segunda-feira, 6 de agosto de 2012

ORIXÁ NANÃ BURUQUE

A orixá Nanã Buruquê rege uma dimensão formada por dois elementos, que são: terra e água. Ela é de natureza cósmica pois seu campo preferencial de atuação é o emocional dos seres que, quando recebem suas irradiações, aquietam-se, chegando até a terem suas evoluções paralisadas. E assim permanecem até que tenham passado por uma decantação completa de seus vícios e desequilíbrios mentais. Nanã forma com Obaluaiyê a sexta linha de Umbanda, que é a linha da Evolução. E enquanto ele atua na passagem do plano espiritual para o material (encarnação), ela atua na decantação emocional e no adormecimento do espírito que irá encarnar. Saibam que os orixás Obá e Omulu são regidos por magnetismos “terra pura”, enquanto Nanã e Obaluaiyê são regidos por magnetismos mistos “terra-água”. Obaluaiyê absorve essência telúrica e irradia energia elemental telúrica, mas também absorve energia elemental aquática, fraciona-a em essência aquática e a mistura à sua irradiação elemental telúrica, que se torna “úmida”. Já Nanã, atua de forma inversa: seu magnetismo absorve essência aquática e a irradia como energia elemental aquática; absorve o elemento terra e, após fracioná-lo em essência, irradia-o junto com sua energia aquática.

Estes dois orixás são únicos, pois atuam em pólos opostos de uma mesma linha de forças e, com processos inversos, regem a evolução dos seres. Enquanto Nanã decanta e adormece o espírito que irá reencarnar, Obaluaiyê o envolve em uma irradiação especial, que reduz o corpo energético, já adormecido, até o tamanho do feto já formado dentro do útero materno onde está sendo gerado .

lEste mistério divino que reduz o espírito ao tamanho do corpo carnal, ao qual já está ligado desde que ocorreu a fecundação do óvulo pelo sêmen, é regido por nosso amado pai Obaluaiyê, que é o “Senhor das Passagens” de um plano para outro.

Já nossa amada mãe Nanã, envolve o espírito que irá reencarnar em uma irradiação única, que dilui todos os acúmulos energéticos, assim como adormece sua memória, preparando-o para uma nova vida na carne, onde não se lembrará de nada do que já vivenciou. É por isso que Nanã é associada à senilidade, à velhice, que é quando a pessoa começa a se esquecer de muitas coisas que vivenciou na sua vida carnal. Portanto, um dos campos de atuação de Nanã é a “memória” dos seres. E, se Oxóssi aguça o raciocínio, ela adormece os conhecimentos do espírito para que eles não interfiram com o destino traçado para toda uma encarnação.

Em outra linha da vida, ela é encontrada na menopausa. No inicio desta linha está Oxum estimulando a sexualidade feminina; no meio está Yemanjá, estimulando a maternidade; e no fim está Nanã, paralisando tanto a sexualidade quanto a geração de filhos. Nas “linhas da vida”, encontramos os orixás atuando através dos sentidos e das energias. E cada um rege uma etapa da vida dos seres.

Logo, quem quiser ser categórico sobre um orixá, tome cuidado com o que afirmar, porque onde um de seus aspectos se mostra, outros estão ocultos. E o que está visível nem sempre é o principal aspecto em uma linha da vida. Saibam que Nanã em seus aspectos positivos forma pares com todos os outros treze orixás, mas sem nunca perder suas qualidades “água-terra”. Já em seus aspectos negativos, bem, como a Umbanda não lida com eles, que os comente quem lidar, certo?

(Texto extraído do livro “O Código de Umbanda”, de Rubens Saraceni)



As Filhas de Nanã Buruquê

Deus gera em Si mesmo uma onda viva que estimula a evolução, e nela gerou dois Orixás, que são os regentes da irradiação viva que rege sobre a Evolução em todos os aspectos da criação e em todos os sentidos.

Então surgem Obaluaiyê e Nanã Buruquê, Orixás regentes da Evolução.

Obaluaiyê estimula a evolução e rege sobre as passagens de um estágio para outro. Já Nanã Buruquê atua como afixadora dos seres nos estágios em que estão, até que estejam livres das reações instintivas e dos sentimentos emotivos.

- Na Numerologia, Nanã Buruquê é número 6;

- Nanã Buruquê é aquática-telúrica;

- as filhas de Nanã são regidas pelos magnetismos venusiano (Vênus) e terráqueo (Terra);

- no positivo, as filhas de Nanã são calmas, conselheiras, orientadoras, religiosas, emotivas, muito simpáticas;

- no negativo, as filhas de Nanã são intratáveis, ríspidas, tagarelas, fuxiqueiras, vingativas e perigosas;

- as filhas de Nanã apreciam a boa mesa, companhias falantes e alegres, reuniões familiares e religiosas, pessoas que lhes dediquem afeto e respeito, e vestes multicoloridas;

- as filhas de Nanã não apreciam pessoas egoístas, mesquinhas ou geniosas. Não apreciam festas e reuniões agitadas, crianças peraltas, roupas espalhafatosas, desperdício, preguiçosos e exibicionistas;

- as filhas de Nanã se afinizam bem com as filhas de Yemanjá, Oxum e Obá, e com os filhos de Ogum, Xangô, Oxalá e Omulu.

(Texto extraído do livro “A Gênese Divina de Umbanda”, de Rubens Saraceni)

Pai Rubens Saraceni.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

NANA BURUQUE



MÃE NANÃ BURUQUÊ A Orixá Nanã buruquê, muito vibrante na linhas dos Pretos Velhos, seu local é a lama e as águas paradas, é regida sobre a experiência madura dos idosos, seu campo de atuação é a razão na plenitude emocional das pessoas. Como se fosse a mistura da terra e a água formando o equilíbrio da razão como nas aguas paradas, transpões nos refúgios das águas correntes onde o descanso da mente e a experiência da vida, prepara o jovem para a vida,(Orixá da preparação da encarnação). 

Sua formação esta em dois elementos, que são: terra e água, (elementos primordiais da vida a se iniciar). 
Atua no campos emocional das pessoas, quando humildemente recebem suas irradiações, Orixá de retirada de vícios, manias, problemas psicológicos, pânicos,amarguras e todo problema de ordem emocional.

