sábado, 10 de março de 2012

A QUESTÃO DO PECADO NO OLHAR DO CANDOMBLÉ – PARTE I

Após terminar nosso ESTUDO SOBRE A CRIAÇÃO SOB O OLHAR DO CANDOMBLÉ, dividido em três (3) partes. Estamos agora nos preparando para abordar este novo tema que para os CATÓLICOS tem um peso enorme.

Peso este, já não enxergado da mesma forma pelo CANDOMBLÉ. Estou falando do PECADO ORIGINAL, ou como os protestantes falam, a CULPA ORIGINAL, Gn 3; 1 – 4.

Na BÍBLIA SAGRADA CRISTÃ, o texto se dá em torno de IROKO (ARVORE DO CONHEÇIMENTO DO BEM E DO MAL), e da primeira (1ª) aparição da grande serpente. A mesma que no estudo sobre a criação, destacamos sua importância em maior valor entre os animais rasteiros, por sua astúcia, inteligência e sabedoria; estou me referindo à OXUMARÊ.

Gn 3; 1 diz: “A serpente era o mais astuto de todos os animais dos campos que Olorum havia formado”. Neste trecho, percebemos claramente a descrição deste Orixá, que não permite que coisas escondidas permaneçam muito tempo, desta forma, colocando tudo as claras.

Por andar entre as ervas, conheceu alguns de seus segredos, exercendo sobre as enfermidades o seu lado curandeiro. Vemos que esta grande serpente mantém um diálogo com a primeira mulher sobre o fato de comer o fruto da arvore do conhecimento do bem e do mal. Fruto este proibido por Olorum de se comer.

O segredo deste dito fruto, que pode conter toda uma simbologia, ao relatar que não seria a morte em si o grande segredo, nele contido. Mas, o fato do homem, vir a conhecer o seu lado divino, discernindo coisas entre o bem e o mal. De fato percebemos que OXUMARÊ, procurou esclarecer fatos escondidos, e colocando de forma clara o que aconteceria.

Para os cristãos, a representação desta dita “serpente”, seria na verdade um símbolo bíblico dentro de toda a simbologia teológica. É representado ou indica a “força da tentação” para uns; e do “diabo” para outros, conforme sua crença.

Mas percebemos na verdade a origem do livre arbítrio, pois o fato de comer-se o fruto ou não, poderia ter sido decidido naquele instante. Como de fato ocorreu: o fruto foi ingerido. Este fato, repetiu-se novamente quando aquela mulher foi oferecer ao homem que podia recusá-lo, mas pelo livre arbítrio, acabou consumindo o fruto também.

Após estes fatos, percebemos outro diálogo entre a criatura (homem), com o Senhor Deus (representado por Oxalufã, que soprou em suas narinas). Diálogo este, que demonstra a consciência do homem que se esconde de Oxalufã, por sua vergonha em estarem nus. Percebe-se que todos os olhos da consciência sobre sua aparência física perante o Orixá, de fato se deu início.

Este fato persiste até hoje, onde cada Abian, yawôs, Egbomi, quem quer que seja o grau sacerdotal que for, não pode entrar de forma inadequada perante o Orixá. Muito menos na CASA DE SANTO, BARRACÃO, ROÇA, TERREIRO, ILÊ, QUARTO DE SANTO, seja o que for.

Prosseguindo o texto bíblico em questão, nos versículos de 11 a 13, do Capítulo 3, Oxalufã, questiona a situação. Como fruto vemos o resultado: a CULPA. Cada um assume  o seu erro, baseado na culpa do outro:
- mulher – culpa a Serpente;
- homem – culpa a Mulher;

Como resultado, OXUMARÊ, recebe como que uma maldição, vindo a andar sobre o seu próprio ventre (rastejar) e torna-se um temível perante as outras criações. Gn 3; 14 – 16.

Nesta situação, a primeira mulher recebe também o fruto de seu ato: o ÓDIO (asco) entre a sua descendência e da cobra. Uma situação física que continua até hoje, através do pavor e receio que o homem tem sempre ao lidar com uma serpente. No seu lado físico, a primeira mulher recebeu as dores de seu parto, de forma multiplicada. Bem como seus desejos perante o homem e sua submissão. Fato hoje ainda presentes no dia a dia da mulher. Bem como nas casas de santo, existem certos preceitos em que a mulher não pode exercer ou participar devido a sua condição do ciclo menstrual ou hormonal.

O homem também recebeu os frutos de seu ato, Gn 3; 17 – 19. A terra, tornou-se um lugar amaldiçoado, onde dela o homem deve tirar o seu próprio sustento, com trabalhos penosos. Ou seja, o homem recebe seu sustento, através do sacrifício no trabalho.

Ao falarmos “a terra seja maldita” faz-se uma ligação clara na MITOLOGIA DOS ORIXÁS, quando NANÃ (Senhora dos pântanos), recebe a incumbência e poder sobre a morte. Bem como, OMULU, nasce com seu corpo coberto pela varíola. Percebemos que neste ato, todo o reino da terra, recebe alterações em seu comportamento. Realidade contida, quando o homem recebe o conhecimento de seu retorno a terra de onde foi criado; Gn 3; 19b.

Mas perante esta situação, percebemos que o homem foi revestido de peles de animais e como as forças da natureza (Orixás), tornou-se conhecedor do bem e do mal. Houve a preocupação de todos sobre o homem, quando OXALUFÃ diz: “CUIDEMOS”,  Gn 3; 22. Ou seja, o homem é então zelado por todos os Orixás, que passam a operar em suas vidas.

Existe acima de tudo uma preocupação para evitar-se que o homem não venha a comer do fruto da árvore da vida, estou me referindo a ODUDUA. Fato que até hoje o seu culto é mais restrito que os outros Orixás.

Expulso do dito Ilê, que já sabemos tratar-se de Ifé, começando sua batalha pelo seu sustento.

Assim, espero que esta contribuição tenha sido prazerosa, lembrando que esta parte de nosso ESTUDO, vai ser dividida em duas utilizando outros Capítulos e Livros da Bíblia Cristã, sempre sob o olhar CANDOMBLECISTA.

Axé.
arma� e � �k como instrumentos de trabalho para cultivar a terra; condições claras do Senhor do Ferro, que confecciona estes tipos de ferramentas.

Outra questão interessante é o termo que ainda hoje escutamos em algumas casas de santo: “Bolar no Santo”, ou “Sono do Orixá”. Uma realidade que também ocorreu neste capítulo da Bíblia Sagrada, no versículo 21, do Capítulo 2: “Então, o Senhor Deus, mandou ao homem um sono profundo”. Deste sono, retira-se uma costela daquele primeiro homem, para criar outra criatura para lhe fazer companhia; neste caso a primeira mulher.

Vemos que hoje, este mesmo profundo sono em certas ocasiões acontece, mostrando a necessidade de permitir o nascimento de uma nova criatura. O famoso nascimento do Orixá.

Espero que estejam gostando deste estudo e que não deixem de acompanhar cada parte.

Axé.


COLABORAÇÃO DE JOSÉ PEDRO MANUEL - CRIADOR DO BLOG OLHOS DE OXALÁ

ESTUDO SOBRE A CRIAÇÃO SOB UM OLHAR CANDOMBLECISTA – PARTE III

Com alegria venho novamente dar continuidade ao nosso estudo. Nunca esquecendo que a diferença é estarmos confrontando realidades contidas na Bíblia Sagrada Cristã, onde vemos claramente a presença do Candomblé, representados nos Orixás. Sabendo que estamos lidando com uma religião muito mais antiga que o cristianismo.

Nas partes anteriores, devemos nos recordar na criação do mundo através de Olorum, que se preocupou em criar as forças da Natureza, que nada mais são que os Orixás na sua forma mais pura.
Vimos a criação de cada parte que compõe hoje o mundo em que vivemos, mas devemos lembrar que cada Orixá tem seu elemento próprio que o separa até mesmo em Reinos. Reinos, estes que vamos falar a frente, pois é referente aos seis (6) dias da criação.

