por todos os deuses, tendo sido derrotada apenas por Ogun e tornano assim sua esposa e ao lado de Ogun quando este foi enfrentar Xangô em batalha ela se encantou por Xangô e abandonou a luta ao lado de Ogun e se entregou a Xangô como mulher vivendo uma grande paixão. Obá nunca havia visto alguém como Xangô, ela via nele tudo o que sonhava para si. 

Existem algumas versões do grande encontro de Xangô e de Obá, em uma dessas versões ela é a líder de todas as mulheres e a rainha de Elekô, mas em todas, as evidências dizem que o amor entre os dois era desmedido e que nada ofuscava a relação dos dois, da união dos dois nasceu Opará, Orixá confundida com Oxum. 

Xangô e Obá 

A união de Xangô e Obá Transcorre um culto nos arredores da cidade, é eleko. Uma sociedade restrita, onde apenas mulheres realizam o culto. Possui como matriarca a temida Obá, a fundadora desta sociedade que cultua a ancestralidade feminina individual. 

Nem um homem poderia sequer assistir o ritual do segredo, sendo punido por Obá com sua própria vida. Certo dia, em uma das noites de culto, Xangô caminhava alegremente e dançava ao som do batá. Quando percebe, ao longe um aglomerado de mulheres, realizando uma cerimônia sob as ordens da enérgica Obá. Xangô era muito curioso e não se conteve aproximando-se da cena, ficando a espreita. 

Xangô encantou-se com a rara beleza de Obá, que apesar de não ser tão jovem era a mais bela mulher que ele já vira. No momento de distração, Xangô foi percebido e cercado pelas mulheres, foi levado a presença da grande deusa, que lhe falou o preço que haveria de pagar por sua audácia em violar o culto sagrado de Elekó. 

Mas a própria Obá que encantou-se com a inigualável beleza de Xangõ apaixonando-se de imediato, relutou em aplicar a sentença de morte e usou de sua supremacia no culto para ditar nova regras, dando nova chance a Xangô: "Todo homem, que violar o culto, se for do agrado, da senhora do culto, deverá unir-se a ela como marido ou aceitar a pena de morte" Xangô não pensou duas vezes, seria poupado da sentença e ainda sim possuiria a grande deusa por quem havia se apaixonado. 

A cerimônia de união de Xangô e Obá foi realizada dentro dos limites de Elekó. Foi o inicio de uma grande paixão, nunca se viu tanto amor. A deusa guerreira e justiceira que pune os homens que maltratam as mulheres, descobriu um sentimento novo por um homem além do ódio. Descobriu todo o amor que um homem pode dar. A grande rainha de Elekó, a rainha de Xangô aprendeu a amar e ser amada. Nasce, dessa grande paixão, uma criança, uma menina, nasce Opará, nasce a mais bela, justiceira e feroz guerreira. Herdou o melhor do pai e da mãe e prosseguiu com o culto 

Embora, em suas lendas, Obá tenha se transformado em um rio ela também é relacionada ao fogo e é considerada por muitos como o Xangô fêmea. Obá é saudada como o Orixá do ciúme, mas não se pode esquecer que o ciúme é o coronário inevitável do amor, portanto, Obá é a deusa do Amor e da Paixão incontrolável, com todos os dissabores e sofrimentos que o sentimento pode acarretar. 

Obá tem ciúme porque ama. Obá é a deusa da guerra e do poder, seu culto está relacionado ao rio Obá, as águas em seu culto faz referência ao poder, a força incontrolável das águas. 

Seu culto no Brasil é confundido ao de Oyá, alguns chegam a insinuar que elas sejam irmãs, o que é uma inverdade, outros dizem que Obá seria uma Oyá mais velha, o que é mais absurdo ainda. 

Por existir esta confusão, alguns acreditam que Oyá além de ser uma divindade da água e relacionada ao vento, teria ligação com o fogo, mas Oyá não possui ligação com o fogo Obá sim. 

Obá quando em fúria transborda, agita-se; Oba é a senhora da sociedade Elekô. Tudo relacionado a Obá é envolto em um clima de mistérios.Obá nasceu do ventre rasgado de Iemanjá após o incesto de Orugan. Obá era cultuada como a grande Deusa protetora do poder feminino, por isso também é saudada como Ìya Agbà e mantém estreitas relações com as Iyá-Mi. 

Obá é a Iyámi Egbé, ela é a Iyá Abiku, desta forma é ela a encarregada de enviar ao mundo as crianças que nascem como castigo para seus pais. O que Xangô representa para os mortos masculinos, Obá representa para as mulheres mortas. Ela assim como Xangô é a representante suprema da ancestralidade feminina.

CONHECENDO O ORIXÁ IROKO


Iroko (orixá) 

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. 