Os Orixás Nanã e Obaluaiyê tem a sexta linha de Umbanda, que é a linha da Evolução. Obaluaê atua na passagem do plano espiritual para o material (encarnação), enquanto Nanã Buruquê atua na decantação emocional e no adormecimento do espírito que irá encarnar.

Saibam que o Orixá Omulu é regido por magnetismo "somente terra", enquanto Nanã e Obaluaiyê são regidos por magnetismos compostos "terra-água". Obaluaiyê absorve essência telúrica e irradia energia elemental telúrica, mas também absorve energia elemental aquática, fraciona-a em essência aquática e a mistura à sua irradiação elemental telúrica, que se torna "úmida".

Já Nanã, atua de forma inversa: seu magnetismo absorve essência aquática e a irradia como energia elemental aquática; absorve o elemento terra e, após fracioná-lo em essência, irradia-o junto com sua energia aquática. Estes dois orixás são únicos, pois atuam em pólos opostos de uma mesma linha de forças e, com processos inversos, regem a evolução dos seres. 

Enquanto Nanã decanta e adormece o espírito que irá reencarnar, Obaluaiyê o envolve em uma irradiação especial, que reduz o corpo energético, já adormecido, até o tamanho do feto já formado dentro do útero materno onde está sendo gerado .

Este mistério divino que reduz o espírito ao tamanho do corpo carnal, ao qual já está ligado desde que ocorreu a fecundação do óvulo, é regido por nosso amado pai Obaluaiyê, que é o "Senhor das Passagens" de um plano para outro.

Já nossa amada mãe Nanã, envolve o espírito que irá reencarnar em uma irradiação única, que dilui todos os acúmulos energéticos, assim como adormece sua memória, preparando-o para uma nova vida na carne, onde não se lembrará de nada do que já vivenciou. 

É por isso que Nanã é associada à senilidade, à velhice, que é quando a pessoa começa a se esquecer de muitas coisas que vivenciou na sua vida carnal. Portanto, um dos campos de atuação de Nanã é a "memória" dos seres. 

E, se Oxóssi aguça o raciocínio, ela adormece os conhecimentos do espírito para que eles não interfiram com o destino traçado para toda uma encarnação.

Em outra linha da vida, ela é encontrada na menopausa. No inicio desta linha está Oxum estimulando a sexualidade feminina; no meio está Yemanjá, estimulando a maternidade; e no fim está Nanã, paralisando tanto a sexualidade quanto a geração de filhos.

Nas "linhas da vida", encontramos os orixás atuando através dos sentidos e das energias. E cada um rege uma etapa da vida dos seres. Logo, quem quiser ser categórico sobre um orixá, tome cuidado com o que afirmar, porque onde um de seus aspectos se mostra, outros estão ocultos. E o que está visível nem sempre é o principal aspecto em uma linha da vida. Saibam que Nanã em seus aspectos positivos forma pares com todos os outros treze orixás, mas sem nunca perder suas qualidades "água-terra".

NAÇÃO JEJE

O Jeje na África

A história do desenvolvimento do império crescente do Dahomey é indispensável para compreendermos os Voduns, precisamente a quebra e a migração do Ewe/Fon. Alguns estudiosos da cultura africana achavam que todos os Voduns cultuados em Dahomey eram deuses originários dos yorubanos. Um equívoco! Trata-se simplesmente de uma troca de atributos culturais de cada região. Em todas as regiões, os deuses africanos são louvados, sejam ancestrais ou vindos de outras regiões, mas preferencialmente cada região cultua seus próprios deuses, os ancestrais. Os deuses estrangeiros podem ser aceitos inteiramente nos santuários dos Voduns locais, embora permaneçam sempre como estrangeiros. O mesmo tratamento é dado em terras yorubanas aos Voduns originários de outras regiões. Dahomey, cuja capital era Abomey, foi o principal reino da história do atual Benin. Seu poderio militar formado por bravos guerreiros e amazonas era temido por todos os reinos vizinhos que foram sendo conquistados. O exército do rei era dividido em duas partes: o regimento permanente e o regimento das coletas tribais (prisioneiro). Esses prisioneiros eram treinados para serem guerreiros do rei e as mulheres, em especial, eram enviadas ao regimento das amazonas onde aprendiam a lutar. Os prisioneiros que se negavam a aderir as causas do rei eram sumariamente executados ou vendidos como escravos. Os chefes das tribos conquistadas ficavam reservados para serem executados durante o festival anual de ancestrais, em memória dos reis mortos. Suas cabeças eram decapitadas e seu sangue oferecido aos falecidos reis. Essa pratica aconteceu do séc. XVI até o séc. XVII. O reino de Dahomey foi o maior exportador de escravos para o nome mundo. Adja-Tado foi quem começou esse grande império de Dahomey. Primeiro conquistou a cidade de Adja onde se tornou rei, casou e teve 3 filhos. Quando seus filhos já eram guerreiros, Adja-Tado foi a Allada junto com eles e estabeleceu o reino de Allada. Seus filhos se dividiram e estabeleceram reinos separados e tornaram-se reis. O primogênito Zozergbe foi rei de Porto Novo, o segundo filho foi sucessor de Adja-Tado no trono de Allada e o terceiro filho, Aklim fundou o que mais tarde seria o principal reino da região. Aklin foi para Ghana e Bahicon (agora Benin, sul-central), com seu exército, e estabeleceu uma outra dinastia, a cidade de Abomey, que foi a capital do império militar, conhecida como Dahomey. Dahomey foi governada por um total de treze reis divinizados, por quase dois séculos. Agassu, que era um dos líderes do império, dizia ser filho de um leopardo com a princesa de Tado, Aligbonon. Ela teria sido encantada por esse leopardo originando o nascimento de Agassou. Agassou teve três filhos e deu início a uma linhagem de homens leopardo.

