segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

ORIXÁ OMOLU


Omolú é a Terra! Essa afirmação resume perfeitamente o perfil deste orixá, o mais temido entre todos os deuses africanos, o mais terrível orixá da varíola e de todas as doenças contagiosas, o poderoso “Rei Dono da Terra”.

È preciso esclarecer, no em tanto, que Omolú está ligado ao interior da terra (ninù ilé) e isso denota uma íntima relação com o fogo, já que esse elemento, como comprovam os vulcões em erupção, domina as camadas mais profundas do planeta.

Toda a reflexão em torno de Omolú ocorreu colocando-o como um orixá ligado à terra, o que é correcto, mas não deixa de ser um erro desconsiderar a sua relação com o fogo do interior da terra, com as lavas vulcânicas, como os gases etc. o que pode ser mais devastador que o fogo? Só as epidemias, as febres, as convulsões lançadas por Omolú!

Orixá cercado de mistérios, Omolú é um deus de origem incerta, pois em muitas regiões da África eram cultuados deuses com características e domínios muito próximos aos seus. Omolú seria rei dos Tapas, originário da região de Empé. Em território Mahi, no antigo Daomé, chegou aterrorizando, mas o povo do local consultou um babalaô que lhes ensinou como acalmar o terrível orixá. Fizeram então oferendas de pipocas, que o acalmaram e o contentaram. Omolú construiu um palácio em território Mahi, onde passou a residir e a reinar como soberano, porém não deixou de ser saudado como Rei de Nupê em pais Empê (Kábíyèsí Olútápà Lempé).

As pipocas, ou melhor, deburu, são as oferendas predilectas do orixá Omolú; um deus poderoso, guerreiro, caçador, destruidor e implacável, mas que se torna tranquilo quando recebe sua oferenda preferida.

Em África são muitos os nomes de Omolú, que variam conforme a região. Entre os Tapas era conhecido Xapanã (Sànpònná); entre os Fon era chamado de Sapata-Ainon,que significa ‘Dono da Terra’; já os Iorubás o chamam Obaluaiê e Omolú.

Omolú nasceu com o corpo coberto de chagas e foi abandonado pela sua mãe, Nanã Buruku, na beira da praia. Nesse contratempo, um caranguejo provocou graves ferimentos na sua pele. Iemanjá encontrou aquela criança e criou-a com todo amor e carinho; com folhas de bananeira curou as suas feridas e pústulas e transformou-a num grande guerreiro e hábil caçador, que se cobria com palha-da-costa (ikó) não porque escondia as marcas de sua doença, como muitos pensam, mas porque se tornou um ser de brilho tão intenso quanto o próprio sol. Por essa passagem, o caranguejo e a banana-prata tornaram-se os maiores ewò de Obaluaiê.

O capuz de palha-da-costa-aze (aze) cobre o rosto de Obaluaiê para que os seres humanos não o olhem de frente (já que olhar directamente para o próprio sol pode prejudicar a visão). A história de Omolú explica a origem dessa roupa enigmática, que possui um significado profundo relacionado à vida e à morte.

O aze guarda mistérios terríveis para simples mortais, revela a existência de algo que deve ficar em segredo, revela a existência de interditos que inspiram cuidado medo, algo que só os iniciados no mistério podem saber. Desvendar o aze, a temível máscara de Omolú, seria o mesmo que desvendar os mistérios da morte, pois Omolú venceu a morte. Debaixo da palha-da-costa, Obaluaiê guarda os segredos da morte e do renascimento, que só podem ser compartilhados entre o iniciados.

A relação de Omolú com a morte dá-se pelo facto de ele ser a terra, que proporciona os mecanismos indispensáveis para a manutenção da vida. O homem nasce, cresce, desenvolve-se, torna-se forte diante do mundo, mas continua frágil diante de Omolú, que pode devorá-lo a qualquer momento, pois Omolú é a terra, que vai consumir o corpo do homem por ocasião da sua morte.