Hoje vamos falar da criação do homem, o ser, criação à imagem humana de Olorum como ele mesmo diz: “A sua imagem e semelhança” Gn 1; 26. Com a função de reinar, sobre os seres por Olorum criados: peixes, flora, animais, aves, a própria terra.

O mesmo que foi posto como parte fundamental do grande paraíso, o primeiro Ilê formado na terra, o grande Ifé.

Vemos que nesta criação houve a grande necessidade e participação de Oxum. Conforme vemos em Gn 2; 5 – 6, a criação não estava crescendo, pois não chovia. Mas que da terra subia um vapor que regava à superfície. Percebemos então que a realidade da presença fundamental de Oxum, como relata a MITOLOGIA DOS ORIXÁS é de fato concreta, para que a vida fosse gerada.

Mas não podemos nos esquecer do valor do elemento terra em tudo que se refere à vida também.

Vemos este assunto tendo início em Gn 1; 26 – 28, mas de fato os detalhes desta criação esplêndida, ganham destaque em: Gn 2; 7 “O Senhor Deus formou, pois, o homem do barro da terra, e inspirou-lhe nas narinas um sopro de vida e o homem tornou-se um ser vivente.”

Neste versículo bíblico, analisando mais profundamente percebemos três realidades reais que talvez nunca tivéssemos parado para pensar:

·         A ligação real do homem com Olorum, que se preocupou em criá-lo à sua imagem e semelhança; mostrando sua predileção.
·         A ligação do homem com o reino da terra: uma ligação clara e óbvia, que todos nós temos com Omulu, Senhor da Terra. Aquele a quem recorremos nos momentos de enfermidade e qualquer tipo de assuntos relacionados à saúde. Pois vemos claramente, que fomos modelados da Terra.
·         A ligação total com o Reino do Ar, onde Oxalá sopra nas narinas do homem de barro o sopro da vida. Razão esta, que se aplica: “Oxalá é Pai de todas as cabeças”; pois é ele que sopra em nós o ar da vida.

Outra realidade que percebemos na paisagem que o texto nos demonstra é um jardim, muito bonito, cheio de todas as espécies de árvores, plantas, ervas e flores por onde o homem passeia. Bem como aos seus cuidados estão os peixes das águas salgadas e doces, os animais das matas e dos campos. Gn 2; 8 – 9.

Mas percebemos outra realidade, de supra importância, que aconteceu neste fato bíblico muitas vezes já lido por muitos, mas que nem se deu a devida importância, Gn 2; 9: “A arvore da vida e do conhecimento do bem e do mal, plantada na parte central do jardim”. A primeira roça de Candomblé.

Esta árvore central que me refiro concretamente é o grande Orixá do conhecimento do bem e do mal. Estou falando de Iroko. Que até hoje, sua presença em qualquer roça de Candomblé, fica exatamente na parte central da Roça.

Outra realidade constante neste Capítulo da Bíblia Sagrada Cristã é novamente a presença de Oxum, representada por quatro rios, que correm o jardim irrigando toda a terra. Um dos quais, percorre uma região determinada com grande presença de ouro. Gn 2; 11.

Existe na verdade uma coligação muito forte entre o primeiro homem e o Orixá Ogum. Um dos orixás que já foram viventes na terra e que morreram se tornando depois um ser divinizado (Orixá).

No versículo 15, deste capítulo 2, percebemos que foi conferido a este mesmo homem o dever de cultivar e guardar o grande jardim. Ou seja, vemos que para exercer estas duas funções, ele devia criar armas de defesa bem como instrumentos de trabalho para cultivar a terra; condições claras do Senhor do Ferro, que confecciona estes tipos de ferramentas.

Outra questão interessante é o termo que ainda hoje escutamos em algumas casas de santo: “Bolar no Santo”, ou “Sono do Orixá”. Uma realidade que também ocorreu neste capítulo da Bíblia Sagrada, no versículo 21, do Capítulo 2: “Então, o Senhor Deus, mandou ao homem um sono profundo”. Deste sono, retira-se uma costela daquele primeiro homem, para criar outra criatura para lhe fazer companhia; neste caso a primeira mulher.

Vemos que hoje, este mesmo profundo sono em certas ocasiões acontece, mostrando a necessidade de permitir o nascimento de uma nova criatura. O famoso nascimento do Orixá.

Espero que estejam gostando deste estudo e que não deixem de acompanhar cada parte.

Axé.


COLABORAÇÃO DE JOSÉ PEDRO MANUEL - CRIADOR DO BLOG OLHOS DE OXALÁ

ESTUDO SOBRE A CRIAÇÃO SOB UM OLHAR CANDOMBLECISTA – PARTE II

Vimos na parte anterior as diversas origens das denominações da pessoa divina de Deus Criador, conforme a sua crença especifica. Bem como as forças da Natureza, divinizadas.

E como disse, teremos como ponto de partida o texto Bíblico de Genesis, Capítulo 1 que diz: “No principio, Deus criou os céus e a terra”.

Como disse anteriormente, sabemos que Deus na origem africana recebe o nome de Olorum.

Neste versículo vemos claramente a criação dos Céus e da terra: o masculino e o feminino na criação. O elemento ar presente nos Céus, vindo na pessoa de Oxalufã. E o elemento terra informe, prestes a receber e gerar toda a variedade de formas de vida; este elemento claramente representado pela Orixá mais velha, falamos de Nanãn Boroke.

Conforme o seguimento do texto bíblico, percebemos nos versículos de 3 – 5, a criação do dia e da noite, relacionados ao movimento da terra; estamos falando de Exú, que se movimenta em todo o andamento da criação.

Nos versículos de 6 – 8, vemos que Olorum criou um firmamento chamado Céus, diferente dos Céus presente no versículo 1, pois este é o que separa a atmosfera das águas, representado claramente por Oxaguiã, o Oxalá mais novo.

Dos versículos 9 – 10, percebemos a grande separação do elemento árido (terra) do elemento água. Estamos falando de Omulu e Yemanjá, que se repararmos bem, dentro de todas as lendas dos Orixás, estes estão sempre juntos, até mesmo na grande criação.

Dando seqüência nos versículos, percebemos uma grande preocupação na criação do planeta, de todas as espécies frutíferas ou não presentes nos versículos de 11 – 13, referentes a criação de Ossain.

Em todo o andamento, vemos dentro de uma das lendas dos Orixás, um deles ser chamado de “O grande Sol”. Um luzeiro que foi criado nos versículos compreendidos entre os versículos 14 – 19, estou me referindo a Xangô.

Mas se prestarmos atenção neste trecho também a presença de Yansã, que fez referencia a Lua nos Céus, como consta algumas histórias na Mitologia dos Orixás, referencias desta ligação e da Orixá Ewá, representada pelas estrelas.

Nos versículos de 20 – 22, percebemos uma grande preocupação central na procriação de seres marinhos e das águas doces, bem como de animais e aves do céu, ao falar no versículo o verbo “frutificai”, e “enchei as águas”, já se faz perceptível a criação da Orixá Oxum, a mãe da procriação, da maternidade.

Referente aos animais e aves, neste mesmo sentido, vê-se claro a criação de Logun Edé. Ao falarem “Pululem os rios de peixes”, percebemos claramente a criação de Obá, na junção das águas doces com águas salgadas.

Vimos que se deu principal importância à procriação representada nestes três orixás, para depois se relatar a própria criação da vida animal, através da fartura de seres vivos presentes no Orixá Oxóssi. Como vemos nos versículos 24 – 25.

Mas percebe-se nitidamente uma maior importância com os seres rastejantes em especial, falo de Oxumarê, que tem especial participação com o homem, em capítulos posteriores devido a sua astucia e sua sabedoria.