Jeje Brasil 

Djedje (jeje) é uma palavra de origem yoruba que significa estrangeiro, forasteiro e estranho; que recebeu uma conotação pejorativa como “inimigo”, por parte dos povos conquistados pelos reis de Dahomey e seu exército. Quando os conquistadores eram avistados pelos nativos de uma aldeia, muitos gritavam dando o alarme “Pou okan, djedje hum wa!” (olhem, os jejes estão chegando!). Quando os primeiros daomeanos chegaram ao Brasil como escravos, aqueles que já estavam aqui reconheceram o inimigo e gritaram “Pou okan, djedje hum wa!”; e assim ficou conhecido o culto dos Voduns no Brasil “nação Jeje”. Dentre os daomeanos escravizados, uma mulher chamada Ludovina Pessoa, natural da cidade Mahi (marri), foi escolhida pelos Voduns para fundar três templos na Bahia. Ela fundou: um templo para Dan; “Ceja Hundê”, mais conhecido como o “terreiro do Ventura” ou “Axé Pó Zehen” (pó zerrêm) em Cachoeira de São Felix; um templo para Hevioso “Zoogodo Bogun Male Hundô” em Salvador e um templo para Ajunsun que não se sabe porque não foi fundado. Esse é o segmento jeje-mahi do povo Fon. O templo de Ajunsun/Sakpata foi fundado mais tarde pela africana Gaiacu Satu, em Cachoeira de São Felix e recebeu o nome de Axé Pó Egi, mais conhecido por Corcunda de Ayá. São os Jejes Savalu ou Savaluno. Sakpata era rei da cidade Savalu/África, segundo alguns historiadores, Sakpata foi o único rei que preferiu o exílio a se render aos conquistadores de Dahomey. O dialeto dos savalus também é o Fon. No Maranhão encontramos a Casa das Minas fundada por Maria Jesuína, segundo informação de Sergio Ferreti. Creio que esta casa dispensa comentários, pois é com certeza a mais conhecida casa de jeje do Brasil. Esse é o segmento do povo Jeje-Mina. 

Ainda no Maranhão encontramos a casa Fanti-Ashanti fundada por Euclides Menezes Ferreira. Esse é o segmento jeje-Fanti-Ashanti do povo Akan vindo de Ghana. 
No Rio de Janeiro, foi fundado pela africana Gaiaku Rosena, natural de Allada, o “Terreiro do Pó Dabá” no bairro da Saúde, que foi herdado por sua filha Adelaide do Espírito Santo, mais conhecida como Mejitó que transferiu a casa de santo para o bairro Coelho da Rocha. Depois veio Antonio.Pinto de Oliveira. “Tata Fomutinho” que fundou o Ceja Nassó, no bairro de Santo Cristo, depois mudou-se para Madureira na Estrada do Portela, depois para São João de Meriti onde finalmente se estabeleceu na Rua Paraíba. Dizem os mais velhos, que Mejitó, ajudou muito Tata Fomutinho no começo de sua vida de santo aqui no Rio de Janeiro. Tata Fomutinho deixou uma legião de filhos, netos e bisnetos. Dentre esses, meu pai Jorge de Yemanja que fundou o Kwe Ceja Tessi, Pai Zezinho da Boa Viagem que fundou o Terreiro de Nossa Senhora dos Navegantes, Tia Belinha que fundou a Colina de Oxosse e Amaro de Xangô que é aquele tio que está sempre disposto a nos atender e nos ajudar com suas memórias e conhecimentos.

Vodum 

Vodou – Vodoun – Vodum – Voodoo – Voudun – Vodu – Vudu – Hoodoo - etc. A palavra vodou é de origem Ewe/Fon e significa força divina, espírito, força espiritual. É usada pelo povo do oeste da África para designar os deuses e ancestrais divinizados. No século XVIII o rei Agajá consolidou as crenças de vários clãs e aldeias, formando um “sistema espiritual dos Voduns”. Isso gerou uma enorme variação do termo, devido a quantidade de dialetos usados por esses clãs e aldeias, que somado a influência francesa, passaram a falar como entendiam. Essa diversificação fonética dá-se também por conta dos idiomas de pesquisadores que “invadiram” a África, em busca de conhecimento sobre o Vodou. No Brasil, por exemplo, usamos o fonema Vodum. A palavra Hoodoo não é uma variante de Vodou. O Hoodoo é uma sociedade haitiana similar as que existem no Benin (Sociedade do Bo) e Ghana (Sociedade Jou-Jou), onde pessoas são preparadas para ler oráculos e fazer fórmulas mágicas usando elementos da flora, da fauna e do mineral. Como sou brasileira usarei daqui por diante o termo “Vodum”. Quando foi estabelecido o grande reino de Dahomey, lá não existia o culto de Voduns. Nessa época, o atual rei sentia a necessidade de uma assistência espiritual que o ajudasse a combater os problemas que o atormentava. Mandou chamar um bokono (adivinho) e pediu que esse consultasse os oráculos. A conselho dos oráculos mandou vir de diversas regiões os Voduns e construiu seus templos. Com isso Dahomey passou a sitiar diversos clãs e aldeias de Voduns. Anos mais tarde, o rei Agajá fez a consolidação, como já foi dito. No período da escravidão, muitos daomeanos foram levados para o novo mundo e com eles a cultura e o culto dos Voduns. Os Voduns cultuados no Brasil são originário da África, sua práticas e tradições se mantiveram intacta como era no Dahomey (atual Benin) desde o começo dos tempos. A nação Jeje sofreu por alguns anos uma queda em seus cultos, devido a falta de informações. Os mais antigos preferiram levar para o túmulo seus conhecimentos a passá-los aos que poderiam perpetuar os Voduns no Brasil. Dos filhos de Jeje que ficaram perdidos, sem conhecimento sobre Voduns, uns mudaram de nação e outros resolveram investigar, buscar, pesquisar suas origens e levantar a bandeira da nação. Hoje, graças a essas pessoas, a nação Jeje voltou a crescer e a seguir a cultura que foi deixada pelos escravos. Hoje, encontramos kwes e pessoas que realmente sabem o Culto dos Voduns, esses aprenderam na “própria carne” a passar seus conhecimentos e não deixar que nossa nação venha a sofrer novos abalos ou quedas. Com a proliferação de estudos e pesquisas sobre os Voduns, alguns dos mais velhos que ainda estão vivos resolveram colaborar e nos passar alguns conhecimentos. A primeira coisa que os adeptos do Jeje devem aprender é a diferença entre Voduns e Orixás, (esse assunto vocês encontram no tópico Jeje África). Vodum é Vodum, Orixá é Orixá; Oya não é Vodum Jô. Aziri não é Oxum, Naetê não é Yemanja, etc. Assim como na África, também fazemos Orixás dentro dos templos de Vodum, mas isso não os transforma em Voduns, eles são considerados deuses estrangeiros, aceitos em nossos templos. Esses Orixás são tão respeitados e venerados quanto os Voduns. Não existe discriminação nenhuma em relação aos dois deuses (Voduns/Orixás). Em templos de Orixás, também encontramos Voduns feitos, a única diferença é que no Jeje, não mudamos os nomes dos Orixás. Para nós Oya, Yansã são conhecida exatamente como Oya, Yansã. Já os Voduns em templos de Orixás mudam de nome, por exemplo, Vodum Dan/Bessen recebe o nome de Oxumarê, Sakpata recebe o nome de Omolu, etc. Esse diferença também é registrada na Nigéria, então, não é “coisa de brasileiro”. Falar sobre os Voduns é uma tarefa de muita responsabilidade. No meu caso é o resultado de 30 anos vividos dentro do culto, somado as minhas pesquisas e estudos. Os Voduns são agrupados por famílias; Savaluno, Dambirá, Davice, Hevioso; que se subdividem em linhagens. A sociedade daomeana é patrilinear e polígena, isto é, dá-se por linha paterna; o homem é casado com diversas mulheres. A sociedade organiza-se em sibs, grupos de irmãos que têm a mesma mãe e o mesmo pai, sem base territorial própria e subdividem-se em famílias. No Brasil, as casas de santo cultuam todas as famílias, porém, os Voduns são interligados entre si com comportamentos, costumes, gostos e atitudes sempre gerados pelo ancestre ou chefe de da casa. Em minhas pesquisas encontrei mais de 450 Voduns; alguns cultuados no Brasil outros não. Acredito que com esse resgate poderemos ampliar nossos cultos e voltar a reverenciar Voduns, que tinham desaparecido devido a falta de informações, assim como admitir em nossos templos esses Voduns encontrados. O Brasil herdou vastos panteões de divindades que ficaram regionalizados de maneira que somente alguns Voduns tiveram domínio nacional A cultura dos Voduns é belíssima; penso que todos nós, filhos da nação Jeje, devemos procurar aprender cada dia mais. Afirmo que, os maiores fundamentos de Voduns estão embutidos nessa cultura. Comprovem!...