Obaluaiê andou por todos os cantos de África, muito antes, inclusive, de surgirem algumas civilizações. Do ponto de vista histórico, Omolú é a idade anterior à Idade dos Metais, peregrinou por todos os lugares do mundo, conheceu todas as dores do mundo, superou todas. Por isso Omolú se tornou médico, o médico dos pobres, pois, muito antes da ciência, salvava a vida dos necessitados; durante a escravidão, só não pôde superar a crueldade dos senhores, mas de doenças livrou muitos negros e até hoje muitos pobres só podem recorrer a Omolú que nunca lhes falta.

Características dos filhos de Obaluaiê/Omolú

Os filhos de Omolú são pessoas extremamente pessimistas e teimosas que adoram exibir os seus sofrimentos, daqueles que procuram o caminho mais longo e difícil para atingir algum fim.

Deprimidos e depressivos, são capazes de desanimar o mais optimista dos seres; acham que nada pode dar certo, que nada está bom. Às vezes, são doces, mas geralmente possuem manias de velho, como a rabugice.

Gostam da ordem, gostam que as coisas saiam da maneira que planearam. Não são do tipo que levam desaforo para casa e se se sentirem ofendidos respondem no acto, não importa a quem. Pensam que só eles sofrem, que ninguém os compreende. Não possuem grandes ambições.

Podem apresentar doenças de pele, marcas no rosto, dores e outros problemas nas pernas. São pessoas sem muito brilho, sem muita beleza. São perversos e adoram irritar as pessoas; são lentos, exigentes e reclamam de tudo.

São reprimidos, amargos e vingativos. É difícil relacionar-se com eles. Parece que os filhos de Omolú são pessoas que possuem muitos defeitos e poucas qualidades, mas eles têm várias, e uma qualidade pode compensar qualquer defeito: são extremamente prestáveis e trabalhadores. São amigos de verdade.

O lado positivo da maioria dos filhos de Omolú supera em muito esse lado autodestrutivo que todos têm uns mais, outros menos, mais tem sim.

São extremamente alegres, perseverantes, pacientes e amorosos, tiram a roupa do corpo para agradar uma pessoa, tratam o dinheiro pelo lado do prazer, da satisfação.

Extremamente fiéis a uma causa. A justiça para os filhos de Omolú não é a dos homens e sim a de Deus (Olorun), super limpos e vaidosos, ao contrário de muitos arquétipos, são na maioria muito bonitos, se não fisicamente, são espiritualmente e ainda tem grande afinidade pela atração que exercem nas pessoas. Tem uma capacidade mental atualizada ao seu tempo, raramente adoecem e quando acontece se recuperam mais rápido ainda.

As pessoas de Omolú têm a tendência da mudança propriamente dita, para qualquer coisa que desejarem, parecem dançar Opanijé o tempo todo, procurando por tudo. Trabalhadores incansáveis, filhos de Omolú numa roça fazem de um tudo, apenas não os magoem nem os tratem com indiferença, ciumentos são capazes de exageros, se sentem incompreendidos e, muitas vezes não sabemos o que lhes causam repentinas depressões.

Filhos do Sol e da Terra de Orixá vivo, os filhos de Omolú são maravilhosamente despretensiosos. Um tanto radicais, podem mudar de opinião de uma hora para outra. Também, céticos em sua fé, intuitivos, andarilhos e aguçados.


DIA: Segunda-feira

CORES: Preto, branco e vermelho.

SÍMBOLOS: Xaxará ou Íleo, lança de madeira, lagidibá.

ELEMENTOS: Terra e fogo do interior da Terra.

DOMÍNIOS: Doenças epidémicas, cura de doenças, saúde, vida e morte.

