quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Orixás são divindades



"Orixás são divindades...
Fagulhas de um sagrado que mistura o entendimento humano, nossa capacidade de entendimento de tais seres, com a força emanada por eles que nos dão sustento.
Principalmente nos piores momentos de nossas vidas.

Orixás são vida...

Uma chama tranquila de vida que nos desperta para uma outra consciência, em que não existe bem nem mau, mas um significado para todos os nossos atos e ações.
Fazendo com que saibamos que eles estão lá, em um lugar qualquer, nos orientando, nos guiando, nos enriquecendo de sabedoria.
Porém, não são responsáveis pelos nossos erros, nossas escolhas ruins, nossos infortúnios, nossas quedas, nossa ignorância, pois Eles avisam, alertam, orientam ...
Mas é nossa a vida e são nossas as escolhas.

Orixás são caminhos...
Que deveríamos seguir, mas acabamos desviando, tentando atalhos, uma maneira melhor e mais rápida ... Daí voltamos, e Eles estão lá nos esperando. Sempre de braços abertos, mesmo que nos sacudam e nos dêem broncas, estão lá, aguardando por nós.

Orixás são temperança...
Têm vontade própria, caráter, glória, perseverança, bondade, carisma ...
Todas as características humanas, pois somente assim poderíamos definí-los.; somente assim, poderíamos descrevê-los.; somente assim, eles poderiam se revelar diante de nós.
Como um espelho onde é refletida a nossa imagem, mas que tem sua própria têmpera e brilho, os quais não podemos ver com os nossos frágeis olhos, porém, sabemos que Eles estão ali, pois a força que vem do olhar do reflexo é algo a mais que não enxergamos, mas que podemos apenas sentir. Vemos, mas não enxergamos, apenas sentimos.

Orixás são idealizações...
Onde Eles se colocam tudo do que há bom, e onde não conseguimos alcançar esse bom.
Ao contrário, só sabemos pedir, arriar, oferecer, obrigações materiais, onde não vemos o retorno útil, pois somos egoístas demais, ignorantes demais, brutos demais e muitos não sentem o retorno daquilo que é oferecido e revertido em nossas vidas. A transmutação da matéria ofertada em energia geradora de uma construção interior que poucos ainda conseguem entender e utilizá-la em suas vidas.

Orixás são luta...
Luta pela vida, por viver, por continuar, por existir, pela família, pelos amigos, pela tribo, pela glória de ser humano ... Ser especial da criação, que luta desde o ventre e continua lutando, não se deixando subjulgar nem se derrotar pelo mau do sofrimento, do egoísmo, da ganância, do soberba, da exploração do homem pelo próprio homem.

Orixás são amor...
Amor de mães, de pais, de fraternidade, de dividir a comida, compartilhar as responsabilidades, do ensinar às gerações futuras para que se possa preservar uma crença, os ritos, a doutrina, a fé.

Orixás são comunhão...
Entre Deus (Olórun ou Zambi) e os homens, nas pessoas das entidades. Dos pretos-velhos, dos caboclos, dos exús e pombogiras, dos boiadeiros, dos baianos, das crianças, dos marinheiros, dos ciganos, de tantos e tantos outros que se dispuseram a retornar, para munidos com a força de seus Orixás, orientar e guiar os homens no mundo da Terra, trocando o sofrimento pela alegria; a dor pelo alívio; a discriminação e o preconceito, pela liberdade e pelo respeito; a inveja pelo dividir e compartilhar; a ignorância pela consciência da humildade do conhecimento de ensinar e aprender ...

Orixás são a minha vida e sem Eles eu não sou nada, eu não existo."

Fonte :Texto publicado no Correio da Umbanda – Edição 14 – Fevereiro de 2007.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

“Phantasmagoria” o Desrespeito com o Desconhecido!


Há alguns dias, o Programa Fantástico estreou um novo quadro chamado “Phantasmagoria”, no qual há uma evidente falta de respeito com o mundo sobrenatural. Isso é corroborado principalmente pelo nome do quadro, que à luz do Dicionário Aurélio Buarque de Holanda quer dizer: “Arte de fazer aparecer,” “de fazer ver”, “figuras luminosas na escuridão”,
“falsa aparência”. 