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

PASSE MAGNÉTICO

O passe no centro espírita
Revista de Espiritismo nº. 33, Outubro/Dezembro 1996

É habitual quanto baste. Já houve quem falasse nos «papa-passes». Nada mais é, porém, do que um paliativo, um apoio, que depende sobretudo da receptividade de quem o recebe e da sua capacidade de harmonizar a sua vida interior. Falamos do chamado passe, com frequência ministrado individualmente após a palestra no centro espírita.

Quem procura o centro espírita em condição de necessidade – se deprimido, angustiado ou de algum modo enfraquecido –, após ouvir a palestra de 30 minutos, raramente deixa de se incluir na fila para o passe magnético individual que se segue. Como qualquer serviço espírita, necessariamente este também é totalmente gratuito. Nem seria preciso dizer, mas nunca é demasiado sublinhar.

Mas por que é que isso acontece? Porque as pessoas alimentam a esperança de que os eflúvios energéticos invisíveis saídos das mãos do passista (a pessoa que dá o passe) as vão retemperar, aliviar as tensões, reequilibrar fluidos. E assim venham a sair do centro mais fortalecidas após um quotidiano tão desgastante para tanta gente.

Mas o que é o passe magnético?

Definem-no os espíritos desencarnados como uma espécie de transfusão de energias espirituais, que são transferidas do passista para quem recebe o passe, tanto mais quanto mais este esteja numa situação de receptividade. E tudo isso através da imposição das mãos, como fazia Jesus.

Os envolvidos no passe no centro espírita são o médium-passista (uma pessoa cuja função é irradiar paz, ânimo e esperança), o espírito-passista (um técnico especializado a nível de energias espirituais) e quem recebe o passe cabe-lhe um esforço de sintonia).

Como se vê, a cada um cabem tarefas específicas. O primeiro ponto é a receptividade, a sintonia de quem recebe o passe. Não sentir nervosismo, ansiedade, tranquilizar-se, pensar no bem, não sentir quaisquer sentimentos como os de rancor, de vingança ou vaidade, ter fé na bondade de Deus, que aceita a colaboração na sua seara.
Emitir e receber

Sempre que pensamos e sentimos, estamos a movimentar energias. Cada estado de alma corresponde à emissão/absorção de um certo tipo de energia, que entra pelos centros de força espiritual («chakras»), mediante a sua natureza, incorporando-se à tessitura do perispírito (corpo espiritual) e trazem-nos estados de mau-estar ou de bem-estar. Pensamos e agimos, criando a nossa própria (in)felicidade.

Se temos dias povoados de pensamentos desordenados e de uma afetividade descontrolada, é natural que como resultado as nossas energias espirituais entrem em circuitos de degradação, com os seus efeitos indesejáveis na vida interior, necessitando de compensações.

Ao ser constituída uma equipa de passistas, cada elemento desse grupo recebe noções teóricas sobre a aplicação do passe.
Padronizados

Como o centro espírita deve ser organizado, a orientação equilibrada é a do passe padronizado. Mas passe padronizado é apenas o passe uniformizado, aplicado da mesma maneira por todos os elementos da equipa de passes. É uma questão de disciplina e de coerência.

Dado os excessos, infelizmente mais comuns do que seria de desejar, de gesticulação e de outros atavismos como estalidos de dedos, sem referência experimental e muito menos científica, o melhor passe padronizado, a nosso ver, é sobretudo e apenas a imposição das mãos, sem tocar na pessoa que vai receber o passe. Isso e o resto apenas porque o que funciona na verdade é a mente.
O passe colectivo

Quando a equipa do passe magnético é de pequeno número face à multidão que o procura, sem qualquer prejuízo para os eventuais beneficiados, recorre-se ao passe colectivo. Uma vez que o principal neste processo de ajuda espiritual é a sintonia do candidato a receber o passe, os próprios espíritos-passistas durante a palestra ministram bênçãos fluídicas a quem estiver nas condições necessárias para participar na ocorrência deste fenômeno enquanto beneficiado.

O apoio espiritual prestado com o passe deixa de ser necessário quando os pensamentos e as atitudes de todos nós tomarem um rumo predominantemente equilibrado.