Ao criar o homem e a mulher, à sua imagem e semelhança, criou o Orixá mais humano possível. Aquele, que vai a frente, que forja os utensílios para trabalhar a terra, as armas para caçar, para construir. Estamos falando de Ogum, o Orixá guerreiro, que batalha por todos nós, abrindo nossos caminhos ao trabalho, presentes nos versículos 26 – 30.

Ao falar de Iroko, a grande arvore da sabedoria e do conhecimento, estamos adentrando no Capítulo 2 de Genesis da Bíblia. Quando relata o Paraíso. A grande arvore no centro do Paraíso, do conhecimento do bem e do mal, cujo fruto era proibido de se comer.
Interessante esta ligação, mas justamente quando se fala de Iroko, ele esta sempre presente no meio de uma roça de Candomblé (Ilê), protegido e respeitado, pela sua onipotência.

No próximo estudo, vamos nos aprofundar mais um pouco nesta questão.


COLABORAÇÃO DE JOSÉ PEDRO MANUEL - CRIADOR DO BLOG OLHOS DE OXALÁ

ESTUDO SOBRE A CRIAÇÃO SOB UM OLHAR CANDOMBLECISTA – PARTE I

Este assunto em questão faz parte dos inúmeros estudos que fiz, o CANDOMBLÉ NOS OLHOS DA BÍBLIA SAGRADA CRISTÃ.
Como é de conhecimento de muitos a BÍBLIA SAGRADA é o livro central da IGREJA CATÓLICA e que sofreu algumas alterações na realidade protestante, com a exclusão de sete livros de seu contexto.
Na realidade espírita também sofreu algumas mudanças baseadas nos estudos ALAN KARDEC, surgindo o EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO DE ALAN KARDEC.
Agora nestas postagens, vamos acompanhar assuntos voltados ao CANDOMBLÉ, presentes na BÍBLIA SAGRADA. Sabemos que conforme nossa religiosidade, os ORIXÁS são forças na Natureza divinizadas.
São elas: Oxalufã, Oxaguiã, Yemanjá, Nanã, Omulu, Ogum, Oxossi, Ossain, Iroko, Ewá, Oxumarê, Xangô, Oyá, Obá, Oxum, Ibeji, Logun Edé e Exú.
Assim como no Budismo é de procedência oriental. O judaísmo de procedência Judaica. O Islamismo, é procedente do Islã. Os mórmons de procedência norte-americana. Assim o Candomblé é procedente dos Africanos.
Mas indiferente da crença, todos buscam conhecer, estudar, pregar, conforme suas realidades sobre a criação do mundo.
Assim como todos acreditam em Deus, o SER SUPREMO. O mesmo Deus, apesar de suas variadas denominações: JAVÉ, no catolicismo; BUDA, no budismo; IAHWEH, no judaísmo e protestantismo; OLORUM no Candomblé.
Também sabemos que cada Orixá é representado, por algum elemento da natureza, como veremos abaixo:
EXÚ – terra, fogo e os movimentos;
OGUM – terra, florestas, estradas e fogo;
OXÓSSI – terra, florestas e campos cultivados;
LOGUN EDÉ – terra e água;
OMULU – terra e o fogo do interior da terra;
OSSAIN – florestas e plantas selvagens;
OXUMARÊ – céu e terra;
NANÃN – águas paradas e lamacentas;
OXUM – águas doces (rios, cachoeiras, nascentes e lagoas);
OBA – fogo e águas revoltas (pororoca);
Yansã/Oyá – ar em movimento e fogo;
EWÁ – florestas, céu rosado, astros, estrelas, águas de rios e lagoas;
YEMANJÁ – águas doces que correm para o mar e as águas salgadas do mar;
XANGÔ – fogo, grandes chamas e raios;
OXALUFÃ – atmosfera e céu;
OXAGUIÃ – ar e atmosfera;
Assim vamos analisar a questão da criação do mundo, conforme também a criação das forças da natureza, baseados em Gn 1 (Genesis, Capítulo 1) da Bíblia Sagrada, bem como os devidos reinos, que são representados, pelos dias da criação que são seis(6), sendo que o sétimo dia, houve o grande descanso divino.
Aguardem a continuação do estudo para amanhã.
Axé.


COLABORAÇÃO DE JOSÉ PEDRO MANUEL - CRIADOR DO BLOG OLHOS DE OXALÁ 

quinta-feira, 8 de março de 2012

HOMENAGEM AS MULHERES

Cresceram
Lutaram
Abraçaram e conquistaram

Viveram e aprenderam...
Venceram e perderam...

Mas sempre de cabeça para o alto

Velhas ou jovens.
Rigorosas, algumas fogosas.
Perfeccionismo devemos admitir....
Mas quando se trata de homens...
Nos faz até rir!

Nos amam nos imitam
Mas nunca são iguais
Ser mulher não é um objetivo
É algo que vai crescendo...
Depois a gente constrói a gente
Que faz!

Do Brasil ou no mundo
Mais belas do que nunca
Impenetráveis
Indomáveis
Deliciosamente
Carinhosas e amáveis...

Mulheres!

CULTURA CIGANA

Gypsies, gitanos, zíngaros, ciganas pessoas Rom, juntamente com os Sintos e os Calon ou Calé são designados vulgarmente por "Ciganos". 

São pessoas tradicionalmente nômades, originárias do norte da Índia e que hoje vivem espalhadas pelo mundo, especialmente na Europa, sendo sempre uma minoria étnica nos países onde vivem. 

A maioria dos Roms fala alguma forma do idioma romanês, língua muito próxima das modernas línguas indo-europeias do norte da Índia e do Paquistão. 

A moderna antropologia relacionou a língua romani com as línguas punjabi e potohari, faladas no norte do Paquistão. 

Os Rom são muitas vezes tidos como possuidores de poderes psíquicos (há mesmo o estereótipo do "cigano que prevê o futuro"), e a invenção do tarô é-lhes por vezes creditada.

Segundo Carlos Fontes, são originários da Intuía, os primeiros ciganos terão começado a entrar na Europa por volta do século XII. As primeiras notícias da sua presença em Portugal datam da segunda metade do século XV.

A LEALDADE

Os laços tribais são tão fortes que eles se tratam por parentes, primos e tios. Um cigano mentir a outro cigano é falta bastante condenável. Os cargos de chefia de tribo não são hereditários, são adquiridos pela sua competência, prestígio e idade.

O NASCIMENTO

O nascimento de uma criança é muito importante para a tribo, pois quanto mais crianças, mais poderosa a tribo se torna, já que os filhos servirão de defesa dos pais e amparo às mulheres. Quando a criança nasce, a Phuri-day (mãe da tribo) prepara o alimento para a Fada do Destino que virá ver a criança. 

O seu primeiro banho é dado numa bacia de cobre. Dentro é colocado vinho com água de rio, flores brancas, moedas de ouro e jóias - para dar riqueza e sorte para a criança. O cigano a princípio tem três nomes: o nome secreto só de conhecimento da mãe; o nome de batismo que só é do conhecimento da tribo; e o nome de batismo católico que é conhecido dos gadjes (não ciganos).

O CASAMENTO

Antigamente, o pedido de casamento era feito em volta da fogueira, lá se resolviam os dotes e outros detalhes. Para os ciganos, é bom casar pessoas do mesmo grupo ou tribo porque este se fortalecia muito mais. Uma cigana só não pode casar por três motivos: quando o pai tem uma filha mais velha para casar; quando tem uma filha que arca com o sustento do grupo; e quando há incompatibilidade entre as duas famílias.

A MORTE

O ritual cigano de pós-morte é parecido ao ritual de pós-morte japonês, pois é celebrado com incensos e comidas de preferência do falecido. O povo cigano acredita que o espírito do falecido permanece na Terra, próximo da família, pelos sete dias seguintes ao falecimento. Por esse motivo, não aceitam cremação.

A FAMÍLIA

É um dos mais importantes fatores da cultura cigana. O amor para a família está acima de tudo. As crianças recebem amor, carinho e liberdade e têm o papel de levar adiante a existência do grupo. 