Dessa forma, o próprio nome da atração já ilustra a intenção de provar que todo o sobrenatural investigado na série, será considerado como “Falsa Aparência” ou uma “Arte de Fazer Aparecer”.

Nesse caso, cremos que o preconceito nem está tão velado como em outros casos, ao passo que seja o nome da atração, seja o modo como o mesmo está sendo conduzido, impulsiona o telespectador a acreditar que para todo e qualquer tipo de manifestação sobrenatural, há uma explicação cientifica. Tende ao expectador, ainda, crer que essas manifestações podem simplesmente ser motivadas por uma planta, ou por um facho de luz, conforme explanaram nos últimos dois programas.

Fato é que, nem tudo é sobrenatural, nem tudo é uma manifestação do além, não podemos olvidar nosso pensamento disso. Não obstante, é torpe o advento de um quadro que em momento algum é imparcial, que já nasceu com o claro objetivo de desmoralizar o desconhecido. Basta lembrar que ao lado do apresentador Tadeu Schimit está um Mágico-Ilusionista, o que vem ao encontro da tese que tratam o sobrenatural como um mundo de fantasias. Porque não uma pessoa que estuda esses fenômenos seriamente, ao invés de um ilusionista?

Apesar das tomadas de cena com tom de filmes de suspense, ou da credulidade de alguns participantes, o tom de zombaria reina na atração, onde o telespectador por meio de gravações, ou ponto eletrônico, solicita aos participantes, geralmente em quarto escuro ou jardim sombrio indagaram: “Tem alguém aí”?; “Beltrano, você está aí”? Chega a ser burlesca a forma com a qual tratam o aludido tema, fazendo-nos pensar tratar-se de uma comédia de péssimo gosto. Será que realmente eles acreditam que o telespectador estará à espreita de ouvir a resposta: “Sim, estou aqui senhor Tadeu Shimith e Mágico Kronnus”.

Preocupa-nos esse tipo de atrações, vez que amanhã poderá surgir algo do tipo: “Òrìsà, manifestação do sagrado ou introjeção”?

É lamentável que esse tipo de tema seja abordado com tamanho descaso. Conforme exposto acima, nem tudo é manifestação sobrenatural, mas nem para tudo há uma explicação científica, ou um jogo de luzes, ou uma planta. O sobrenatural existe!

Quando surgem esses tipos de séries, mais do que discernimento e imparcialidade é fundamental haver respeito, respeito ao desconhecido. Sem isso, é melhor que fiquem somente na mente do individuo ímpio que as criou.

Que Òsùmàrè Arákà esteja sempre olhando e abençoando todos!!!
Ilé Òsùmàrè Aràká Àse Ògòdó

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Yami Osorongá




Yami Osorongá 
( Atenção ) Não é recomendado a homens lidar com elas, pois são uma energia que protegem e defendem o poder feminino contra o masculino, , são extremamentes feministas.
Existem diversas maneiras de agradá-las, porém devemos ter cuidado, pois são uma força antiga e seu 
culto muito restrito.
Para tratá-la ou até assentalas Consulte Um babalorisá Ou Um Yálorisá 

Iyá Mi Ajé, que em Yorubá significa: Minha mãe feiticeira, ou também como é conhecida, Iyami Oxorongá, é nossa figura materna mais antiga citada no contexto yorubá, e existem uma série de mistérios que rondam essas entidades, isso devido ao fato de elas guardarem os segredos da criação, assim como Ifá.