A necessidade do passe

Assim, o curso das energias que movimentamos inconscientemente tornar-se-á normal, afetivamente compensador, evitando degradações e incidências desajustadoras do corpo espiritual.

Esse paliativo — o passe- magnético — será dispensável, uma vez que os sentimentos e ideias construtivas predominarão em quem trabalhar nesse sentido, ordenando e compensando desgastes e desequilíbrios energéticos ou, por outras palavras, fruindo de um bem-estar interior capaz de propiciar uma vida edificante, alicerçada no bem.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

USP CONFIRMA EFICÁCIA DO PASSE MAGNÉTICO


Um estudo desenvolvido recentemente pela USP (Universidade de São Paulo), em conjunto com a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), comprova que a energia liberada pelas mãos tem o poder de curar qualquer tipo de mal estar.
O trabalho foi elaborado devido às técnicas manuais já conhecidas na sociedade, caso do Johrei, utilizada pela Igreja Messiânica do Brasil e ao mesmo tempo semelhante à de religiões como o Espiritismo, que pratica o chamado “passe”.

Todo o processo de desenvolvimento dessa pesquisa nasceu em 2000, como tema de mestrado do pesquisador Ricardo Monezi, na Faculdade de Medicina da USP. Ele teve a iniciativa de investigar quais seriam os possíveis efeitos da prática de imposição das mãos. “Este interesse veio de uma vivência própria, onde o Reiki (técnica) já havia me ajudado, na adolescência, a sair de uma crise de depressão”, afirmou Monezi, que hoje é pesquisador da Unifesp.

Segundo o cientista, durante seu mestrado foi investigado os efeitos da imposição em camundongos, nos quais foi possível observar um notável ganho de potencial das células de defesa contra células que ficam os tumores. “Agora, no meu doutorado que está sendo finalizado na Unifesp, estudamos não apenas os efeitos fisiológicos, mas também os psicológicos."

A constatação no estudo de que a imposição de mãos libera energia capaz de produzir bem-estar foi possível porque a ciência atual ainda não possui uma precisão exata sobre esse efeitos. “A ciência chama estas energias de ‘energias sutis’, e também considera que o espaço onde elas estão inseridas esteja próximo às frequências eletromagnéticas de baixo nível”, explicou. As sensações proporcionadas por essas práticas analisadas por Monezi foram a redução da percepção de tensão, do stress e de sintomas relacionados a ansiedade e depressão.“O interessante é que este tipo de imposição oferece a sensação de relaxamento e plenitude. E além de garantir mais energia e disposição”. 

Neste estudo do mestrado foram utilizados 60 camundongos. Já no doutorado foram avaliados 44 idosos com queixas de stress.
O processo de desenvolvimento para realizar este doutorado foi finalizado no primeiro semestre do ano passado. Mas a Unifesp está prestes a iniciar novas investigações a respeito dos efeitos do 
Reiki e práticas semelhantes.

Lembremos que Jesus ao curar sempre estendia as mãos. Religiões Populares Brasileiras também estende as mãos a mais de quatro séculos, descendentes do africanismo. Os egípcios, já usavam esse método bem antes de Cristo. Outras Filosofias como diversas técnicas orientais também aceitam a imposição de mãos sobre o outro. Atualmente Religiões protestantes também praticam.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Mediunidade de Desdobramento Espiritual na Umbanda

Desdobramento é o nome que se dá o fenômeno de exteriorização do corpo espiritual ou perispírito.

O perispírito ainda ligado ao corpo, distancia-se do mesmo, fazendo agora parte do mundo espiritual, ainda que esteja ligado ao corpo por fios fluídicos. Fenômenos estes, naturais que repousam sobre as propriedades do perispírito, sua capacidade de exteriorizar-se, irradiar-se, sobre suas propriedades depois da morte que se aplicam ao perispírito dos vivos (encarnados).

Os laços que unem o perispírito ao corpo temporal, afrouxam-se por assim dizer, facultando ao espírito manter-se em relativa distancia, porém, não desligado de seu corpo. E esta ligação, permite ao espírito tomar conhecimento do que se passa com o seu corpo e retornar instantaneamente se algo acontecer. O corpo por sua vez, fica com suas funções reduzidas, pois dele foram distanciados os fluidos perispirituais, permanecendo somente o necessário para sua manutenção. Este estado em que fica o corpo no momento do desdobramento, também depende do grau de desdobramento que aconteça.

Os desdobramentos podem ser:

a) conscientes : Este, caracteriza-se pela lembrança exata do ocorrido, quando ao retornar ao corpo o ser recorda-se dos fatos e atividades por ele desempenhadas no ato do desdobramento. O sujeito é capaz de ver o seu “Duplo”, bem próximo, ou seja, de ver a ele mesmo no momento exato em que se inicia o desdobramento. Facilmente nestes casos, sente-se levantando geralmente a cabeça primeiramente e o restante do corpo, depois. Alguns flutuam e vêem o corpo carnal abaixo deitado, outros vêem-se ao lado dos corpos, todavia esta recordação é bastante profunda e a consciência e altamente límpida neste instante. Existe uma ligação ainda profunda dos fluidos perispirituais entre o corpo e o perispírito, facilitando assim, as recordações pós-desdobramento.



DESDOBRAMENTO - Parte II

b) inconscientes: Ao retornar o ser de nada recorda-se. Temos que nos lembrar que na maioria das vezes a atividade que desempenha o ser no momento desdobrado, fica como experiências para o próprio ser como espírito, sendo lembrado em alguns momentos para o despertar de algumas dificuldades e vêem como intuições, idéias.

Os fluidos perispirituais são neste caso bem mais tênues e a dificuldade de recordação imediata fica um pouco mais árdua, todavia as informações e as experiências ficam armazenadas na memória perispiritual, vindo a tona futuramente.