Os homens assumem a chefia do grupo. As mulheres são reservadoras dos laços culturais e religiosos e são muito respeitadas como mães. Os anciões são guardiões e transmissores da cultura cigana. 

Devem ser respeitados pois são detentores das tradições. É o maior tesouro do cigano, ao contrário da cultura dos gadjes onde o idoso é menos respeitado porque não contribui economicamente.

ESTA POSTAGEM É CONTRIBUIÇÃO DA MINHA AMIGA CIGANA MIRKA VELASQUEZ.

domingo, 4 de março de 2012

CIGANOS



Esta linha de trabalhos espirituais já é muito antiga dentro da Umbanda.
Assim, numerosas correntes ciganas estão a serviço do mundo imaterial e carregam como seus sustentadores e dirigentes aqueles espíritos mais evoluídos e antigos dentro da ordem de aprendizado, preservando os costumes como forma de trabalho e respeito, facilitando a possibilidade de ampliar suas correntes com seus companheiros desencarnados e que buscam no universo astral seu paradeiro. O povo cigano designado ao encarne na Terra, através dos tempos e de todo o trabalho desenvolvido até então, conseguiu conquistar um lugar de razoável importância dentro deste contexto espiritual, tendo muitos deles alçado a graça de seguirem para outros espaços de maior evolução espiritual.

Existe uma argumentação de que espíritos ciganos não deveriam falar por não ciganos, ou por médiuns não ciganos; e, que se assim o fizessem, deveriam fazê-lo no idioma próprio de seu povo. Isso é totalmente descabido e está em desarranjo total com os ensinamentos da espiritualidade e sua doutrina evangélica, limitações que se pretende implantar com essa afirmação na evolução do espírito humano, pretendendo carregar para o universo espiritual nossas diminutas limitações e desinformação, fato que levaria grande prepotência discriminatória.
Agem no plano da saúde, do amor e do conhecimento, suportam princípios magísticos e tem um tratamento todo especial e diferenciado de outras correntes e falanges.
Ao contrário do que se pensa os espíritos ciganos reinam em suas correntes preferencialmente dentro do plano da luz e positivo, não trabalhando a serviço do mal e trazendo uma contribuição inesgotável aos Homens, claro que dentro do critério de merecimento. Tanto quanto qualquer outro espírito teremos aqueles que não agem dentro desse contexto e se encontram espalhados pela escuridão e a seus serviços, por não serem diferentes de nenhum outro espírito humano.
Aqueles que trabalham na vibração de Exu, são os Exus Ciganos e as Pombo-Gira Ciganas, que são verdadeiros Guardiões à serviço da luz nas trevas, cada um com seu próprio nome de identificação dentro do nome de força coletivo, trabalhando na atuação do plano negativo à serviço da justiça divina, com suas falanges e trabalhadores.
Embora encontremos no plano positivo falanges chefiadas por ciganos em planos de atuação diversos, o tratamento religioso não se difere muito e se mantêm dentro de algumas características gerais.
Trabalham dentro da parte espiritual da Umbanda com uma vibração oriental com seus trajes típicos e graciosos, com sua cultura de adivinhações através das cartas, leituras das mãos, numerologia, bola de cristal e as runas.
 Dentro os mais conhecidos, podemos citar os ciganos Pablo, Wlademir, Ramirez, Juan, Pedrovick, Artemio, Hiago, Igor, Vitor e tantos outros, da mesma forma as ciganas, como Esmeralda, Carmem, Salomé, Carmencita, Rosita, Madalena, Yasmin, Maria Dolores, Zaira, Sunakana, Sulamita, Wlavira, Iiarin, Sarita e muitas outras também. 
É importante que se esclareça, que a vinculação vibratória e de axé dos espíritos ciganos, tem relação estreita com as cores estilizadas no culto e também com os incensos, prática muito utilizada entre ciganos. Os ciganos usam muitas cores em seus trabalhos, mas cada cigano tem sua cor de vibração no plano espiritual e uma outra cor de identificação é utilizada para velas em seu louvor.
Os incensos são sempre utilizados em seus trabalhos e de acordo com o que se pretende fazer ou alcançar.

Alguns dos incensos e suas funções astrais:

Madeira
 Para abrir os caminhos
Almíscar
 Para favorecer os romances
Jasmim
 Para o amor
Lótus
 Paz, tranqüilidade
Benjoim
 Para proteção e limpeza
Sândalo
 Para estabelecer relação com o astral
Mirra
 Incenso sagrado usado para limpar após os rituais e durante eles e também usado quando vai se desfazer alguma demanda ou feitiço.
Laranja
 Para acalmar alguém ou ambiente.

Quando se tratar de espírito cigano, com certeza ele indicará o incenso de sua preferência ou de sua necessidade naquele momento, regra geral o incenso mantêm sempre correspondência com a área de atuação dele ou dela ou do trabalho que estará sendo levado a efeito. Quando se tratar de oferendas e já não estiver estipulado o incenso certo para acompanhar e houver sua necessidade solicitada, bem como nas consagrações o incenso que deve acompanhar deverá sempre ser o de maior correspondência com o próprio cigano ou cigana. No caso de uma oferenda normal e tão somente necessária para manutenção, agrado ou tratamento sugere-se o incenso espiritual ou de rosa, que mantém efeito de evocação de leveza, de elevação ou mesmo de louvação espiritual.
Para o cigano de trabalho, se possível, deve-se manter um altar separado do altar geral, o que não quer dizer que não se possa cultuá-lo no altar normal. Devendo esse altar manter sua imagem, o incenso apropriado, uma taça com água e outra com vinho, mantendo a pedra da cor de preferência do cigano, fazendo oferendas periódicas para ciganos, mantendo-o iluminado sempre com vela branca ou da cor referenciada. Da mesma forma quando se tratar de ciganas, apenas alterando a bebida para licor doce (ou outra bebida de sua preferência).

Os espíritos ciganos gostam muito de festas e todas elas devem acontecer com bastante frutas, todas que não levem espinhos de qualquer espécie, podendo se encher jarras de vinho tinto com um pouco de mel. Podendo ainda fatiar pães do tipo broa, muitas flores silvestres, rosas, velas de todas as cores e se possível incenso de lótus.
As saias das ciganas são sempre muito coloridas e o baralho, o espelho, o punhal, os dados, os cristais, a dança e a música, moedas, medalhas, são sempre instrumentos magísticos de trabalho dos ciganos em geral. Os ciganos trabalham com seus encantamentos e magias e os fazem por força de seus próprios mistérios, olhando por dentro das pessoas e dos seus olhos.
É muito comum usar-se em trabalhos ciganos moedas antigas, fitas de todas as cores, folha de sândalo, punhal, raiz de violeta, cristal, lenços coloridos, folha de tabaco, tacho de cobre, de prata, cestas de vime, pedras coloridas, areia de rio, vinho, perfumes e escolher datas certas em dias especiais sob a regência das diversas fases da Lua..."

Povo Cigano
Os ciganos são verdadeiros andarilhos, livres e alegres. Sua origem é indiana, mas surgem dos mais variados lugares com uma descendência infinita, ao ponto em que seria impossível de citar todas. Os mais conhecidos vieram da Espanha, Portugal, Hungria, Marrocos, Argélia, Rússia, Romênia e Iugoslávia. Carregam consigo seus costumes, características e tradições.

Origem 
Outras informações sobre as origens dos ciganos foram obtidas através de estudos lingüísticos feitos a partir do século passado pelo alemão Pott, o grego Paspati, o austríaco Micklosicyh e o italiano Ascoli. A comparação entre os vários dialetos que constituem a língua cigana, chamada romaní ou romanês, e algumas línguas indianas, como o sânscrito, o prácrito, o maharate e o punjabi, permitiu que se estabelecesse com certeza a origem indiana dos ciganos.
 
A maior parte dos indianistas, porém, fixa a pátria dos ciganos no noroeste da Índia, mas os indianistas modernos,  têm tendência a não considerá-lo um grupo homogêneo, mas um povo viajante muito antigo, composto de elementos diversos, alguns dos quais poderiam vir do sudeste da Índia.