As Yás, são detentoras do poder ancestral feminino, por isso fala através do Odú Oxê. Diz as mais velhas que, Iyami toma a forma de uma coruja, e se ela passar próximo a uma casa e grita é porque alguém vai morrer ou acontecerá algo ruim. Tem forte ligação com Oxum, Obá e Oyá, pois faziam elas parte da sociedade de Geledé, que tinha como objetivo fortalecer o poder feminino e se opor aos homens, e essa sociedade ainda é cultuada na Nigéria, o medo da ira de Ìyámi nas comunidades é tão grande que, nos festivais anuais em louvor ao poder feminino ancestral, os homens se vestem de mulher e usam máscaras com características femininas, dançam para acalmar a ira e manter, entre outras coisas, a harmonia entre o poder masculino e o feminino. 

e Aqui relato a relação das yami oxorongá e o ovo..

Quando Olorun criou os animais, que quando davam cria, elas eram fracas, e quase nunca vingavam, então Olorun pediu a ajuda de Ifá para saber o que podia ser feito para proteger a criação, foi então que Ifá orientou Olorun a ir até as Yámim Ajé, que elas teriam o segredo. Chegando ao pé da árvore sagrada onde morava nas mães ancetrais, Olorun as explicou o ocorrido e pediu que ela o ajuda-se, foi então que elas ofereceram o Ovo, e disse que ele iria proteger a vida, até que aqueles animais, como a cobra, a galinha, os oviperos em geral, pudessem estar prontos para nascer, e que o só calor materno poderia despertá-los. Por essa graça, Olorun deu as Yás, o poder sobre ajé, o ovo e suas propriedades.

Lembre-te elas possui liação initima com Osun e seus Yeyé São
Feitas da ave ( Coruja ) Boa tarde a todos maiores Informações 
No email ( ofairin888@hotmail.com) 

o bori ( Ebori )


Ebori ou Bori é um ritual das religiões tradicionais africanas e diáspora africana como culto de Ifá, Candomblé e outras, que harmoniza e diminui a ansiedade, o medo, a dor e a tristeza trazendo a esperança, alegria e a harmonia. É através do jogo de Búzios que o babalorixá recebe as instruções para realizar este ato ritualístico. Desta forma, o Bori é uma das of
erendas mais importantes que visa o bem estar individual no Candomblé. O Ritual de Bori é muito sério, complexo e profundo. Ori (Yoruba) significa, literalmente, cabeça e é, misticamente, o primeiro Orixá a ser cultuado. Seu objetivo é o de alimentar o Ori Eledá, seja qual for o sexo, raça, profissão, idade, nível social da pessoa.
Omin e Obi, por exemplo, são elementos indispensáveis no Bori. Omi, a água, representa paz, abundância e fertilidade enquanto o Obi é usado para aplacar a fúria das adversidades, alimentar e agradar as divindades.