SAUDAÇÃO: Atotoó!!!

http://ocandomble.wordpress.com/os-orixas/omulu/

sábado, 5 de janeiro de 2013

O ser Humano X O Sagrado


TEXTO ESCRITO POR BABALORIXÁ EMERSON DE OXAGUIAN

Em tempos remotos uma pessoas para ser aceita no Culto de matriz Africana ( Candomblé ), era necessário no minimo que o mesmo ficasse durante 1 ano assistindo e se adaptando com os costumes e hierarquia da Casa.do
Ao se iniciar tem todo um rituo de preparação, tem preceitos e uma longa caminhada.
Tem sua obrigação de 1 ano, depois a de 3 anos, 5 anos ate chegar a sua maioridade que e sua obrigação de 7 anos, na qual ele pode se tornar um egbomy apenas ou um babalorisá ou Yálorisá isso se o mesmo tiver missão a cumprir junto ao Sagrado.
E ainda há casas que guardam a tradição e tem as obrigações de 14 e 21 anos.

Agora nos dias de Hoje . . .

Se inicia o yawo em 7 dias .
O mesmo sem cumprir os 3 meses de preceito, ja estão dando Catiços.
Compram cargos no asé.
Muitos antes mesmo do seus direitos tomados, já jogam buzios e iniciam outras pessoas e ate abrem casa.
Fazem do culto um verdadeiro carnaval, onde o comercio e a vaidade se sobre poe a tudo que se aprende de fato, e se cria situações que da margem as criticas que o culto recebe nos dias de hoje.

Penso que para poder gritar e brigar pelo fim do preconceito e da Intolerancia sobre a nossa religião !!!
Devemos nos policiar, não deixar os falsos e os que sujam nossa religião continuarem a fazer o erro por e expor nosso culto a ser marginalizado, sendo um culto maravilhos qdo feito com amor e humildade ao Sagrado.

PARÁBOLA DO OBÍ



Contam os nagôs ìgbómìna em solo brasileiro, que, após o cataclismo que separou a Terra (Àiyé) do Infinito (Sànmá), os habitantes do planeta Terra (ará-àiyé) não mediram esforços para aplacar a ira do Criador. Inúmeros preceitos e várias oferendas foram realizados em prol da obtenção do perdão do Senhor do Universo.

A remissão da pena era de suma importância, pois todo o contato com o Cosmo havia se perdido. Tantas foram as oferendas e súplicas que Olódùmarè apiedou-se e concedeu aos habitantes da terra um indulto pela falta cometida, permitindo o nascimento de um profeta. O mesmo ao nascer deveria chamar-se ‘Obí’.

Este ser predestinado não poderia discriminar as pessoas, tampouco recusar o atendimento às mesmas, sob pena de perder seus poderes. A palavra de Olódùmarè se cumpriu. Nove meses depois, nasceu o menino que recebeu o nome de ‘Obí’.

Os anos se passaram. Com o decorrer dos mesmos, ‘Obí’ tornou-se um homem famoso nos lugares mais longínquos do mundo. Infelizmente, não levou muito tempo para que a fama subisse à cabeça do jovem. Quando o mesmo se encontrou no auge da notoriedade, passou a ser indiferente e a menosprezar as pessoas mais carentes, chegando ao ponto de negar-lhes atendimento nos momentos mais difíceis de suas vidas.

Estes fatos não passaram por despercebidos ante os olhos de Èsù Alábojotu (Supervisor dos atos dos seres humanos), que tratou imediatamente de relatar ao Criador Excelso o procedimento do jovem ‘Obí’. Indignado com os fatos, Olódùmarè materializou-se e foi ter com ‘Obí’ por três vezes consecutivas. A primeira disfarçado de rico, a segunda passando-se por uma pessoa desprovida de recursos financeiros no momento do seu desespero e, por último, vestindo-se de mendigo.

Contudo, para seu infortúnio, as informações de Èsù Alábojotu eram verdadeiras. Não querendo crer no que seus olhos haviam presenciado Olódùmarè, fingindo-se de mendigo, retorna à porta do vidente ‘Obí’, suplicando atendimento. Mais uma vez, sem nada desconfiar, o profeta recusa o atendimento e expulsa o mendigo da sua casa, batendo com a porta na face do indigente.