Diáspora Cigana 
A razão pela qual abandonaram as terras nativas da Índia permanece ainda envolvida em mistério. Parece que eram originariamente sedentários e que devido ao surgimento de situações adversas, tiveram que viver como nômades. Mas a origem indiana dos ciganos é hoje admitida por todos os estudiosos, não havendo dúvidas quanto ao que diz respeito à língua e à cultura.
 
A maioria, igualmente, os ligam à casta dos párias. Isso em parte por causa de seu aspecto miserável, que não se deve a séculos de perseguição, pois foi descrito bem antes da era das perseguições. Também por causa dos empregos subalternos e das profissões geralmente desprezadas na Índia contemporânea pelos indianos que lhes parecem estreitamente aparentados.
A presença de bandos de ex-militares e de mendigos entre os ciganos contribuiu para piorar sua imagem. Além disso, as possibilidades de assentamento eram escassas, pois a única possibilidade de sobrevivência consistia em viver às margens das sociedades.

Os preconceitos já existentes eram reforçados pelo convencimento difundido na Europa que a pele escura fosse sinal de inferioridade e de malvadeza.
Os ciganos eram facilmente identificados com os Turcos porque indiretamente e em parte eram provenientes das terras dos infiéis, assim eram considerados inimigos da igreja, a qual, condenava as práticas ligadas ao sobrenatural, como a cartomancia e a leitura das mãos que os ciganos costumavam exercer. A falta de uma ligação histórica precisa a uma pátria definida ou a uma origem segura não permitia o reconhecimento como grupo étnico bem individualizado, ainda que por longo tempo haviam sido qualificados como Egypicios. A oposição aos ciganos se delineou também nas corporações, que tendiam a excluir concorrentes no artesanato, sobretudo no âmbito do trabalho com metais. O clima de suspeitas e preconceitos se percebe na criação de lendas e provérbios tendendo a por os ciganos sob mau conceito, a ponto de recorrer-se à Bíblia para considerá-los descendentes de Caim, e portanto, malditos (Gênesis 9:25). Difundiu-se também a lenda de que eles teriam fabricado os pregos que serviram para crucificar Cristo (ou, segundo outra versão, que eles teriam roubado o quarto prego, tornando assim mais dolorosa a crucificação do Senhor).
Dos preconceitos á discriminação, até chegar as perseguições. Na Sérvia e na Romênia foram mantidos em estado de escravidão por um certo tempo; a caça ao cigano aconteceu com muita crueldade e com bárbaros tratamentos. Deportações, torturas e matanças foram praticadas em vários Estados, especialmente com a consolidação dos Estados nacionais.
Sob o nazismo os ciganos tiveram um tratamento igual ao dos judeus: muitos deles foram enviados aos campos de concentração, onde foram submetidos a experiências de esterilização, usados como cobaias humanas. Calcula-se que
 meio milhão de ciganos tenham sido eliminados durante o regime nazista. Um exemplo entre muitos: o trem que chegou a Buchenwald em 10 de outubro de 1944 trazia 800 crianças ciganas. Foram todas assassinadas nas câmaras de gás do crematório cinco.
Não se sabe bem por qual razão, os nazistas permitiram que conservassem seus instrumentos musicais. A música serviu-lhes de último consolo. Um sobrevivente não cigano relembra uma passagem do ano de 1939 em Buchenwald: "De repente, o som de um violino cigano surgiu de uma das barracas, ao longe, como que vindo de uma época e de uma atmosfera mais feliz... Árias da estepe húngara, melodias de Viena e de Budapeste, canções de minha terra".

Atualmente, os ciganos estão presentes em todos os países europeus, nas regiões asiáticas por eles atravessadas, nos países do oriente médio e do norte da África. Na Índia existem grupos que conservam os traços exteriores das populações ciganas: trata-se dos Lambadi ou Banjara, populações semi-nômades que os "ciganólogos" definem como "Ciganos que permaneceram na pátria". Nas Américas e na Austrália eles chegaram acompanhando deportados e colonos. 
Os primeiros ciganos vieram para o Brasil no século XVI, trazidos pela corte real de D. João VI para divertir a comitiva; sendo eles: cantores, músicos e dançarinos.
Kalon é o nome de uma tribo cigana que veio de Portugal e da Espanha com sua música ålamenca. Outras tribos ou grupos foram os Rom vindos da ávia, Romênia e Hungria. A tribo Cósmiiev vieram da Rússistem mais de 50 tribos noå
Recentes estimativas sobre a consistência da população cigana indicam uma cifra ao redor de 12 milhões de indiv&iauos.
Deve-se salientar que estes dados sãoximados, pois na ausência de censos, esses se baseiaontes de informaçãåo nem sempre corretas e confirmadas. Na Itália ininte o grupo dos Sintos retava uma grande maioria, sdo no Norte; mas nos últimos trinta anos esse grupprogressivamente alcançado e às vezes suplantado pelo grupo dos Rom provenida vizinha antiga Iugosl&aåia e, em quantidades menores, de outros países do europeu. Na Itáliaåonal já estava presente há muito tempo o grupo dos Rom Abruzzesi, vindos talvez por mar desde os Balc&ati
Um dos nomes mais freqüentemente dados aosos era o de Egypcios. Por åe nome? Por que os títulos de duque ou conde do P Egito adotados com freqûncia pelos chefes cigåma crônica de Constâncio menciona os "Ziginer", que visitam, em 14cidade de uma ilha "n&atilåe;o distante do Pequeno Egito&qåot;. Um dos principais centros na Costa do Peloponeso encontrava-se ao pé do mont, conhecido pelo nome de På Egito.
 
Pode-se perguntar por que o local era o de Pequeno Egito. Não seria justamente por causa sença dos Egypicioerto é que nãe se tratar do Egito africåitinerário das primeiras migrações s não passa pela Áårica do Norte. O geógrafo Bellon, ao visitar o vaNilo no século XVI,tra, diz ele, pessoas desi de Egypicios na Europa, pessoas que no próprio Egam consideradas estrangeirecém-chegadas.


Nenhum arguhistórico ou lingüístico permite confirmar a hipótese de algum êxodo dos ciganos do Egito, ao åongo da costa africana para ganåar, pelo sul, a Península Ibérica. Ao contrário, os ciganos chegaraave; Espanha pelo norte, dåe terem atravessado toda a Europa. 
O cigano designa å si próprio como Rom, pelo menos na Europa (Lom, ênia; Dom, na P&eacuå; Dom ou Dum, Síria) ou então como Manuche. Todos esses vocábulos se;o de origem indiana (manou manus, deriva diretame sânscrito) e signifåuot;homem", principalmentå homem livre. "Rom" e "Manuche" se apa dois dos principais gruåanos da Europa Ocidental. Uma designação logrou êxito, a de uma antiga seiåa herética vinda da Ásia Menor à Gréåcia, os Tsinganos, dos quais såbsistia - quando da chegada dos ciganos à terra bna - a fama de mágiadivinhos. 
Os gregos diziam Gyphtoï ou Aigyptiaki; os albaneses, Evgit&eacåepois que partiram das terra gregas, ficou-lhes esse nome, sob diversas formas. O nome Égyptien era de uso correnFrança do séc. XV ao XVII. Em espanhol, Egiptanos, Egitanos, posteriormenteos (de onde surgiu Gitansancês); às vezes em português Egypicios; em ånglês Egypcians ou Egypcions, Egypsies, posteriormente Gypsies; em neerlandês, Egyptenaren, Gipten ou Jippeå
Língua å/strong>
A língua cigana (o romani) é uma língua da família indo-européia que, pelo vocabulário e pelática, está ao sânscrito, elesåde;o permitem sua divulgação e traduçåe;o para que os Gadjoes (não-ciganos) não conheçam seus segredos. Fåparte do grupo de línguas neo-indianas, é åamente aparentada a línguas vivas tais como o hindgoujrathi, o marathe, o cachemiri. 
No entanto, esimilariam muitos vocábulos das línguas dosåute;ses por onde passaram.
Outros dialetos como oacute; também s&atå usados por alguns grupos.