EBORÍ- RITUAL LITÚRGICO OFERTADO AO NOSSO ÓRÌSÀ ORÍ

ÒRÚMÌLÀ disse que na porta de um quarto deveria haver um “ diafragma” na entrada IFÁ, a questão é “ Quem entre as divindades pode acompanhar o seu devoto em uma longa viagem sobre os mares sem retornar?” ÒÒSÀÀLÀ disse que Ele poderia acompanhar o seu devoto em uma longa viagem sobre os mares sem retornar. IFÁ perguntou “ O que Você fará se depois de caminhar uma longa distancia, andando e andando, e Você voltar à IFON e eles matarem uma galinha choca com seus ovos, e eles lhe oferecerem duzentos ÌGBÍN, temperados com vegetais e melão?” ÒÒSÀÀLÀ disse “ Depois de comer até estar satisfeito, Eu retornarei para minha casa”. ÒÒSÀÀLÀ disse que Ele não poderia acompanhar o seu devoto em uma longa viagem sobre os mares sem retornar. ÒRÚMÌLÀ disse que na porta de um quarto deveria haver um “ diafragma” na entrada IFÁ, a questão é “ Quem entre as divindades pode acompanhar o seu devoto em uma longa viagem sobre os mares sem retornar?” ELÉGBARA- ÈSÙ disse que Ele poderia acompanhar o seu devoto em uma longa viagem sobre os mares sem retornar. IFÁ perguntou “ O que Você fará se depois de uma longa caminhada, andando andando, e Você retornar para KÉTU, a casa de seus pais, e eles ofertarem um galo, e uma grande quantidade de EPO PUPA ?” ELÉGBARA disse “Depois que Eu comer até estar satisfeito, Eu retornarei para a minha casa”. ELÉGBARA disse que Ele não poderia acompanhar o seu devoto em uma longa viagem sobre os mares sem retornar. E assim IFÁ pergunta a todos os ÒRÌSÀ, inclusive a ÒRÚMÌLÀ e a resposta foi a mesma que Eles não poderiam acompanhar o seu devoto em uma longa viagem sobre os mares sem retornar. Então IFÁ pergunta “ A questão é quem entre todas as Divindades pode acompanhar o seu devoto em uma longa viagem sobre os mares sem retornar?” ÒRÚMÌLÀ disse “ Desde que a humanidade morre, o ORÍ é separada antes do enterro”. IFÁ disse “É ORÍ, só ORÍ é quem pode acompanhar o seu devoto em uma longa viagem sobre os mares sem retornar”. “ Se eu tenho dinheiro” “ É para ORÍ que eu louvarei” “Meu ORÍ é Você” “ Se eu tenho crianças na terra” “ É para ORÍ que eu louvarei” “ Meu ORÍ é você” “ Todas as coisas boas que eu tenho na terra” “ É para ORÍ que eu louvarei” “ Meu ORÍ é você” “ Você que não esquece o seu devoto” “ Que abençoa o seu devoto mais rápido que os outros ÒRÌSÀ” “ Nenhum ÒRÌSÀ abençoa um homem” “ Sem o consentimento de seu ORÍ” “ ORÍ eu te saúdo” “ Você que permite que as crianças sobrevivam” “ Uma pessoa cujo sacrifício é aceito pelo seu ÒRÍ” “ Deve rejubilar-se extraordinariamente” Este ITÒN do Corpo literário de IFÁ é apresentado por W. ABIMBOLA, em seu livro : IFÁ, an Exposition of Literary Corpus. Ele nos fala sobre o nosso ÒRÌSÀ ORÍ, o nosso ÒRÌSÀ interior, em toda a sua essência, força e grandeza. ÒRÌSÀ ORÍ o primeiro a ser louvado, é a representação particular de existência individualizada, é aquele que acompanha o homem do nascimento até a morte, norteando a sua caminhada, e assistindo ao homem no cumprimento do seu IPIN. Se o nosso ÒRÌSÀ ORÍ deixar de existir, a ligação entre o plano Divino e o nosso corpo humano também deixará de existir, isto explica o porquê do nosso ÒRÌSÀ ORÍ nos acompanhar até a nossa morte. O nosso Orí é o primeiro ÒRÌSÀ a ser louvado ao nascer o dia. O nosso ÒRÌSÀ ORÍ conhece as nossas necessidades em nossa caminhada pela vida, nossos acertos e desacertos, ELE tem os recursos adequados e todos os indicadores que nos permitem a reorganização para que possamos equilibrar a nossa vida com a essência energética positiva dos nossos ÒRÌSÀ ÈLÉÈDÁ. Ele tem como essência principal o equilíbrio do ser humano, concretizando assim a harmonia criada por OLÚDÙMARÈ, em sua força detentora e distribuidora de ÀSE. Esta é a razão pela qual o ato ritualístico do EBORÍ, é a forma de Louvação, Reintegração e Fortalecimento que utilizamos para o nosso ÒRÌSÀ ORÍ, quando Ele esta em desarmonia. É considerado o primeiro ÒRÌSÀ da existência (a essência real do ser). Deve ser assentado e louvado antes de qualquer outro ÒRÌSÀ, depois de ÈSÙ no ritual do EBORÍ para