Neste exato momento, o jovem ‘Obí’ ouve alguém chamá-lo à porta. Reconhecendo a voz de Olódùmarè – O Criador do Universo, corre rapidamente para abri-la. Quando a abre, depara com o mendigo que há poucos minutos havia negado o atendimento e expulsado da sua casa.
‘Obí’, ao perceber que o mendigo era seu Criador disfarçado, prostra-se aos pés do mesmo suplicando perdão. Irredutível, Olódùmarè se pronuncia: ‘Obí, tua missão na Terra como profeta está encerrada. Voltarás ao pó de onde vieste. No lugar em que fores enterrado, nascerá uma árvore que terá o teu nome, darás flores e frutos. “Eternamente tuas sementes cairão do alto dos teus galhos sobre o chão e, rolando pela terra, servirão de interpretação entre o profano e o sagrado’”

domingo, 30 de dezembro de 2012

MENSAGEM DE FIM DE ANO



Motumbá meus amados leitores(as) sei que ando meio ausente do blog, mais é correria com meus animais de estimação, correia para o ILE ASÉ, mais hoje venho deixar aqui uma mensagem para o fim de ano.

MENSAGEM PSICOGRAFADA DE ANDRÉ LUIZ

Para ser feliz, próspero, vencedor, receber amores e dádivas, bênçãos e distinções, podes formular votos, tecer esperanças, alinhavar projetos, enumerar decisões, vestir cores certas, brindar à sorte. 

Porém, se no coração, o homem velho prossegue, se o ontem ainda te governa, se melhoras apenas te farão, mais forte no que te é dispensável,
então prosseguirás, ano após ano, imerso no mesmo tempo, estacionário,
por livre e espontânea vontade, de um eterno ano velho, passado.


Ter asas é Dançar na chuva... É plantar uma arvore... Ver a inocência nos olhos de uma criança... É ficar bem quietinho ao lado da pessoa amada... É subir uma montanha... É encontrar os amigos e não falar nada importante, Mas falar, falar muito... É cantarolar uma música antiga ... É arrumar as gavetas, e dar um monte de roupa para quem precisa... É andar sem rumo, só por andar... É falar sozinho... É sorrir para aquele velhinho lá da praça... É ficar sentado na cozinha, assistindo a mãe fazer bolo... 

Ah ! Ter asas é raspar a panela de brigadeiro com os dedo... É brincar 
É rir de si mesmo... É ter um lugar secreto bem lindo e fugir para lá de vez em quando... E ficar de bobeira... É tomar um banho de cachoeira, nadar em um rio... Ir para a praia, se cobrir de areia e pegar jacaré... Ter asas é viver intensamente as coisas simples e belas... Do dia a dia 

Ter asas é ficar em silêncio e ouvir dentro da gente, o deus emanuel 
É isso que desejo para o Ano Novo que está chegando... 

Que você tenha asas como das águias!!!! 

Que a lua e as estrelas emprestem um pouco do seu brilho, para iluminar o novo ano, e que deus nos dê "asas de águia" para voarmos bem alto na construção de um mundo melhor.

Esses são os sinceros votos da equipe BARA LONAN LEMBRANCINHAS.

FELIZ ANO NOVO

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Òsóòsì, Aplacou a Grande Mãe Ancestral



Aqui nesse espaço, já tivemos a oportunidade de discorrer diversas histórias relacionadas aos nossos Deuses, os Òrìsàs. 

Hoje vamos escrever uma das histórias daquele que é considerado o grande Patrono da Nação de Kétu, o grande caçador Òsóòsì.

Uma antiga história yorùbá, conta que Oduduwa, o grande rei da dinastia Nàgó, celebrava anualmente a "Festa do Inhame Novo", agradecendo a fartura das colheitas realizadas a cada ciclo. 