Iroko - escultura de Carybé em madeira, em exposição no Museu Afro-Brasileiro, Salvador,Bahia, Brasil

Iroko (Chlorophora excelsa) - Árvore africana, também conhecido como Rôco, Irôco, é um orixá, cultuado no candomblé do Brasil pela nação Ketu e, como Loko, pela nação Jeje. Corresponderia ao Nkisi Tempo na Angola/Congo. 

História 

No Brasil, Iroko é considerado um orixá e tratado como tal, principalmente nas casas tradicionais de nação ketu. É tido como orixá raro, ou seja, possui poucos filhos e raramente se vê Irôko manifestado. Para alguns, possui fortes ligações com os orixá chamados Iji, de origem daomeana: Nanã, Obaluaiyê, Oxumarê. Para outros, está estreitamente ligado a Xangô. Iroko também guarda estreita ligação com as ajés, as senhoras do passaro. Seja num caso ou noutro, o culto a Irôko é cercado de cuidados, mistérios e muitas histórias. 

No Brasil, Iroko habita principalmente a gameleira branca, cujo nome científico é ficus religiosa. Na África, sua morada é a árvore iroko, nome científico chlorophora excelsa, que, por alguma razão, não existia no Brasil e, porém recentemente fora constatada a existência de 5 árvores deste tipo raro, 1 noGantois em Salvador, 1 no Ilê Obá Nila no Rio de Janeiro, 1 na Casa Branca do Engenho Velho também em Salvador, as demais não foram confirmadas sua originalidade ainda, apesar dos relatos. 

Para o povo yorubá, Iroko é uma de suas quatro árvores sagradas normalmente cultuadas em todas as regiões que ainda praticam a religião dos orixás. No entanto, originalmente, Iroko não é considerado um orixá que possa ser "feito" na cabeça de ninguém. 

Para os yorubás, a árvore Iroko é a morada de espíritos infantis conhecidos ritualmente como "abiku" e tais espíritos são liderados por Oluwere. Quando as crianças se vêem perseguidas por sonhos ou qualquer tipo de assombração, é normal que se faça oferendas a Oluwere aos pés de Iroko, para afastar o perigo de que os espíritos abiku levem embora as crianças da aldeia. Durante sete dias e sete noites o ritual é repetido, até que o perigo de mortes infantis seja afastado. 

O culto a Iroko é um dos mais populares na terra yorubá e as relações com esta divindade quase sempre se baseiam na troca: um pedido feito, quando atendido, sempre deve ser pago pois não se deve correr o risco de desagradar Iroko, pois ele costuma perseguir aqueles que lhe devem. 

Iroko está ligado à longevidade, à durabilidade das coisas e ao passar do tempo pois é árvore que pode viver por mais de 200 anos. 

Citações de pesquisadores 

Bosman, em 1698 - "Ele era considerado o segundo "fetiche" em importância em Ouidah" 

Le Hérissé, em 1910, deu indicações mais pertinentes sobre essa devoção. Uma das principais árvores cultuadas era Loko (Chlorophora excelsa, Moraceae), que em si, não é uma árvore sagrada, apenas o sendo quando serve de assento a uma divindade. Seu nome no Daomé está sempre ligado ao do Vodun que lhe deu este caráter. 

Bosman, p.394 - Existem, entre eles, três Divindades principais conhecidas em todo o país...a segunda são árvores (as outras duas são as serpentes e o mar) extraordinariamente altas e que parecem ser a obra-prima da natureza. Contentam-se em fazer-lhes oferendas em caso de doenças e, sobretudo, nas ocasiões em que há febres. 

Padre Labat, t.II: 163 - Não custa tanto (ver sacrifícios ao mar) totnar favoráveis as árvores, que são as divindades da segunda espécie. Habitualmente são os doentes que recorrem a elas. Seu poder, como todo homem de bom senso percebe facilmente, é bem pequeno ou, melhor , não é nenhum, mas cura-se a imaginação oferecendo-lhes um sacrifício.. Como, frequentemente, a imaginação é a sede da doença, a partir do momento que esta é curada, é inevitável que o doente se sinta melhor. Sacrificam-se às árvores apenas pães de milhete, de milho ou arroz; o Marabu coloca-os ao pé da árvore para com a qual o doente tem devoção e ali os deixa durante algum tempo. Leva-os embora em seguida, a menos que o doente se entenda com ele para abandonar ali as oferendas, até que os cachorros, aves e porcos a comam. 

Guillaume Smith, p. 141 - "Suas divindades de segunda ordem são as árvores muito velhas, pelas quais eles tem grande veneração"... Pruneau Pommegorge, p.197 - "Grandes árvores, que são árvores fetiches; o povo as reverencia e ninguém ousaria cortá-las, sem temer as piores desgraças para o país". 