uma INICIAÇÃO, pois só o nosso ÒRÌSÀ ORÍ permite a compreensão para a nossa Incorporação com o nosso ÒRÌSÀ ÈLÉÈDÁ. EBO- OFERENDA ORÍ- CABEÇA Este ritual deve sempre ser precedido de um “ Jogo de Búzios” para que este oriente o Sacerdote ( a) e defina a real necessidade deste ORÍ. O ato do EBORÍ é utilizado nas seguintes situações: - Como um processo de religação do ORÍ com o seu IPIN. Como ritual do processo Iniciático. - Como resposta á condições de stress ou fragilização das estruturas psicológicas da pessoa resultantes de situações particulares da vida. - Como ritual complementar a um EBO. - Como extrema necessidade resultante de forças energéticas negativas adquiridas. - Como anual agrado a ÁJÁLÀ MÒPÍN OBS- O Culto a ÁJÁLÀ foi trazido pelos nossos Ancestrais, a mais de 460 anos, época dos escravos. Muito importante lembrar sempre que o uso e a combinação a serem utilizados, os Sacerdotes (a) devem levar conta qual é a situação real deste ÒRÌSÀ ORÍ, ou seja, se Ele esta GUN ( nervoso demais) ou ÈRÒ ( calmo demais),para que se possa manipular os elementos corretos. Manipulamos também para este ato ritualístico do EBORÍ o ÈJÈ PUPA e o ÈJÈ FUNFUN. O EBORÍ com o ÈJÈ PUPA é usado quando estamos com muitos problemas na vida como perda de empregos, miséria, brigas, perigos, descontrole emocional, depressão ou doenças. O EBORÍ com o ÈJÈ PUPA dá força física, restabelece a energia vital e fortalece a ÈSÙ. O EBORÍ com o ÈJÈ FUNFUN é usado quando existem muitos perigos na vida, brigas, perigo de prisão, morte ou desequilíbrio total. O EBORÍ com o ÈJÈ FUNFUN, acalma e restabelece a essência vital. Temos em geral neste ato do EBORÍ um ritual básico a ser seguido, e este ato pertence às Nações KÉTU- NÀGÓ, ÈFÓN e IJÈSÀ, sendo por isto necessário que louvemos ÁJÁLÀ neste ato. ÁJÁLÀ MÒPÍN como já descrevi, é louvado dentro da cerimônia do EBORÍ, sendo um ÒRÌSÀ que pertence aos Cultos de origem YORÙBÁ. Cabe alertar que este ato Ritualístico do EBORÍ que temos dentro do Culto aos ÒRÌSÀ pertence “SOMENTE” aos seguimentos de Matriz Africana. Alguns Africanos YORÙBÁ possuem o hábito de fazer a cada quatro dias uma oferta ao seu próprio ORÍ, de certos elementos num ato simples como: OMI, OTÍ ÒIBÓ, EFUN, ÒRÍ VEGETAL, OBÌ ÀBÁTÁ e ORÓGBÓ. Esse ato de adoração é para proteção e agradecimento, é um EBORÍ no Culto à ORÍ. Aqui no Brasil temos duas cerimônias que usamos para a harmonização do ÒRÌSÀ ORÍ como Transmissão e Veiculação de ÀSE e como estabilização energética: - EBORÍ completo com todos os elementos ritualísticos que usamos como variadas oferendas alimentares, animais, bem como os Objetos símbolos sacralizados para o momento. - OBÌ neste ato são manipulados em quantidade menor os elementos ritualísticos. O que realmente importa é oferecer exatamente o que este ORÍ esta necessitando para a sua HARMONIZAÇÃO como VEICULAÇÃO E TRANSMISSÃO do Verdadeiro ÀSE Também tenho que abordar mais um grande” ERRO” que ainda persiste em ser transmitido de nossa Liturgia Ritualística “ o EBORÍ é oferecido ao ÒRÌSÀ ORÍ e não há ÒRÌSÀNLÁ ou YEMONJA. Cultuar o ÒRÌSÀ ORÍ é um direito de qualquer ser humano não há nada que impeça isso, mesmo que a pessoa seja um ÀBÍON. O IGBÁ ORÍ é o nome do assentamento sagrado do ÒRÌSÀ ORÍ. Cada IGBÁ ORÍ é uma representação material e espiritual dos OMO ÒRÌSÀ KON, captando constantemente as ENERGIAS VITAIS provenientes de OLÓDÙMARÈ – OLÓÒRUN. A iniciação no Culto ao ÒRÌSÀ significa o nascimento do ORÍ- INÚ. Sendo assim a partir da Iniciação, o ÀBÍON nasce para a Religião, como também para o SAGRADO; com a confirmação do seu ORÍ- INÚ, que passará a ter representação física no ÀIYÉ. O ÒRÌSÀ ORÍ é quem individualiza o ser humano, como no caso das impressões digitais, ninguém tem um ORÍ igual ao de outra pessoa, cada ORÍ é único e exclusivo. Por isto é que devemos ser criteriosos quando escolhemos o nosso BÀBÁLÓÒRÌSÁ ou a nossa ÌYÁLÓÒRÌSÀ, pois são eles que vão fazer com que a Essência, Transmissão e Veiculação de Àse em nosso ORÍ esteja presente em nossas VIDAS. Odábò Àse àse Babalorisá Kleber Ti Ogún Ori o orí apere fun !!!