Em realidade a palavra inconsciente, é colocada por deficiência de linguagem, pois, inconsciência não existe, tendo em vista o despertar do espírito, levando consigo todas as experiências efetivadas pelo mesmo, então colocamos a palavra inconsciente aqui, é somente para atestarmos a temporária inconsciência do ser enquanto encarnado.

c) voluntários: Se a própria pessoa promove este distanciamento. Analisemos algo bastante singular, nem todos os desdobramentos voluntários há consciência, pois como dissemos acima poderão haver algumas lembranças do ocorrido, existem ainda muitas dificuldades, no momento em que o espírito através de seu perispírito aproxima-se novamente de seu corpo, pela densidade ainda dos órgãos cerebrais é possível haver bloqueio dessas experiências. É necessário salientar que o ser encarnado na terra, ainda se encontra distante de controlar todos os seus potenciais, e por isso também há este esquecimento. Haja vista, algumas pessoas até provocarem o desdobramento e no momento de consciência terem medo e retornarem ao corpo apressadamente, dificultando ainda mais a recordação.

Os desdobramentos podem também ocorrer nos momentos de reflexões, onde nos encontramos analisando profundamente nossos atos e cuja atividade nos propicia encontrar com seres que nos querem orientar para o bem, parte de nosso perispírito expande-se e vai captar as experiências e orientações devidas.


DESDOBRAMENTO - Parte III

d) provocados: Através de processos hipnóticos e magnéticos, agentes desencarnados ou até mesmo encarnados podem propiciar o desdobramento do ser encarnado. Os bons Espíritos podem provocar o desdobramento ou auxiliá-los sempre com finalidades superiores. Mas espíritos obsessores também podem provocá-los para produzir efeitos malefícios. Afinizando-se com as deficiências morais dos desencarnados, propiciamos assim, uma maior facilidade para que os espíritos mal-feitores possam provocar o desligamento do corpo físico atraindo o ser encarnado para suas experiências fora do corpo. A lei que exerce esta dependência é a de afinidade.

e) emancipação Letárgica: Decorre da emancipação parcial do espírito, podendo ser causada por fatores físicos ou espirituais. Neste caso o corpo perde temporariamente a sensibilidade e o movimento, a pessoa nada sente, pois os fluidos perispiríticos estão muito tênues em relação a ligação com o corpo. O ser não vê o mundo exterior com os olhos físicos, torna-se por alguns instantes incapaz da vida consciente. Apesar da vitalidade do corpo continuar executando-se.

Há flacidez geral dos membros. Se suspendermos um braço, ele ao ser solto cairá.

e) emancipação Cataléptica: Como acima, também resulta da emancipação parcial do espírito. Nela, existe a perda momentânea da sensibilidade, como na letargia, todavia existe uma rigidez dos membros. A inteligência pode se manifestar nestes casos. Difere da letárgica, por não envolver o corpo todo, podendo ser localizado numa parte do corpo, onde for menor o envolvimento dos fluidos perispirituais.

Texto extraído do "PORTAL DO ESPÍRITO"

...........................................................................


DESDOBRAMENTO DURANTE O SONO



Durante o sono o Espírito desprende-se do corpo; devido aos laços fluídicos estarem mais tênues. A noite é um longo período em que está livre para agir noutro plano de existência. Porém, variam os graus de desprendimento e lucidez. Nem todos se afastam do seu corpo, mas permanecem no ambiente doméstico; temem fazê-lo, sentir-se-iam constrangidos num meio estranho (aparentemente).

Outros movimentam-se no plano espiritual, mas suas atividades e compressões dependem do nível de elevação. O princípio que rege a permanência fora do corpo é o da afinidade moral, expressa, conforme a explanação anterior, por meio da afinidade vibratória ou sintonia.

O espírito será atraído para regiões e companhias que estejam harmonizadas e sintonizadas com ele através das ações, pensamentos, instruções, desejos e intenções, ou seja, impulsos predominantes. Podendo assim, subir mais ou se degradar mais.

O lúbrico terá entrevistas eróticas de todos os tipos, o avarento tratará de negócios grandiosos (materiais) e rendosos usando a astúcia. A esposa queixosa encontrará conselhos contra o seu marido, e assim por diante. Amigos se encontram para conversas edificantes, inimigos entram em luta, aprendizes farão cursos, cooperadores trabalharão nos campos prediletos, e, assim, caminhamos.

Para esta maravilhosa doutrina, conforme tais considerações, o sonho é a recordação de uma parte da atividade que o espírito desempenhou durante a libertação permitida pelo sono. Segundo Carlos Toledo Rizzini, interpretação freudiana encara o sonho como apontando para o passado, revelando um aspecto da personalidade.

Para o Espiritismo, o sonho também satisfaz impulsos e é uma expressão do estilo de vida, com uma grande diferença: a de não se processar só no plano mental, mas ser uma experiência genuína do espírito que se passa num mundo real e com situações concretas. Como vimos, o espírito, livre temporariamente dos laços orgânicos, empreende atividades noturnas que poderão se caracterizar apenas por satisfação de baixos impulsos, como também, trabalhar e aprender muito. Nesta experiência fora do corpo, na oportunidade do desprendimento através do sono, o ser, poderá ver com clareza a finalidade de sua existência atual, lembrar-se do passado, entrevê o futuro, todavia a amplitude ou não dessas possibilidades é relativa ao grau de evolução do espírito.

PREPARAÇÃO PARA O SONO

Verificando o lado físico da questão, vamos ver a importância do sono, pelo fato de passarmos 1/3 de nosso dia dormindo, nesta atividade o corpo físico repousa e liberta toxinas. Para o lado espiritual, o espírito liga-se com os seus amigos e intercambia informações, e experiências.

Façamos um preparo para o nosso repouso diário:
Orgânico – refeições leves, higiene, respiração moderada, trabalho moderado, condução de nosso corpo quanto a postura sem extravagâncias.
Mental Espiritual - leituras edificantes, conversas salutares, meditação, oração, serenidade, perdão, bons pensamentos.

Todavia não nos esqueçamos que toda prece se fortifica com atos voltados ao bem, pois então, atividades altruístas possibilitam uma melhor afinidade com os bons espíritos.

Aluney Elferr Albuquerque Silva

sexta-feira, 13 de julho de 2012

ESTUDO DE ENERGÉTICA E MEDIUNIDADE

Nossa realidade é muito diferente do que está mostrando. O mundo é energia. Achamos que nosso corpo é sólido, mas ele é composto também de elétrons que formam um campo energético. É um campo de atração, de poder. O mundo é todo energia, tudo um campo de poder. Nosso corpo é um aparelho de captação de energias. Temos um mundo sólido, mas temos também um mundo de ondas, um mundo paralelo. Na física isso já natural. 