Richard Burton, t. 4:92 - O segundo deus (após a serpente) é representado por árvores soberbas, em cuja formação a Mãe Natureza parece ter exprimido sua grande arte. 

Fazem-lhe orações e oferendas nas épocas de doença e, sobretudo, de febres. As mais reverenciadas são a Hun-tin ou paineira (Ceiba petandra, Bombacaceae), cujas mulheres, a ela dedicadas, igualam em número as mulheres da serpente, e o Loko, o ordálio Edum, árvore venenosa, bem conhecida na Costa Ocidental Africana. 

Esta última tem poucas Loko-si ou mulheres de Loko, mas, de outro lado, possui seus próprios potes-fetiche, que podem ser adquiridos em qualquer mercado. 

Skertchely, p.467 - A próxima divindade em importância é Atin-bodun cuja forma terrestre é a de diversas árvores, enquanto sua morada se situa em alguns espécimens curiosos das artes e da cerâmica, como por exemplo, uma panela vermelha, com vários orifícios, enterreda no chão e emborcada, com o fundo aparecendo, em um pequeno degrau de terra, aos pés de algum arbusto ou árvore nova, que cresce na porta de uma casa. 

À direita encontra-se um recipiente em forma de cabaça, com garganta e geralmente pintado de branco na parte exterior. O culto à Atin-bodun consiste na fé em seu poder de prevenção e cura das doenças, sobretudo a febre, e em oferendas de água derramada no pote. Desnecessário dizer que ele é o patrono de todos os médicos. 

Considera-se que qualquer árvore de grande porte é habitada por essa divindade, mas, para eles, são especialmente sagrados o Hun ou cincho, e o Lokoou árvore do veneno. Uma infusão de suas folhas é usado como ordálio para detectar todo crime oculto. 

J. B. Ellis, p.49 - Copia com muita exatidão as informações de Burton e acrescenta: As árvores que são as moradas especiais desses deuses - pois não são todas as árvores dessas duas variedades (Huntin e Loko) que são honradas - são cingidas por uma guirlanda de folhas de palmeira... 

Uma árvore rodeada por uma guirlanda de folhas de palmeira não pode ser cortada ou maltratada de forma alguma e até mesmo os "cinchos e Odum" que não são animados por Huntin e Loko não podem ser abatidos sem que certas cerimônias sejam realizadas. 

Considera-se que pertencem ao deus em algum grau ou estão sob sua proteção. Um negro que deseje cortar uma dessas árvores deve, antes de mais nada, oferecer um sacrifício de frangos e de azeite-de-dendê. 

Le Hérissé - Escreve ele (p.114): "Loko ou Roco - Existem tantas lendas sobre Roco quanto sobre os Vodun, sob cujo nome aparece esta árvore: Adanloko, Atanloko, Lokozoun etc. " . 

Melville J. Herskovits, t.II:108 situa seu estudo particularmente em Abomé e encara Loko sob o estrito ponto de vista dos integrantes do "Panteão do céu" , onde, diz ele: 

...este deus é importante para a compreensão da religião daomeana, na medida em que oferece uma visão das inter-relações dos diversos cultos no Daomé. Entre as divindades do céu, Loko é encarregado de cuidar das árvores que se encontram na terra e suas funções são de tal modo significativas que ele tem como assistente seu jovem irmão , Medje. 

As árvores têm alma e são associadas aos espíritos denominados Aziza, que, por um lado, dão a magia aos homens, por outro, são associados ao culto dos antepassados. 

Que Loko seja o deus das árvores e que as árvores tenham uma alma explica a importância do emprego das folhas na prática medicinal e religiosa no Daomé e estabelece a declaração de um informante, sacerdote: "Se alguém souber o nome e a história de todas as folhas da mata, saberá tudo o que existe para saber a respeito da religião daomeana". 

Alexandre Adandê [1], indica que no bairro de Tenji, em Abomé, Alantan Loko seria o Orísa Oko dos yoruba. 

Pierre Verger - Não pude apurar muita coisa sobre os cultos realizados pelos fon aos Vodun cujo nome é associado ao de Loko, a não ser o fato de que eles parecem desempenhar um papél secundário, acompanhando um Vodun mais importante, ao mesmo título que Legba, Gun ou Dan e dos quais trazem o nome, seguido de Loko. Iroko, até certo ponto, parece estar ligado a Esu Elegba. Cantigas para Esu fazem alusão a Iroko e à sua ação calmante". No entanto, não sei muitas coisas mais. 