Nessa época, somente após a realização dessa grandiosa festa, é que era permitido o consumo daquilo que a terra oferecia ao povo. Fazendo um paralelo, essa festa é como o Pilão de Òsógiyán, que anualmente realizamos no Terreiro de Òsùmàrè.

Em uma dessas festas, o grande Rei Oduduwa, estava feliz e cercado por suas esposas. Todos os reis das cidades próximas a Ifé, chegavam e saudavam Oduduwa. 

No entanto, Ìyàmì, a grande mãe ancestral, descontente com aquele festejo, encaminhou à Ifé, um pássaro gigantesco, para amedrontar todos que se reuniam para comemorar a colheita dos inhames novos.

Quando aquele pássaro assustador começou a voar sobre Ifé, as pessoas entraram em pânico e começaram a correr amedrontadas. Oduduwa, por sua vez, mandou que trouxessem os melhores e maiores caçadores, para abater aquele pássaro que estava acabando com a sua festa.

Desse modo, da cidade de Ido, chegou Osotogun, o caçador de 80 flechas. Mesmo com todas as suas flechas ele não conseguiu atingir o pássaro encaminhado por Ìyàmì, acabando por falecer diante de todos. 

O mesmo aconteceu com o caçador de 40 flechas (Osotogi), que veio da cidade de More e com Osotadota, o caçador de 50 flechas, oriundo da cidade de Ilare. A medida que os caçadores morriam, a população ficava cada vez mais apavorada.

Por fim, Oduduwa mandou que chamasse de Irema, Osotokansoso, o caçador de uma única flecha. Ao saber que Osotokansoso estava à caminho de Ifé para caçar o pássaro que já havia matado três importantes caçadores, Ìyá Wunbanbá foi rapidamente consultar Ifá, para saber como seu filho poderia ter sucesso nessa empreitada.

Por meio do oráculo sagrado, Ifá disse que Osotokansoso estava caminhando para a morte, mas que, se a oferenda correta fosse realizada imediatamente, ele teria sucesso e seria reconhecido pelo povo pelo seu feito. 

Assim sendo, Ìyá Wunbanbá realizou a oferenda de uma Adiye, abrindo-lhe o peito e evocando as seguintes palavras: "Que o Peito dessa Adiye recebe essa oferenda". 

Nesse exato momento, Osotokansoso estava mirando sua flecha em direção ao poderoso pássaro. Contudo, Ìyàmì que comandava as forças do pássaro se distraiu para receber a oferenda feita por Ìyá Wunbanbá e, o caçador de uma única flecha, conseguiu aplacar aquele pássaro que aterrorizava Ifé, sendo aclamado por todos e por Oduduwa. Aquele que até então era desconhecido pela grande maioria, passou a ser popular, sendo chamado de Osowusi.

Esperamos, uma vez mais, ter contribuído para o esclarecimento e disseminação da Cultura dos Òrìsàs.

Que Òsùmàrè Araka, continue sempre olhando e abençoando todos.
Terreiro de Òsùmàrè

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

MENSAGEM DO DIA - FELIZ NATAL


Bom dia minha Gente! meu povo de fé e amados!!

Mais um Natal chegou , um dia que envolve o amor de nosso Senhor Jesus cristo!! que mais esse NATAL não seja em vão, que seja de nascimento de muitas coisas Boas em nosso ser, pois Natal representa nascimento, então que nasçamos para uma vida mais amorosa, mais tranquila, com mais solidariedade, mais amizade. 

Que os muros se quebrem e que se construam pontes, para acessibilidade de todos, que nossas mentes e corações sejam invadidos por esse amor infinito e único, chamado Jesus, esse que é razão dessas comemorações, esse que é razão de nossa existência, razão de tudo...

O meu desejo é que tudo o que este dia representa, tome conta de nós todos os dias de nossas vidas. Que uma onda de amor, respeito, tolerância, sensibilidade e fé, se propague e atinja em cheio os corações. 

Que haja reflexão, arrependimento. Que haja paciência, resistência, continuidade. Que a maldade alheia não nos confunda, não nos derrube. Que a fé seja diária. 