Os mundos se inter relacionam .Nosso aparelho é extraordinário para entrar em contato com os outros mundos, que são uns diferentes dos outros. Nosso aparelho tem vários níveis para se ligar com cada um desses mundos. Temos também o mundo microscópico. Esse mundo pequeno é fascinante, eles nos dominam, estão em tudo, os vírus, as bactérias. O mundo astral foi o 1° que a humanidade conheceu. 

O mundo astral é paralelo e está aqui. Somos seres multidimensionais. O sólido já não é tão sólido, pois as ondas passam, as ondas de rádio, as ondas de eletricidade, o som, a luz, etc. O mundo astral é extraordinário e nós estamos nele. Seu corpo está impregnado de matéria. Porém continua muito astral, temos o periespírito. Os gurus falam que temos 2000 corpos, mas muitos deles ainda não estão desenvolvidos. Por exemplo o corpo de luz.

 Mas neste curso vamos estudar apenas três: o astral, o físico e o mental.E já é muito, é muita complexidade. O corpo astral é um sistema muito, mas muito complexo. Quando você dorme, você sai do corpo físico, tem que dormir todos os dias porque tem que sair. Nós precisamos do corpo físico porque no astral tudo é intenso demais e a gente não agüenta, o físico reduz bastante o ritmo e podemos ter um descanso, é difícil agüentar o ritmo do astral. 

Na vida física temos mais opções de escolha, podemos ficar aqui dentro, meditativos, tranqüilos, sossegados. Podemos, porém, sair “Ah, estou cheio vou por aí passear”. Aí vai pro shopping, passeia, se diverte, fica bem aqui fora. No astral não, é só astral e é muito intenso, dolorido até.Quando dizem”morreu, descansou” é um ledo engano, pois lá não tem nada de descanso. Mas aqui no físico todo dia temos que dormir para sair. Uma noite bem dormida é um descanso para o corpo, no dia seguinte temos muita mais disposição para os afazeres . 

Nosso corpo físico não sente nada, quem sente é o corpo astral. Quando tomamos anestesia e o periespírito desliga, aí pode se fazer uma cirurgia, cortar nosso corpo que não sentimos nada. O mental sempre é o centro mais importante porque ele tem o domínio sobre o espírito que é todo plástico. A sensação recebida pelo corpo astral transforma o corpo físico. Ele pode ir para o melhor ou para o pior. Pode envelhecer rapidamente ou o contrário, rejuvenescer de repente. Tem gente que diz nunca pego gripe e nem resfriado (EU!!!) e NUNCA PEGA MESMO!!! “Nunca fico doente” e nunca fica mesmo (EU também!!!) E jamais ficarei velha gagá. Se isso acontece com algumas pessoas é porque é possível. Somos muito mais do que pensamos que somos. 

O corpo astral é um corpo sensível e é muito plástico porque ele consegue penetrar na matéria e por isso consegue produzir um novo ser, e se ele quiser criar uma mudança ele cria. Quando uma pessoa morre, leva cerca de 72 horas para desligar do corpo astral. Tem pessoas que podem levar 20minutos e 
tem outras que muito mais que as 72 horas, vai depender de muitos fatores, o uso de drogas é um deles, por exemplo. 

O mundo astral está constantemente nos influenciando. E ele pode ser muito perigoso se não soubermos nos cuidar, pois existe muita maldade, muito sofrimento grassando por aí e isso pode nos atingir de uma forma que não percebemos e ficamos pensando que aquele mal é algo nosso, e não identificamos que isso veio do astral e nos pegou. E muitas vezes nos pega feio. Pode nos derrubar, pode até matar, destruir mesmo. Quando você está bem encaixado no corpo físico é mais difícil acontecer de ser pego assim.

Mas raramente estamos bem encaixados. Principalmente ao acordamos de manhã, já estamos meio cá e meio lá.Temos que ficar atentos, ter disciplina para perceber e não nos deixar ser pegos. Quando estamos nesse estado desencaixado pode também ser uma coisa boa, pode ao contrário ser ruim. Depende das influências astrais que estão conosco. Quando estamos começando a adormecer, nosso corpo astral se expande e sentimos o nosso corpo enorme. 

Tem gente que vai procurar ajuda quando sente coisas estranhas em si e aí lhe dizem que é médium, que tem que desenvolver, que tem uma missão. Vamos esclarecer: não tem missão. Também não tem que desenvolver nada. Você só faz aquilo que sua alma pede, que é aquilo que você sente bem, que lhe é confortável e pronto. 

Claro que se você sentir aquela vontade, aquela vocação, se sente bem, aí sim você vai e se desenvolve, faz o que SENTE vontade. Do contrário não. O que tem é que ter disciplina mental, espiritual, estar atento, saber perceber o que vem de fora e não ficar entrando em influências do astral inferior.Procure sempre os espíritos superiores, a luz, Se afirme no superior, na luz, nunca aceite menos.E não se esqueça: NÃO EXISTE MISSÃO. Faça somente aquilo que seu coração lhe pede lá fundinho de sua alma. É isso que é o bom para você, e jamais o que lhe dizem que você “DEVE” fazer. Mesmo que seja um médium, que seja num centro espírita, NINGUÉM, mas ninguém mesmo pode lhe ditar normas de conduta espiritual. É sempre aquilo que você sente no fundo, o que sua alma quer, é o que conta. Vamos ver um exemplo de como o astral influencia nos relacionamentos. 

A mulher está em casa tranqüila e de repente sem mais nem menos se sente irritada. Passa um tempo e em seguida o marido chega. Irritado. O que aconteceu? A energia negativa dele já tinha chegado antes e atingido a mulher dele. Só que ela não tem conhecimento dessa influência astral e acaba entrando na dele e eles brigam. Mais tarde mantém relações sexuais e é claro de péssima qualidade, com aquela energia o que poderá acontecer? E aí já começa a cair a qualidade do relacionamento. Porque ela não percebe que é a energia dele que não estava boa e começa a pensar que é o amor que está acabando. E na terceira tentativa de se relacionar começa a ter certeza que o amor acabou. 