Nina Rodrigues, [1], p.53, no Brasil, diz que: A fitolatria africana na Bahia parece ter duplo sentido. A árvore pode ser um verdadeiro fetiche animado ou, ao contrário, mal representa a morada ou altar de um santo. A gameleira branca (Chlorofora excelsa), árvore abundante neste Estado, é o tipo da planta deus. Com o nome de Iroco é objeto de um culto fervoroso. Mais de uma mãe de terreiro exortou-me a jamais permitir que se abatesse uma gameleira em um terreiro de minha propriedade, pois tal sacrilégio foi causa de grandes infortúnios para muita gente... 

Rio de Janeiro 

No Axé Eleegbara Tolá, no Rio de Janeiro saiu uma yaô de Iroko, que tomou o nome de Alumoyá. Esse Axé consegue fazer muitos santos, como Iroko, Ewá por sua ligação com o conhecimento de Ifá. 

O Babaifá Ifadekó que é filho de santo da iyalorixá Omidarewáque fundou esse axé na cidade de São Gonçalo, no Bairro do Engenho do Roçado.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

FALANDO SOBRE MEDIUNIDADE - PARTE 18

A mediunidade dos "sensitivos".


É isto que consta do Livro dos Médiuns sobre a mediunidade sensitiva (n.º164): 
Médiuns sensitivos, ou impressionáveis 

Chamam-se assim às pessoas suscetíveis de sentir a presença dos Espíritos por uma impressão vaga, por uma espécie de leve roçadura sobre todos os seus membros, sensação que elas não podem explicar. Esta variedade não apresenta caráter bem definido. 

Todos os médiuns são necessariamente impressionáveis, sendo assim a impressionabilidade mais uma qualidade geral do que especial. É a faculdade rudimentar indispensável ao desenvolvimento de todas as outras. 

Difere da impressionabilidade puramente física e nervosa, com a qual preciso é não seja confundida, porquanto, pessoas há que não têm nervos delicados e que sentem mais ou menos o efeito da presença dos Espíritos, do mesmo modo que outras, muito irritáveis, absolutamente não os pressentem. 

Esta faculdade se desenvolve pelo hábito e pode adquirir tal sutileza, que aquele que a possui reconhece, pela impressão que experimenta, não só a natureza, boa ou má, do Espírito que lhe está ao lado, mas até a sua individualidade, como o cego reconhece, por um certo não sei quê, a aproximação de tal ou tal pessoa. 

Torna-se, com relação aos Espíritos, verdadeiro sensitivo. Um bom Espírito produz sempre uma impressão suave e agradável; a de um mau Espírito, ao contrário, é penosa, angustiosa, desagradável. Há como que um cheiro de impureza. 

Um sentisivo é medium, mas um medium não é forçosamente sensitivo, embora os Espiritos tenham dito a Kardec que em principio o são. 

São estas as principais espécies de mediunidade: 

Médiuns de efeitos físicos. - Pessoas eléctricas. 

Médiuns sensitivos ou impressionáveis. 

Médiuns audientes. 

Médiuns falantes. 

Médiuns videntes. 

Médiuns sonambúlicos. 

Médiuns curadores. 

Médiuns pneumatógrafos - Mediuns escreventes ou psicógrafos. 

Todo aquele que sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos é, por esse fato, médium. Essa faculdade é inerente ao homem; não constitui, portanto, um privilégio exclusivo. 

Por isso mesmo, raras são as pessoas que dela não possuam alguns 
rudimentos. Pode, pois, dizer-se que todos são, mais ou menos, médiuns. Todavia, usualmente, assim só se qualificam aqueles em quem a faculdade mediúnica se mostra bem caracterizada e se traduz por efeitos patentes, de certa intensidade, o que então depende de uma organização mais ou menos sensitiva. 

E de notar-se, além disso, que essa faculdade não se revela, da mesma maneira, em todos. Geralmente, os médiuns têm uma aptidão especial para os fenômenos desta, ou daquela ordem, donde resulta que formam tantas variedades, quantas são as espécies de manifestações. 

São pessoas que senti a presença dos espíritos por uma leve impressão, uma espécie de roçadura sobre seus membros, uma sensação que elas não conseguem explicar.

Esta faculdade não tem um caráter bem definido, todos os médiuns são sensitivos, sendo assim ser sensitivo é uma qualidade geral e natural.

E a faculdade indispensável para os desenvolvimentos de todas as outras.

Difere da impressionabilidade física e nervosa com qual não teve ser confundida, porquanto, a pessoas que não tem nervos delicados e que sentem mais ou menos a presença de espíritos, do mesmo modo que outras muito nervosas não sentem a presença deles.

Esta mediunidade se desenvolve pelo habito, ela adquiri uma sutileza que pode reconhecer pela impressão que experimenta, se é boa ou má a natureza do espírito ou de uma pessoa física que se aproxima.