 olhos

Marrão
 påatilde;o

Aruvinhar
 chorar
Mirinhorôn
 viúva
Bales
 cabelos
Naçualão
 doente
 sorte, fortuna, felicidade
Naåar
Bato

Paguicerdar
Brichindin
 chuva

Panin
 água
Cabén

Paxivalinå
 donzela
Cabipe
 a

Querdapaninå
 português
Cadéns
 dinheiro
 queijo
Calin
cigana
Raty
 sangue
Calon
 cigano

Re-medicinar
 casar
 roubar

 homem
 mãe

 mulher
Dirachin
 noite

Sunacai
 ouro
Duvêl
 Deus
suvinhar
 dormir
Estardar
 prender
sp;
Tiráques
 sapatos
 não cigano

Trup
 corpo
 brasileiro, senhor

Urai
 imperador ou rei
Gajån
 brasileira, senhora

 vestir
Jalar
 ir embora
Vázes
 dedos ou mão
Kachardinå
 triste

Xacas
 ervas
 amor

 aguardente
 sal

Xôres
 barbas

Religião
 A peregrinação mais citada em nossos dias, quando ferimos aos ciganos, &eacude Saintes-Maries-de-la-Mer, na região da Camargueda França). Antigamra chamada de Notres-Damea-Mer. Mas não foi provado que, sob o Antigo Regime, os ciganos tenham tomado parte na gåande peregrinação cristã de 24 e 25 o, tão popular desescoberta no tempo do rei Ren&eaåute;, das relíquias de Santa Maria Jacobé ånta Maria Salomé, que surgiram milagrosamente em uia vizinha. 
Nem que já venerassem a serva das santas Marias, Santa Sara a Egípcia, que eles anexar&atiåde;o mais tarde como sua compatriota e padroeira.
 
årigem do culto de Santa Sara permanece um mistérii provavelmente na primeiråe do século XIX que os Boêmios criaram o hábito da grande peregrina&;ão anual à ue.
 
Muitas ciganas que não conseguiam terås faziam promessas a ela, no sentido de que, se concebessiam à cripta da Santa, em Saintes-Maries-de-La-Merl da França, fariamoite de vigília e tariam em seus pés ferenda um Diklô, o onito que encontrassem. Eute; existem centenas de lenços, como prova que muitas ciganas receberam esta gra&;a.
Sua hist&oacu e milagres a fez Padroeirversal do Povo Cigano, sendo fesåejada todos os anos nos dias 24 e 25 de maio. Segundo o åráculo (único escrito por uma verdadeira ci "Lilá Romai: Ciganas", escrito por Mirian Stanescon - Rorarni, princesa do clã Kalderash, deve ter nascido deste gesto deKali a tradição de toda mulher cigana casad um lenço que &eacupeça mais importanteu vestuário: a prsto é que quando se quer oferecer o mais belo presente a uma cigana se diz: "chucar diklô" (ei um bonito lenço). Além de trazer sa&uacue prosperidade, Sara Kali e; cultuada também åiganas por ajudá-las diante da dificuldade de engravidar.

Santa Sara Kali


Sara é um referede fé e de amor. É uma mensageira de Jesus å É um farol de luz para aqueles que estão os. É o perfume que segue os ciganos na liberdade dåadas. É a Padroeira dosåciganos nos quatro cantos do mundo.
O Santuário de Santa Sara Kali est&aa localizado na Igreja de Name de La Mer, cidade prcedil;al de Saint-Marie-der, no sul da Franços os anos, ciganos do muneiro peregrinam às margens do mar Mediterrâna louvar Santa Sara, nos dias 24 e 25 de maio.
Existem várias versõ as lendas de Santa Sara Entre os anos 44 e 45, por causaådas perseguições cristãs, pela ira Herodes Agippa, alguns discípulos de Jesus Cristo colocados em embarca&ccedålde;es, entregues à pr&oåcute;pria sorte. Em uma dessas embarcações am Maria Madalena, Maria Jacute;, Maria Salomé, José de Arimatérofino que, junto com Sara uma cigana escrava, foram atiro mar. Milagrosamente a båem rumo, atravessou o oceano e åportou em Petit-Rhône, hoje Saint-Marie-de-La-Mer,ança.
Segundo a åenda, as três Marias, em desespero em alto mar, seranças de sobreviveravam e rezavam o tempo tara, ao ver o sofrimento dåas, retirou o diklô (lenço) da cabeçaamou por Kristesko (Jesus Cristoå, fazendo um juramento ao Mestre, no qual Sara tinha fer fé. A cigana promee, se todos se salvassem, eria escrava do Senhor e jandaria com a cabeçåberta, em sinal de respeito.

O diklô é um simbolismo forte entre osnos. Significa a aliança da mulher casada em sinal peito e fidelidade. Santaprotege as mulheres que querem ser mães e sente dificuldades em engravidar. Protege, também, os partos dif&iacuåe;ceis. Basta ter fé na sua energia.

Tradições


Casamento
No casamento tende-se a escolåcônjuge dentro do pr&oacuåe;prio grupo ou subgrupo, com notáveis vantagens circ;micas. A importâdo dote é fundamentåcialmente para os Rom; no grupå dos Sintos se tende a realizar o casamento através da fåga e conseqüente regularização.
åde pequenas, as meninas ciganaså costumam ser prometidas em cåsamento. Os acertos normalmente são feitos pelos på noivos, que decidem unir suas famílias. O casamento é uma das tradi&ccedilde;es mais preservadas eå ciganos, representa a continuidade da raça, por i casamento com os nãanos não é pdo em hipótese alguando isso acontece a pesscute; excluída do gembora um cigano<åstrong> possa casar-se com uma gadjí, isto é, umaåmulher não cigana, a qual deverá por&eacutbmeter-se às regrasrave;s tradições cåganas). 
É peloåcasamento que os ciganos entram no mundo dos adultos. Oss não podem Ter nenhum tipo de intimidade antes do casamento. A grande maioria dos ciganos no Brasil, ainda exigem a virgindade da noiva. A noivacomprovar a virgindade atrute;s da mancha de sangue do lençol que é ma a todos no dia seguinte. Caso å noiva não seja virgem, ela pode ser devolvida paåais e esses terão que pagar uma indenizaç&aå para os pais do noivo. No caså da noiva ser virgem, na manhã seguinte do casamento ela se veste com uma roupa tonal colorida e um len&ccena cabeça, simbolique é uma mulher casada. åbr /> Durante a festa de casamento, os convidados homentam ao redor de uma mesaão e com um p&atildande sem miolo, recebem dos os presentes dos noivos em dinheiro ou em ouro. Estes são colocados dentro do pão ao mesmo tempo em que os noivos são abençoadosroca recebem lenços e flores artificiais para a mu. Geralmente a noiva &eacuga aos pais em moedas de a quantidade é defielo pai da noiva.

O primeiro dia
Algumas particularidadtinguem e dão a umento cigano o seu car&aacuåespecífico. A festa de casamento é previst durar de dois a vários dias, reunindo ciganos de ts partes do país, e mesmo do exterior, pois os convites são dirigidos aos m da comunidade em geral. As despesas das festasivado e de casamento, inc sua organização e o vestido de noiva, s&atide responsabilidade da fate;lia do noivo. Os preparativos do banquete de casamento em na residência dosdos noivos. Num esfor&ccedåmunitário, com a participação dos ps mais próximos do - homens e mulheres envolvidos - são preparados os pratoå típicos da festa.
No dia do casamento naa, antes de todos partire a cerimônia, ocorre uma seqüência de eventos, ågora na casa da noiva. Esta já está prontaida de branco, quando chegmília do noivo, daål;ando ao som de músicasåciganas.
Na sala de jantar, onde já está disposta a mesa com diveomidas e bebidas, os homenentam. De um lado da mesa, a família do noivo. Do a da noiva. A conversa acontece em romani, as mulheres pcem à volta. É simulada uma negociaç&åo - a compra ritual da noiva. åoedas de ouro trocam de mãos. Em seguida, abrem umafa de bebida, envolvida pano vermelho bordado, que os homens à mesa bebem & a proska .