E vai indo e vai indo que ela pede a separação, porque “não existe mais amor”. O homem é diferente, ele sente que não está bem em casa e vai fora procurar outros relacionamentos, mas não quer largar o lar, quer manter. E poderia ser tudo diferente se desde o começo eles tivessem percebido que eram as energias que não estavam boas. Se naquele 1o. dia em que ele chegou irritado ela tivesse conhecimento dessas influências astrais, parado e conversado com ele sobre isso, poderia ter sido tudo de outra maneira. Teriam conversado sobre de onde vinha aquela irritação, resolvido e ficado numa boa, não teriam entrado nesse engano Por isso é tão importante ter disciplina e estar sempre atento às influências que vem de fora. 

Nos relacionamentos é muito importante a gente observar essas ocorrências, por exemplo, no caso da mulher sentir antes da chegada do marido uma irritação, em quando ele chega, já entra nervoso, é recomendável que ela vá diretamente perguntar a ele sobre se houve algum problema e conversar. Ele vai aceitar esse tipo de abordagem e isso vai ser saudável para o relacionamento a dois. É uma situação energética que dá para resolver. Todo mundo é astral. A atração é astral. Simpatia e antipatia também é astral. Será que tudo que você está sentindo é seu? Aqui no Brasil somos muito sensíveis por causa da região que é uma zona muito baixa. É o magnetismo mais baixo da Terra. Aqui na cidade de São Paulo então, somos muito astral, e tem dia que parece que as bruxas estão à solta. Aqui é tudo muito intenso. 

Quando sonhamos e não nos lembramos é que estamos psicologicamente travados. As relações humanas são todas no astral. As pessoas de astral bom são atraentes. Tudo vem para elas. O que é 6o. sentido? Ele não é um sexto sentido em si. Como estamos nos dois mundos, quando não estamos muito encaixados percebemos muito o astral e é isso que vamos chamar de 6º. sentido. A gente nunca está perfeitamente encaixado, sempre tem uma parte expandida e essa expansão dá o sexto sentido. Ao 
mesmo tempo da expansão tem a percepção. Em transe o médium se expande, é como se estivesse dormindo. 

A cura é um fenômeno de corpo astral para corpo astral. De energia para energia, se você se concentra e se expande na hora de receber um passe, você aproveita muito mais. Mesma coisa o doador, ele doa muito mais. Nós não vivemos só de alimentos, vivemos também de energia, a energia do sol, por exemplo. A libido é uma energia extraordinária que vem do astral para o físico. Os canais pelos quais ela flui são os meridianos, que estão no periespírito. São cadeias energéticas. A sexualidade não está só para a procriação, ela é a absorção da fonte das correntes da vida. Hipersensíveis são hipersexuais. Isso não significa só sexo e sim tudo voltado para os prazeres da vida. Tudo dá prazer, tudo é curtido muito, sentido muito. 

O ectoplasma é a libido, uma energia que algumas pessoas exalam e que os espíritos usam. Ela está entre os dois mundos. É ela que cola nosso corpo físico ao periespírito. Quando ela acaba o corpo físico morre. Você não conhece o ectoplasma só pelo tesão, pelo prazer, é também a ternura, o carinho. Os animais e as plantas também sentem essa energia. Quando você cuida deles com carinho eles reagem. Essa energia se mantém presa às roupas, objetos pessoais, etc. 

À noite as plantas exalam essa energia, por isso é tão agradável passear entre elas à noite e de manhãzinha. Logo cedo então é uma coisa agradabilíssima senti-la. É por isso que temos tanta sede do verde, tanta vontade de irmos para campo; é para usufruir de energia que nos traz muito prazer. Nosso corpo tem carência disso, então procuramos a companhia da natureza, não nos é agradável ficar muito tempo presos na cidade, principalmente aqui em São Paulo, com tanto concreto e poucas plantas.

O astral aqui é outro porque não tem a renovação prânica dos vegetais. As plantas são muito generosas, elas doam muito e jamais agridem, são sempre afáveis. Um exercício para testar a energia: pegue 4 rosas brancas, deixe uma num canto sem atenção e pegue as outras 3 e separe. A estas últimas todos os dias imponha suas mãos sentindo dentro de si o seu melhor, com muito amor, generosidade, bons sentimentos. Faça isso todos os dias por 5 minutos. E observe: a 1a. morrerá em um dia e as outras três durarão 20 dias. Ou pode ser o contrário as 3 morrerem tão logo você imponha as mãos se você tiver aquela energia ruim, a daquela pessoa que dizem “seca pimenteira” que tudo que olha mata. Faça o teste. 

Você pode alongar a vida com sua energia. O cachorro pode pegar a carga destrutiva endereçada a seu dono. Plantas também. Infelizmente pegamos muita carga negativa porque, ao longo de nossa existência,a ciência sempre podou a que chegássemos à compreensão das energias e por isso não sabemos COMO nos cuidar. 

E olha que temos em nós um DETECTOR que nos AVISA acerca de energias negativas. Mas como estamos limitados ao que nos cerceia a ciência, não damos ouvidos a isso, achamos que tudo é bobagem e chegamos a dizer que é CRENDICE, SUPERSTIÇÃO. E o pior é que não são superstições, é a realidade, pois o mundo astral é real e precisamos estar muito atentos. Temos como exemplo o caso da pessoa diabética que fisicamente não tinha nada, mas apresentava todos os sintomas e sofrimento da doença. 

Que se foi descobrir que ela CAPTAVA a energia de uma outra que vivia junto e que tinha essa doença. Foi separar, desligar e ocorreu a cura. A doença começa no astral e ela vai linear. Existe uma ocorrência muito grande de problemas que não apresenta nada no físico e são considerados psicossomáticos, , mas na verdade são energias. 

As energias que causam as dores e os problemas. A dor começa no astral, mas pode vir a se manifestar no físico. A conexão com alguém muito perturbado pode nos causar perturbações. Os hipocondríacos podem ser hipersensíveis. Aí tomam remédio. O remédio tem que combater os campos dolorosos. O comportamento das doenças às vezes nunca são encontradas no corpo físico. A energia das pessoas podem nos machucar, elas machucam. 

Há pessoas que dão um impacto de rejeição, dá esse impacto e abaixam nossas energias de vitalidade. Por isso nunca é pouco dizer fique esperto para o invisível. Que nem sempre está tudo de bom por aí e energias ruins podem lhe pegar e causar doenças, depressão, infelicidade. SE ligue no bem, nos espíritos do astral superior, não entre na maledicência, se cuide e se ame muito.