E como um cego que reconhece quando alguém chega perto, ou quando ele toca em alguma coisa.

Um verdadeiro sensitivo sabe reconhecer de longe a energia seja negativa ou positiva.

Se for um bom espírito ou uma boa pessoa sei reconhecer, pois sinto paz quando chega próximo de mim, agora se for uma pessoa ruim ou um espírito de energia negativa, não adianta tentar enganar, pois sinto no ato sua energia negativa.

Muitas vezes já aconteceu de tocar em algo que outra pessoa tocou um segundo antes, sinto a energia dela presente ali, ou quando chega perto nem precisa falar, já sei com quem estou lidando, só pela energia dela.

Já aconteceu de uma pessoa tentar ser agradável comigo, querer minha amizade, mais eu não conseguia falar com ela, sentia uma negatividade tão grande vinda da parte dela que me fazia mal.

Depois vim saber que realmente não era uma pessoa que pude se confiar.

Para melhor entender leia o livro dos médiuns de Allan Kardec.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

VIDEO SOBRE MEDIUNIDADE - SENSITIVOS




PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE MEDIUNIDADE - PARTE 4


85- Que pode acontecer ao médium que não leva a sério o esforço pela própria reeducação espiritual e julga que deve agir como instrumento da Espiritualidade apenas no horário da reunião?

Será um instrumento deficiente porque em uma hora apenas, não conseguirá liberar a sua mente de ideações inferiores cultivadas durante toda a semana. Dificilmente será um instrumento ideal para os guias espirituais. 

86- Particularmente no dia da reunião, qual o cuidado do médium quanto às atitudes e emoções que nutre?

Ser vigilante, selecionando suas atitudes e emoções para não se apresentar à reunião com lesões íntimas comprometedoras. 

87- Qual o procedimento adequado ao médium em casa, no trabalho, na sociedade e na via pública?

Adotar uma conduta cristã, com equilíbrio e constante vigilância nos pensamentos, palavras e atos

88- Em que o estudo do Evangelho colabora para o exercício mediúnico mais produtivo?

Da primeira à última palavra, o Evangelho é um convite para a auto-educação, base do exercício mediúnico com Jesus. 

89- Por quê estudar o evangelho se a Doutrina Espírita é por si mesma um código de moral e de conduta educativa?

A Doutrina Espírita é o repositório de valores que abre verdadeira perspectiva no conhecimento do Espírito, com vistas à sua evolução. O Evangelho, no entanto, é o código moral de libertação que nos cabe compreender em cotejo com nossa conquista íntima, a fim de darmos nova diretriz à nossa caminhada. "Jesus, a porta; Kardec, a chave." 

90- Podendo participar de apenas uma reunião semanal, o médium deve optar pela de estudos ou pela mediúnica?

Participar de uma reunião de educação mediúnica que contém as duas partes: Estudos evangélico-doutrinários e parte prática. Se não houver uma reunião destas características, preferir, enquanto não puder estar presente às duas, a de estudos, porque é a que nos levará à instrução mais diretamente. 

91- Quais as características de uma mediunidade deseducada?

Incapacidade do médium de controlar os Espíritos comunicantes, permitindo assim manifestações em momentos e locais inadequados, ou ainda, gritos, batimentos de pés e de mãos, atitudes incontidas, palavras obscenas etc. 

92- Numa reunião com a presença de médiuns, obrigatoriamente há de ocorrer comunicação ostensiva?

Não. Toda manifestação mediúnica deve ser espontânea. 

93- É conveniente ao médium interferir quando outro está dando uma comunicação?

Só em casos especiais, quando a interferência é proveitosa e com a autorização do dirigente. 

94- O animismo é útil, tolerável ou prejudicial na comunicação mediúnica?

Em todo fenômeno mediúnico a participação anímica do médium se faz presente. será útil, quando o médium evangelizado exterioriza de sua alma valores positivos e edificantes. Será tolerável, quando o médium, esforçando-se na superação de suas próprias deficiências, busca aprimorar, cada vez mais, o seu trabalho, transitoriamente mesclado com manifestações anímicas, nem sempre positivas. Será prejudicial, quando sistematicamente mescla as comunicações espirituais com a carga anímica eivada de conflitos e desequilíbrios da personalidade mediúnica. 

95- Como proceder o médium essencialmente anímico?

Aceitando com humildade a necessidade de aprimorar a sua atuação, o médium buscará no estudo perseverante, na freqüência às reuniões de educação mediúnica e colaboração de dirigentes capacitados a orientá-lo no exercício de suas faculdades, encontrar o roteiro para superar as suas próprias limitações. 

96- Que pensar do médium que, bem intencionado, busca monopolizar todo o trabalho da reunião, mesmo tendo outros médiuns presentes?