Surge então a noiva, vestida de branco, prontaa Igreja. Mais músigora a noiva dança padrinho, ainda na sala dar/estar. Em seguida, todos saemåpara se dirigirem à igreja. O cortejo com as fam&;lias seguindo, e apenas o noivo não estava presenis aguarda na igreja. Lá, a cerimônia é convencional, exceto pelos trajes dos convidados e padrinhos vestidås com as tradicionais roupas ciganas, e a profusãóias. Apenas algumas dezenas de convidados compareceram &ågrave; cerimônia religioåa, considerada mais íntima.
O momento segdo casamento ocorre no acampamento onde um conjunto garannimação musical da festa. Desde o inídanças em cíe uma bandeira vermelha com o nome dos noivos. Os convidados vão chegando aos poucntando-se às dan&ccs, enquanto duas grandes são arrumadas. No te, homens e mulheres ficade;o separados, em lados s.
A festa vai ch ao fim quando a noiva a deixa, juntamente com a fam&iacu do noivo, à qual p pertencer. Entre a festaimeiro dia e a que ocorrere; no dia seguinte, h&aacunoite de núpcias dl.

O segundo dia
A festça novamente no dia seguinte, agora na casa dos panoivo, onde o casal passa åir. O banquete continua - agora para um número me convidados. No lugar do branco do dia anterior, o vermelsobressai na festa - nos c usados pelos convidados, na decoração, na bandeiåa, nas roupas da noiva. Esta, recebe cada convidado, junma bacia com água de ondeåtira cravos vermelhos, para oferecer-lhes. Em troca, recebe notas de dinheiro, geralmentåqueno valor.
A continuåção da festa de casamento, depois do primeå, será toda voltada paraåa noiva, que é agora, uma mulher casada. Sempre ahada do marido, ela deixa o semblante triste que a acompaåé este momento.

Nascimento
Antigamente era muiteitado o período didez e o tempo sucessivo ao nascimento do herdeiro; havia åeito da impureza coligada ao nascimento, com várias proibições para a parturiente. Hoje a situaç&aåilde;o não é mais tão rígida;åtamento dura muito tempo, às vezes se prolongandolguns anos.
Para as mulheres ciganas, o milagre mmportante da vida éfertilidade porque n&atildncebem suas vidas sem filuanto mais filhos a mulhera tiver, mais dotada de sorte ela é considerada pe povo. A pior praga para uma cigana é desejar que ela não tenha filhos e a maior åfensa é chamá-la de Dy Chucô (ventre seco). Talvez seja este o motivmulheres ciganas terem desido a arte de simpatias e åadas milagrosas para fertilidade.
Uma criançae é bem vinda entriganos. É claro quereferência é para os filhos homens, para dar continuidade ao nome da família. A mulher cigana éåderada impura durante os quarenta dias de resguardo ap&os o parto.
Logo que uma criança nasce, uma pessoa maås velha, ou da família, årepara um pão feito em casa, semelhante a uma h&ostia e um vinho para oferecer às três fadas dåno, que visitarão a criança no terceiro diå designar sua sorte. Esse pão e vinho será repartido no dia seguinte com tå pessoas presentes, principalmente com as criançamesma forma e com a finalie espantar os maus espíritos, a criança rec patuá assinalado c cruz bordada ou desenhadando incenso. O batismo pode seråfeito por qualquer pessoa do gråpo e consiste em dar o nome e benzer a criança com água, sal e um galho verde. O batismo na igreja n&atileacute; obrigatório, embora a maioria opte pelo batatólico.
O ciganoåpreserva muito a sua sorte. Exåstem várias crençås para mantê-la, da vida uterina até a morteiamente a gestante ciganam ritual simples para que a criança ao nascer tenhae: ao avistar os primeirosåde sol, passa a mão em sua barriga; da mesma formå que vê os primeiros raios de luar, ela repete o gedesejando sorte e felicidade parå o bebê. Esta é a åorma dela saudar as forçås da natureza e pedir-lhe as bênçãosås luzes para a vida que já existe em seu ventre.
å No sétimo dia após o nascimento da criança a mãe dá um banho no bebê, jogandos e jóias de ouro eute;talas de rosas em suate;gua, para que o filho oa conheça sempre a a, a prosperidade e a riq
Vários diåiganos em Romanês fazem alusão à benção de gerar filho />
 "E juli que naila chavê thi sporilå e vitza"
( A mulher que nãoåtem filho passa pela vida e n&åtilde;o vive);
"Mai falil ek chau ano dy, dikê ek gunô pårdo galbentça"å/strong>
( Mais vale uå filho no ventre do que um baú cheio de moedas de ouro);
"Nai lovê anê lumiåpotinás ek chau"
( Não existe dinheiro no mundo que pague um filho).
Dentro da comunidade cigana, o em que um dos dois seja ibilitado de ter filhos, emmando-se, a comunidade faåue se separem, porque o amor que se têm pela perpetdil;ão da raça supera ou abafa qualquer outtimento.
 &n família, para o povo ciåano, é o seu maior patrimônio.

Família
A família é sagrada para os ciganos. Os filhoålmente representam uma forte fonte de subsistência. As mulheres através da ute;tica de esmolar e da l de mãos. Os homensgida uma certa idade, s&ao freqüentemente iniciados åm outras atividades como acompanhar o pai às feirå ajudá-lo na venda de prådutos artesanais. Além do núcleo familiar,ília extensa, que cnde os parentes com os quais sempre são mantidas redil;ões de conviv&ncia no mesmo grupo, comunhão de interesses e de nute;cios, possuem freqüentes contatos, mesmo se as fate;lias vivem em lugares ntes.
Aos filhos é dada uma grande liberdaesmo porque logo dever&aticontribuir com o sustento ília e com o cuidadåmenores.
Além da família extensa, åe; entre os Rom um conjunto de várias famílias (não necessariamente unidaå entre si por laços de parentesco) mas todas pertes ao mesmo grupo e ao mesgrupo. O nômade &eapor sua própria natureza åndividualista e mal suporta a presença de um chefe: se tal figura não existe entre Sintos e Rom, deve-se rcer o respeito existente com osåmais velhos, aos quais sempre råcorrem. Entre os Rom a máåxima autoridade judiciária é constituída pelo krisnítori, isto é, por aquele que pre kris. A kris é um verdadeiro tribunal cigano, consacute;do pelos membros mais velhos do grupo e se reúne em casos especiais, quando e resolver problemas deliåomo controvérsias matrimoniais ou açõmetidas com danos para membros åo mesmo grupo.

Na kris podem participar também as mu, que são admitidas para falar, e a decisão eral cabe aos membros anciães designados, presididos pelå krisnítori, que após haver escutado as paitigantes, decidem, depoisa consulta, a puniçå;o que o que estiver errado deverá sofrer.
entemente, a controv&eacut se resolve, em geral, com o paåamento de uma soma proporcional ao tamanho da culpa, que chegar a vários milde dólares; no passado, så a culpa era particularmente grave, a punição podia consistir no afastamento do grupo ou, às vezesenas corporais.
No que se refere à morte, opelo desaparecimento de uanheiro dura em geral muitå. Junto aos Sintos parece prevålecer o costume de queimar-se a kampína (o trailer objetos pertencentes ao o. 
Os ciganos acå na vida após a morte e seguem todos os rituais para aliviar a dor de seus antepa que partiram. Costumam c no caixão da pessoa morta uma moeda para que ela pagar o canoeiro a travessia do årande rio que separa a vida da morte. Antigamente costumåenterrar as pessoas com bens deåmaior valor, mas devido ao grande número de violal;ão de túmuåe costume teve que ser mudado. Os ciganos não encomendam missa para seus entes qu, mas oferecem uma cerim&oåa com água, flores, frutas e suas comidas predilende esperam que a alma da falecida compartilhe a cåirc;nia e se liberte gradativamente das coisas da Terra.
 