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

ABIYAN


Dentro dos cultos afros-brasileiros existe uma categoria de pessoas que são classificadas de Abiyans.

A palavra Abiyan quer dizer: Abi= "aquele que" e An= seria uma contração de "Onã", que quer dizer "caminho". As duas palavras aglutinadas formaram o termo Abiyan, que quer dizer "aquele que começa", "um novo caminho". E é isto, o Abiyan é uma pessoa que está começando um novo caminho, uma 
nova vida espiritual.

O Abiyan também pode ter fios de contas lavados, obrigação de bori e, até em alguns casos, ter orixá assentado.

O Abiyan é um pré-iniciado e não um simples frequentador, como muitas das vezes é classificado.

Um Abiyan pode desempenhar várias atividades dentro de um terreiro, como por exemplo, varrer, ajudar na limpeza, ajudar nos cafés da manhã e almoços comunitários realizados em dias de festas de orixá, lavar louças, ajudar na decoração do barracão, enfim, o Abiyan pode desempenhar várias tarefas sem maior envolvimento religioso.

O período de Abiyan é de muita importância pois, é nesse período que o recém-chegado no Candomblé passa a observar o comportamento e a conviver com os já iniciados.

Existem pessoas que passaram por um longo período sendo Abiyan, antes de se iniciarem no Candomblé. Portanto, vale ressaltar a importância deste período, ou seja, Abiyan e dizer que o frequentador em yorubá, chama-se Lemó-mú.

O PRECONCEITO VELADO – QUANDO EU TIVER UM FILHO, ELE SÓ ENTRA NO CANDOMBLÉ QUANDO CRESCER.



Em continuidade a série O PRECONCEITO VELADO, iniciada na semana passada, quando falamos sobre a importância das cerimônias públicas do Candomblé (As Festas), hoje abordaremos a frase em título, dita infelizmente, por muitos membros do Candomblé.

Em outros segmentos religiosos, as crianças tão logo nascem,
passam por preceitos que lhe conferem a sua entrada naquela religião, como exemplo, recordamos do batismo. No Candomblé, contudo, algumas pessoas acreditam que as crianças não devem ser iniciadas, sendo uma decisão que deve ser tomada por elas, quando do seu crescimento. 

Sobre isso, é importante lembramos que a decisão da iniciação é do Òrìsà, revelada por meio da consulta ao oráculo, por um sacerdote. No entanto, o Candomblé é uma religião que abraça em seu seio, crianças, jovens, adultos e idosos. Nesse sentido, podemos afirmar que as crianças e os idosos são peças fundamentais da nossa crença. As crianças são o futuro, serão elas que darão continuidade a missão dos nossos Ancestrais e, os idosos são o que chamamos de Bibliotecas Vivas, donos do conhecimento acumulado ao longo de anos, que nos orientam nos passos que devemos seguir.