Deve ser cristamente orientado na reunião de educação mediúnica e alertado sobre a importância de se dar oportunidades a todos os médiuns presentes ao trabalho. 

97- Quais os riscos a que se sujeita o médium que só aceita os aspectos científicos e filosóficos da Doutrina?

Deixará de se beneficiar com os valores indiscutíveis que a Doutrina nos oferece, na sua feição de cristianismo redivivo. A ciência e a filosofia são fundamentos da Doutrina, mas o seu objetivo é a evangelização do Espírito. 

98- Quais os livros que devem, de preferência, ser estudados pelos médiuns e quais os indispensáveis?

De preferência: literatura espírita evangélico-doutrinária em geral. Indispensáveis: Obras da codificação e de estudos da mediunidade. 

99- O médium deve associar ao seu trabalho uma atividade assistencial de modo ativo e perseverante?

Sim. Deve aliar à ajuda espiritual que exercita nas reuniões mediúnicas, a prática da caridade objetiva junto dos necessitados do caminho. 

100- O médium deve fixar-se num determinado Grupo na execução de sua tarefa?

Sim, e permanecer nele enquanto atender às suas necessidades de progresso espiritual 

101- Até quando uma gestante deve trabalhar mediunicamente?

A gestante poderá trabalhar mediunicamente até o momento em que, em entendimento com a direção dos trabalhos, julgar que não está havendo riscos para ela e para o reencarnante. cada caso apresenta características próprias. 

102- O que o médium deve saber sobre sexo?

Nas questões do sexo conduzir-se com toda a responsabilidade, evitando abusos, desregramentos e degenerações. Encarando o assunto com o necessário discernimento, evitar ainda, alimentar tabus em sua mente que lhe acarretariam igualmente dificuldades no exercício mediúnico. 

103- A falta de assiduidade e de pontualidade compromete o trabalho do médium?

Sim. A ausência de disciplina é sempre prejudicial. 

104- Existe uma mediunidade mais importante do que outra?

Não. "Não é a faculdade mediúnica que te distingue, mas o uso que fazes dela." - Emmanuel. 

105- Qual o procedimento adequado do médium quanto às religiões?
Profundo respeito a todas as religiões. Elas existem atendendo às necessidades espirituais dos seus adeptos. 

106- Que pode acontecer ao médium que usa um "golinho", mesmo só como aperitivo?

Um simples aperitivo pode não ser prejudicial, no entanto, os grandes problemas com o vício do álcool, tiveram o seu início num simples "golinho". 

107- Que pensar do médium que gosta de anedotas, mesmo as tidas como de salão?

Uma simples anedota não prejudica, mas, normalmente, induz o interlocutor a contar outras e daí, poderá se degenerar para situações menos edificantes, inclusive estabelecendo campo de fácil acesso para obsessores. 

108- Qual o principal fator de segurança para o médium no trabalho?

Com o Evangelho no coração e a Doutrina Espírita no entendimento... Consolidaremos o próprio equilíbrio interior, correspondendo assim, à confiança daqueles que, na Espiritualidade Mais Alta, aguardam a migalha de nossa boa vontade. (Peralva) 

109- Que pensar do médium apaixonado por competições esportivas, políticas, carnaval, novelas, brigas de galo, jogo, coleções etc.?

Usar de tudo. Não abusar de nada. Eis o alerta evangélico. Toda vinculação apaixonada indica desequilíbrio e todo desequilíbrio é prejudicial ao exercício mediúnico. 

110- Como o médium deve proceder para identificar os Espíritos comunicantes?

Na psicografia, pelo conteúdo da mensagem. Nas demais pelo estado vibracional do comunicante. O médium não deve preocupar-se com nomes, mas com o conteúdo de suas comunicações. 

111- Que pode acontecer ao médium que se entrega à psicofonia, sem antes examinar as vibrações do Espírito?

Entrando em transe, sem uma análise prévia, pode deixar-se envolver por uma entidade em desequilíbrio a lhe causar sérios problemas e à própria reunião. 

112- Quais as características de uma reunião bem orientada?

Local adequado e reservado para as reuniões. Silêncio. Dirigente prático e instruído doutrinariamente. Pontualidade na abertura dos trabalhos, embora a flexibilidade no encerramento. Preces curtas. Leituras preparatórias. Médiuns educados. Controle nas comunicações. Caridade para com os sofredores. Compreensão evangélica para com os Espíritos endurecidos. Ausência de ornamentos e objetos estranhos à reunião. Análise criteriosa de todas as comunicações. Assiduidade, pontualidade e disciplina por parte da equipe, sempre em atitude respeitosa no recinto. Harmonia entre os integrantes da reunião. 

113- Como se processa a proteção espiritual de uma reunião mediúnica identificada com os princípios cristãos?