Que pensemos em Deus e na sua infinita sabedoria todos os dias, em todos os momentos. Que vivamos em paz com o mundo e com nós mesmos, porque dentro de nós existe um mundo e esse mundo necessita de paz para que possamos viver em paz.

FELIZ NATAL MINHA GENTE AMADA!!

2013 ESTAREMOS AQUI, JUNTOS E ESPERO QUE DIFERENTES , MELHORES COMO PESSOAS... 

MUITOS AQUI AINDA NÃO CONHEÇO PESSOALMENTE,APENAS UM CONTATO VIRTUAL,MAIS O AMOR, CARINHO E RESPEITO PODE TER ABSOLUTA CERTEZA QUE É REAL, QUE MAMÃE OXUM ESTEJA SEMPRE NOS ENVOLVENDO COM AMOR E DOÇURA QUE PROVÉM DELA!!

sábado, 15 de dezembro de 2012

UMA AMOSTRA DE AMOR AOS ORIXÁS

Motumbá meus irmãos e minhas irmas!

Hoje quero postar uma poesia simples mais de coração espero que gostem....



Quando os diferentes caminhos...
Se cruzam em um só no caminho de BARA...
Seja pelas forças dos ventos...
Ou pelas mansas águas doces...
Que caminham pelos rios...
Que descansam pelos lagos  de OBÁ...
Ou que despencam pelas cachoeiras de...
Águas que se encontram...
Num imenso e caloroso abraço...
Águas doces que se tornam salgadas...
Ao se tornarem uma só...
Na imensidão do azul do mar...
Águas que nos levam...
Em mares mais profundos...
Em horizontes nunca alcançados...
A desbravar um novo mundo...
Onde os ares da imensidão...
Nos fazem repousar...
Em lindos sonhos de paz...
Sonhos de criança...
Sonhos de menino-homem...
Sonhos de menina-mulher...
Sonhos que as aguas de OXUM...
Desaguam no mar de YEMANJÁ...
Sob o doce olhar de OXALÁ...
Salve! Oxala velho, OXALUFAN...
Salve! Oxalá novo, OXAGUIAN
Que passeiam pelo ar...
Sob os ventos de YANSÃ...
Eparrêi Senhora dos ventos...
Eparrêi Senhora das tempestades...
Que vossos fortes ventos...
Afastem de nós a maldade...
INTOLERÂNCIA E A DESIGUALDADE...
Assim como o fogo...
Que queima como justiça...
E os trovões gritam...
Num eterno brado de louvor...
Kawô Kabiecile...
O grande nome de XANGÔ...
Fogo que queima e funde...
Desde a mais simples madeira...
Ao mais fortes dos metais...
Onde as simples vigas...
São transformadas em armas forjadas...
Que incandescentes...
E manuseadas...
Se tornam fortes e imbatíveis...
Pelas mãos astutas de OGUM
Armas que se tornam flechas...
Lançadas por perfeitos arcos...
Que mesmo miradas...
Com uma única flecha...
Se alcança a vitória da caça...
Que nos sustenta em nossa fome...
Pelas forças de OXÓSSI que nos socorre...
Salve! a força das matas...
Salve! o segredo das folhas...
Salve! Euê-ô! Euê-ô! Euê-ô! OSSAIM...
Salve! A terra sagrada...
Que com sua força e vitalidade...
Nos livra das enfermidades...
Que como cobertos Mariwô...
Cobrindo nosso corpo da marca da dor...
Da marca da doença...
Salve! Pai OMOLU...
Salve! o grande Atoto!
Nosso grande interventor...
Como no céu aparece o Arco-Íris...
Representando a aliança das cores...
Saudando assim o grande OXUMARÊ Arroboboi...
Saudando também a grande EWÁ Hirró...
Com a alegria de IBEJI...
Que nos torna como crianças...
Ficando desta forma tão bela...
Como o príncipe LOGUN-EDÉ...