Assim sendo, não podemos privar nossas crianças desta magnífica religião que é o Candomblé. Desde muito cedo elas devem ser orientadas sobre nossos costumes, participar do convívio do ègbé e, se por determinação do Òrìsà tiverem que ser iniciadas, que esse processo ocorra de forma sublime, para que no futuro, elas também saibam da importância de transmitir sua cultura aos seus filhos e netos.

Ao observamos atentamente a história dos nomes mais representativos do Candomblé, identificamos que grande parte desses ícones, entrou na Religião dos Òrìsàs, ainda criança. Recentemente, foi publicado o CD Cânticos que Encantaram Pierre Verger, no qual o venerável Ògán Erenilton da Casa de Òsùmàrè, ainda criança, já tocava junto aos grandes mestres do Atabaque. Mas imaginem se ele tivesse sido privado de sua mãe, a célebre Mãe Simplicia de Ògún desta convívio?

Nosso querido Sacerdote, Baba Pecê, foi iniciado ainda bebê e hoje, mantém firme as tradições religiosas do nosso povo, sendo um dos maiores defensores dos nossos costumes e da nossa ancestralidade. Isso, só reforça que, quando mais cedo nossas crianças aprendem nossos costumes, mais cedo saberão o poder magnífico dos nossos Òrìsàs, como respeitá-los e, principalmente, perpetuar essa linda e rica tradição. Faça parte deste movimento, compartilhe essa nota no seu mural!

Que Òsùmàrè Arákà esteja sempre olhando e abençoado todos!!!
Ilé Òsùmàrè Aràká Àse Ògòdó

Porque Jogamos Água à Rua?


A misteriosa Religião dos Òrìsàs é norteada de costumes e dogmas, um deles é aquilo que chamamos de “despachar a rua”, que condiz em jogar três punhados de água, antes de entrar ou sair de casa. Mas porque fazemos isso? Primeiramente é importante recordarmos da importância da água na nossa cultura. No Candomblé não se faz nada sem água, ela que umidifica, resfria e fert
iliza. Nós mesmos, antes de nascermos, no útero de nossa mãe, ficamos o período gestacional na água do ventre materno, somente isso já seria o suficiente para sermos gratos à água diariamente, afinal, sem ela não existiríamos.

Há muitos momentos em que despachamos a porta. As ocasiões mais comuns são ao acordamos, ao sairmos de casa e ao retornarmos para casa. Mas não são somente nesses momentos. Por exemplo, há determinadas cantigas que retratam um momento de muita turbulência na vida do Òrìsà, podendo despertar sua cólera se entoadas em momentos inoportunos. Nessas situações, o Babalòrìsà ou Ìyálòrìsà, sempre atento, solicita à uma antiga egbon, que jogue água à rua, apaziguando o Òrìsà que foi recordado de um momento adverso em sua vida no Aye.

Em suma, em todos esses momentos, o objetivo é apaziguar. Há uma frase em yorùbá que diz “Somente a Água Fresca Apazigua o Calor da Terra”. Ao acordamos, despachamos a porta, recitando palavras que tem por objetivo, pedir que aquele dia seja de tranqüilidade e de harmonia. Quando estamos saindo de casa, jogamos água à rua, rogando à Èsù Oná (O Senhor dos Caminhos), que aquela água, apazigúe os caminhos que vamos percorrer e que, sobretudo, não nos deparemos com situações que nos exponha a riscos. 

Ao entrar na Casa de Candomblé, por exemplo, despachamos a rua, pedindo licença aos Donos da Porteira, reverenciando-os sempre. Em muitas casas de Candomblé a porteira está sempre aberta, isso não significa que não há dono, muito pelo contrário. Nesse aspecto, pedimos licença (Ago) aos Donos da Porteira, mostrando nosso respeito e, pedindo que a água resfrie a terra, até o momento em que, vamos nos purificar por meio do Omi Ero ou Omi Agbo, para poder então, partilhar do convívio no Terreiro de Asè.

Por isso, jamais se esqueçam, apazigúe a terra antes de caminhar sobre ela.

Que Òsùmàrè Arákà esteja sempre olhando e abençoado todos!!!
Ilé Òsùmàrè Aràká Àse Ògòdó