A Espiritualidade estabelece uma faixa de isolamento e proteção envolvendo: os componentes da mesa, as entidades admitidas à comunicação e os mentores espirituais da reunião. Uma segunda faixa (mais ampla), envolvendo entidades necessitadas que estão sendo objeto de assistência, embora sem acesso à mesa. Uma terceira faixa de isolamento e proteção, envolvendo todo o edifício, onde se processa a reunião, para evitar o acesso de entidades desordeiras, levianas e outras que poderiam aproximar-se do ambiente, com prejuízos para a reunião. 

114- As reuniões mediúnicas devem ou podem ser públicas?

De acordo com a Codificação não devem ser públicas e também por uma questão de segurança e de caridade para com os necessitados. 

75- Deve permitir-se no Culto do Evangelho no Lar manifestações mediúnicas, mesmo que apenas psicografadas?

Não. O Culto do Evangelho no Lar, destina-se especificamente à orientação evangélica de seus participantes. Mediunidade é para a reunião própria. 

116- Se contamos apenas com um médium desenvolvido e ele não comparece à reunião mediúnica, devemos ou não realizá-la? Mesmo que de desobsessão?

Sim. Nem sempre é necessária a manifestação ostensiva dos Espíritos. Toda reunião cristã é construtiva e importante para encarnados e desencarnados, mesmo sem comunicações. 

117- O êxito da reunião depende da presença de determinado médium?

Com exceção da reunião de materialização, as demais não dependem da presença deste ou daquele médium. 

118- É aconselhável ao médium, especialmente psicofônico, dirigir reuniões mediúnicas? Qual a pessoa mais indicada para dirigi-la?

Não. Porque na direção poderia ser envolvido mediunicamente, com riscos para a própria reunião. A pessoa indicada para dirigi-la é a que possua experiência e conhecimentos necessários para a tarefa, de preferência que não tenha mediunidade ostensiva. 

119- Deve a reunião ter médium especial, ou de cabeceira e tratá-lo como tal?

Não, porque todos somos irmãos necessitados de aprendizado e progresso, com responsabilidade e deveres próprios. 

120- Toda reunião mediúnica tem que ser aberta e iniciada com comunicações de Guias Espirituais?

Não. A presença deles é um fato. As suas comunicações devem limitar-se às conveniências, por eles mesmos determinadas. 

121- Quais as características de uma reunião mal orientada?

Consideramos apenas as práticas mediúnicas kardecistas, uma vez que em outros meios as características abaixo relacionadas, podem ser importantes, úteis ou necessárias, pelo que as respeitamos, sem restrições, em outros ambientes. 

Uso de velas, defumadores, banhos, cantos etc. Assistência de olhos fechados ou dirigindo-se aos Espíritos. Presença de crianças. Obrigação de receber passes na entrada ou na saída do recinto. 

Consulta aos Espíritos sobre objetos perdidos, pessoas desaparecidas, possibilidades de empregos, casamentos, assuntos financeiros etc. Dirigente sem prática ou conhecimento doutrinário, Impontualidade. 

Demora na abertura dos trabalhos. Recinto às escuras. Médiuns com mãos entrelaçadas ou espalmadas sobre a mesa. Evocação dos protetores para abertura ou encerramento dos trabalhos. 

Médiuns gesticulando, gemendo, batendo mãos ou pés, usando expressões inadequadas. Conversação durante os trabalhos; recinto desapropriado. Existência de ornamentos no recinto etc.

terça-feira, 12 de junho de 2012

MENSAGEM DO DIA DOS NAMORADOS

CURIOSIDADE DE COMO SURGIU O DIA DOS NAMORADOS

O Dia dos Namorados ou Dia de São Valentim é uma data especial e comemorativa na qual se celebra a união amorosa entre casais sendo comum a troca de cartões e presentes com simbolismo de mesmo intuito, tais como as tradicionais caixas de bombons. No Brasil, a data é comemorada no dia 12 de junho. Em Portugal também acontecia o mesmo até há poucos anos, mas atualmente é mais comum a data ser celebrada em 14 de Fevereiro.

História

A história do Dia de São Valentim remonta a um obscuro dia de jejum tido em homenagem a São Valentim. A associação com o amor romântico chega depois do final da Idade Média, durante o qual o conceito de amor romântico foi formulado.

O bispo Valentim lutou contra as ordens do imperador Cláudio II, que havia proibido o casamento durante as guerras acreditando que os solteiros eram melhores combatentes.