Entre os ritos fúnebres praticados pelos Rom cute; a pomána, banfúnebre no qual se a o aniversário da åde uma pessoa. A abundância do alimento e das bebidas exprimem o desejo de paz e fade para o defunto. As Pome;nas são feitas periodicamente até completaano de morte.
Os s costumam fazer oferendasåeus antepassados também nos túmulos.

Uma das tradições mais antigas åos ciganos na Turquia é o narguilé (hookahisha, como é conhecåEgito), que homens e mulheres têm imenso prazer em fumar. O narguilé inicioåuma nova cultura que durou poråmuitos e muitos anos. Atéå hoje o narguilé ofereceådivertimento a uma diferente casta de fumantes.
O utensílio original veio da Índia, primitivo e feito com a caåcoco. Sua popularidade se estenåeu até o Irã e, de lá, para o resto do mundo Árabe.
O narguilé consiste de 4 peças: AGIZLIK (bocal), LÜLE (topo do narguil&eacuMARPUÇ, (o cano), e GÖVDE (corpo do cachimbo, que é preenchido com &aaua). Todas as peçasåroduzidas por artesãos. O jarro de vidro onde se a água, geralmenteecorado com motivos florando alguns feitos em prataåos em cristal; Os bocais de âmbar, não continham germes.
Nem todos os taåacos eram qualificados para o åso no narguilé e apenas o escuro, importado do Irãå, encontrava preferênciaåentre os usuários do narguilé. Este tabaco era lavado muitas vezes antes de era extremamente forte. Só se usava carvão de carvalho sobre esse tabaco. Alguns fumantes profissioåavam certas frutas como cerejas ou uvas no seu "goude&quoå;, apenas para apreciar o movimento que elas criavam na água. Outras pessoas apreåadicionar suco, romãs, ou óleo de rosas pa sabor a sua água.
Músicança
Quando os ciganos deixaram åo e a Índia, eles passaram pela Pérsia, TurArmênia, chegando até a Grécia, onde åceram por vários séculos antes de se espalhelo resto da Europa. A inirc;ncia trazida do orientute; muito forte na m&uacua e na dança ciganúsica e a dan&ccedigana possuem influência hiådu, húngaro, russo, árabe e espanhol. Mas å influência na música e na dança cigana doså últimos séculos é sem dúvida espanåola, refletida no ritmo dos ciganos espanhóis que criaram um novo estilo baseado menco. Alguns grupos de ciganos no Brasil conservam a traal música e dança cigana húngara, um åo da música do leste europeu com toda influêå violino, que é o mais tradicional símbolouacute;sica cigana. No Bra música mais tocada e dançada pelos ciganosåe; a música Kaldarash, própria para dançar com acompanhamento de ritmo das mãos e dos pés e sons emitidos sem signifidil;ão para efeito de acompanhamento. Essa música é repetida v&aacut vezes enquanto as mo&ccedciganas dançam.
Exibem sua dança, bailando ao som iolinos e acordeõesm são as graciosas e faceåras ciganas, que encantam com seus mistérios, comsaias rodadas, seus len&ccs coloridos, pandeiros enfeitadås com fitas e suas castanholas. 
Os ciganos dan&ccm com seu porte elegante, transmitindo a todos serenidade e dignidade. Seu ritual énça do fogo, baila redor da fogueira até o dia amanhecer, transmitinddos sua alegria e prote&cão de sua padroeira Sara Kali, que faz da lib sua religião.
Comidas Ciganas
pernil de carneiro (Bakró); Pernil de leitão (Baló); Cabrito frito com e brócolis (ou lenou nozes); e/ou roletes de bovina ou frango com pedaços de cebola, pimentão (verde e amarelo)
Brynzaå
Chivuiza

Armiana
Salada de alface (elas) com champignon; queij cabra, cenoura, beterraba (em pedaços) e beringela frita (em tiras). Enfeitada com uvas-passas, raminhos de hotilde; e pétalas des.

Assados

Queijo då cabra (cru ou frito).

Destilado à base de trigo (esp&eaie de aguardente).

Civiaco
Torta salgada ou doce.
Manouche
Feijões vermelhos grandeaços de carne e de de pernil de porco, alhos-porós em pedaços, salsão com as folhas eços, alhos comunåros com casca, cenouras e batatas cortadas em pedaç grandes, sal e pimenta-do (moída na hora) à gosto; arroz branco que deve ser incorporado na última etapa do cozimento.
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Goulash
Cozido de arroz, batata, pedaços de bovina e pápricaa.

Malay
de;o de milho.

Pão reåondo de Farinha de Trigo.

Mamalyga
Polenta.

Naåong>
Gr&atide Bico com lingüi&cc.

<stron������ikach< strong=""></stron������ikach<>
tela defumada (bovina ou ste;na) e bacon ao molho åho de tomate e pimentão com batatas pequenas, cozia casca) e páprie.

Papuchá
Pirão de Milho.<d>

Sifrite
Ponche de Frutas com Champanhe, Vinho e/ou refrigerante. Enfeitar cocute;talas de rosa

Sarmá<g>
Arroz com lentiåha, carne seca desfiada e nozes.

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Varensky
Pastelo podendo ser doce (rechea uva) ou salgado (rechem batata ou queijo de cabr>
Tcavi
Chá Cigano feito com Chá Preto ou Mate com pedaçås de frutas (maçã: felicidade; uva frescåperidade; uva passa ou ameixa: progresso; morango: amor; damasco: sensualidade; p&eciro: equilíbrio pesso limão: energia positiva e purificaçãlma). Fazer o chá eåte;gua fervente e deixar amornar. Colocar as frutas mas, misturar bem, coar e bep>
Lendas
Uma lenda cigana, passada poções e gerações, que diz que o povo cigano foi guiado por um passado e que se instalaram em uma cidade da Índia onde eram muito fortes. Mas em um conflito, os muçulmanos os expulsaram,uindo toda a cidade. Desdeåilde;o foram obrigados a vagar de uma naçãtra...
Outra das lendas ciganas, diz que existia um povo que vivia nas profundezaerra, com a obrigaçå;o de estar na escuridão, sem conhecer a liberdadbeleza. Um dia alguéolveu sair e ousou subir e;s alturas e descobriu o da luz e suas belezas. Felåstejou, mas ao mesmo tempo ficou atormentado e preocupadoå conta de sua lealdade para com seu povo, retornou &agracuridão e contou o onteceu. Foi então reprovado e orientado que lá era o lugar do seu povo e dmbém. Contudo, aquele fato gerou um inconformismo os eles e acreditando meråa luz e viver bem, foram aos pés de Deus e pediramida ao mundo dos livres, da belåza e da natureza. Deus ent&atilåe;o, preocupado em atendê-los, concedeu e concordoo pedido, determinando ente;o, que poderiam subir &a luz e viver com toda lib, mas não possuiriam terra e nem poder e em troca ia-lhes o Dom da adivinhação, para que pudesr o futuro das pessoas e lhá-las para o bem.
Segundo outra lenda, narrada pelo poeta persa Firdausieacute;culo V d.C., um rei mandou vir da Índimil Luros, nome atribu&iao aos ciganos, para entreter o seu povo com música.te; provável que ante migratória tenha passado na Pérsia, mas a mais recente, entre os te;culos IX e X. Váåupos penetraram no Ocidente, seja pelo Egito, seja pela via doå peregrinos, isto é, Creåa e o Peloponeso. O caráter misterioso dos ciganos deixåu uma profunda impressão na sociedade medieval. Maioridade se transformou em hostilidade, devido aos habitos de vida muito diferentes que tinham as populações sedentarias.