Além de continuar celebrando casamentos, ele se casou secretamente, apesar da proibição do imperador. A prática foi descoberta e Valentim foi preso e condenado à morte. Enquanto estava preso, muitos jovens lhe enviavam flores e bilhetes dizendo que ainda acreditavam no amor. Enquanto aguardava na prisão o cumprimento da sua sentença, ele se apaixonou pela filha cega de um carcereiro e, milagrosamente, devolveu-lhe a visão. Antes da execução, Valentim escreveu uma mensagem de adeus para ela, na qual assinava como “Seu Namorado” ou “De seu Valentim”.

Considerado mártir pela Igreja Católica, a data de sua morte - 14 de fevereiro - também marca a véspera de lupercais, festas anuais celebradas na Roma antiga em honra de Juno(deusa da mulher e do matrimônio) e de Pan (deus da natureza). Um dos rituais desse festival era a passeata da fertilidade, em que os sacerdotes caminhavam pela cidade batendo em todas as mulheres com correias de couro de cabra para assegurar a fecundidade.

Outra versão diz que no século XVII, ingleses e franceses passaram a celebrar o Dia de São Valentim como a união do Dia dos Namorados. A data foi adotada um século depois nos Estados Unidos, tornando-se o The Valentine's Day. E na Idade Média, dizia-se que o dia 14 de fevereiro era o primeiro dia de acasalamento dos pássaros. Por isso, os namorados da Idade Média usavam esta ocasião para deixar mensagens de amor na soleira da porta do(a) amado(a).

Atualmente, o dia é principalmente associado à troca mútua de recados de amor em forma de objetos simbólicos. Símbolos modernos incluem a silhueta de um coração e a figura de um Cupido com asas. Iniciada no século XIX, a prática de recados manuscritos deu lugar à troca de cartões de felicitação produzidos em massa. Estima-se que, mundo fora, aproximadamente mil milhões (Portugal) (um bilhão no Brasil) de cartões com mensagens românticas são enviados a cada ano, tornando esse dia um dos mais lucrativos do ano. Também se estima que as mulheres comprem aproximadamente 85% de todos os presentes no Brasil.

O dia de São Valentim era até há algumas décadas uma festa comemorada principalmente em países anglo-saxões, mas ao longo do século XX o hábito estendeu-se a muitos outros países.
Data no Brasil

No Brasil, a data é comemorada no dia 12 de Junho por ser véspera do 13 de Junho, Dia de Santo António, santo português com tradição de casamenteiro.

A data provavelmente surgiu no comércio paulista, quando o comerciante João Dória trouxe a ideia do exterior e a apresentou aos comerciantes. A ideia se expandiu pelo Brasil, amparada pela correlação com o Dia de São Valentim — que nos países do hemisfério norte ocorre em 14 de fevereiro e é utilizada para incentivar a troca de presentes entre os apaixonados.

Mitologia Grega: E r o s

Deus grego do amor, também conhecido como Cupido, Amor em latim, que apesar de sua excepcional beleza ser altamente valorizada pelos gregos, seu culto tinha modesta importância. 

Era filho de Afrodite e seu companheiro constante e com seu arco ele disparava flechas de amor nos corações dos deuses e dos humanos. Sua mãe havia sentido ciúme de Psiquê, cuja beleza causava tumulto por onde ela passasse. 

A deusa ordenou que ele fizesse com que Psiquê se apaixonasse por alguma pessoa de nível muito baixo. Ele a encontrou enquanto ela dormia e, como acabou acordando-a ao tocá-la com uma de suas flechas, ficou tão maravilhado por sua beleza que, acidentalmente, aranhou a si mesmo com a flecha e se apaixonou por ela. 

Levou-a dali para bem longe, para um maravilhoso palácio e ia visitá-la todas as noites. Sem nenhuma ajuda visível, todos os desejos de Psiquê eram cumpridos. Durante muito tempo, ela não havia olhado para o seu amado, pois este lhe tinha proibido de olhá-lo, uma vez que ele queria que o amasse, como humano, e não como um deus. 

Mas a curiosidade finalmente se apoderou dela e uma noite, enquanto ele dormia, ela ascendeu uma lâmpada e segurou-a por cima dele para vê-lo. Mas uma gota de óleo quente caiu em seu peito que, sem pronunciar uma palavra, abriu suas belas asas e voou pela janela afora. 

O palácio e tudo o que ele continha desapareceu. Psiquê vagou dias e noites procurando-o, enquanto ele estava preso no quarto da mãe por causa de sua ferida. Afrodite, irritada com Psiquê por ter conquistado seu filho, deu-lhe uma imensa punição. 

Recuperado ele dirigiu-se a Zeus e pediu o perdão para sua amada e que a casasse com ele, tornando-a imortal. Então Hermes foi enviado para apanhar Psiquê e levá-la ao Olimpo. Quando ela lá chegou, Zeus deu-lhe um copo de néctar de ambrósia divina para beber, tornando-a assim imortal e unindo-os para sempre.