quarta-feira, 13 de junho de 2012

PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE MEDIUNIDADE - PARTE 4


85- Que pode acontecer ao médium que não leva a sério o esforço pela própria reeducação espiritual e julga que deve agir como instrumento da Espiritualidade apenas no horário da reunião?

Será um instrumento deficiente porque em uma hora apenas, não conseguirá liberar a sua mente de ideações inferiores cultivadas durante toda a semana. Dificilmente será um instrumento ideal para os guias espirituais. 

86- Particularmente no dia da reunião, qual o cuidado do médium quanto às atitudes e emoções que nutre?

Ser vigilante, selecionando suas atitudes e emoções para não se apresentar à reunião com lesões íntimas comprometedoras. 

87- Qual o procedimento adequado ao médium em casa, no trabalho, na sociedade e na via pública?

Adotar uma conduta cristã, com equilíbrio e constante vigilância nos pensamentos, palavras e atos

88- Em que o estudo do Evangelho colabora para o exercício mediúnico mais produtivo?

Da primeira à última palavra, o Evangelho é um convite para a auto-educação, base do exercício mediúnico com Jesus. 

89- Por quê estudar o evangelho se a Doutrina Espírita é por si mesma um código de moral e de conduta educativa?

A Doutrina Espírita é o repositório de valores que abre verdadeira perspectiva no conhecimento do Espírito, com vistas à sua evolução. O Evangelho, no entanto, é o código moral de libertação que nos cabe compreender em cotejo com nossa conquista íntima, a fim de darmos nova diretriz à nossa caminhada. "Jesus, a porta; Kardec, a chave." 

90- Podendo participar de apenas uma reunião semanal, o médium deve optar pela de estudos ou pela mediúnica?

Participar de uma reunião de educação mediúnica que contém as duas partes: Estudos evangélico-doutrinários e parte prática. Se não houver uma reunião destas características, preferir, enquanto não puder estar presente às duas, a de estudos, porque é a que nos levará à instrução mais diretamente. 

91- Quais as características de uma mediunidade deseducada?

Incapacidade do médium de controlar os Espíritos comunicantes, permitindo assim manifestações em momentos e locais inadequados, ou ainda, gritos, batimentos de pés e de mãos, atitudes incontidas, palavras obscenas etc. 

92- Numa reunião com a presença de médiuns, obrigatoriamente há de ocorrer comunicação ostensiva?

Não. Toda manifestação mediúnica deve ser espontânea. 

93- É conveniente ao médium interferir quando outro está dando uma comunicação?

Só em casos especiais, quando a interferência é proveitosa e com a autorização do dirigente. 

94- O animismo é útil, tolerável ou prejudicial na comunicação mediúnica?

Em todo fenômeno mediúnico a participação anímica do médium se faz presente. será útil, quando o médium evangelizado exterioriza de sua alma valores positivos e edificantes. Será tolerável, quando o médium, esforçando-se na superação de suas próprias deficiências, busca aprimorar, cada vez mais, o seu trabalho, transitoriamente mesclado com manifestações anímicas, nem sempre positivas. Será prejudicial, quando sistematicamente mescla as comunicações espirituais com a carga anímica eivada de conflitos e desequilíbrios da personalidade mediúnica. 

95- Como proceder o médium essencialmente anímico?

Aceitando com humildade a necessidade de aprimorar a sua atuação, o médium buscará no estudo perseverante, na freqüência às reuniões de educação mediúnica e colaboração de dirigentes capacitados a orientá-lo no exercício de suas faculdades, encontrar o roteiro para superar as suas próprias limitações. 

96- Que pensar do médium que, bem intencionado, busca monopolizar todo o trabalho da reunião, mesmo tendo outros médiuns presentes?

Deve ser cristamente orientado na reunião de educação mediúnica e alertado sobre a importância de se dar oportunidades a todos os médiuns presentes ao trabalho. 

97- Quais os riscos a que se sujeita o médium que só aceita os aspectos científicos e filosóficos da Doutrina?

Deixará de se beneficiar com os valores indiscutíveis que a Doutrina nos oferece, na sua feição de cristianismo redivivo. A ciência e a filosofia são fundamentos da Doutrina, mas o seu objetivo é a evangelização do Espírito. 

98- Quais os livros que devem, de preferência, ser estudados pelos médiuns e quais os indispensáveis?

De preferência: literatura espírita evangélico-doutrinária em geral. Indispensáveis: Obras da codificação e de estudos da mediunidade. 

99- O médium deve associar ao seu trabalho uma atividade assistencial de modo ativo e perseverante?

Sim. Deve aliar à ajuda espiritual que exercita nas reuniões mediúnicas, a prática da caridade objetiva junto dos necessitados do caminho. 

100- O médium deve fixar-se num determinado Grupo na execução de sua tarefa?

Sim, e permanecer nele enquanto atender às suas necessidades de progresso espiritual 

101- Até quando uma gestante deve trabalhar mediunicamente?

A gestante poderá trabalhar mediunicamente até o momento em que, em entendimento com a direção dos trabalhos, julgar que não está havendo riscos para ela e para o reencarnante. cada caso apresenta características próprias. 

102- O que o médium deve saber sobre sexo?

Nas questões do sexo conduzir-se com toda a responsabilidade, evitando abusos, desregramentos e degenerações. Encarando o assunto com o necessário discernimento, evitar ainda, alimentar tabus em sua mente que lhe acarretariam igualmente dificuldades no exercício mediúnico. 

103- A falta de assiduidade e de pontualidade compromete o trabalho do médium?

Sim. A ausência de disciplina é sempre prejudicial. 

104- Existe uma mediunidade mais importante do que outra?

Não. "Não é a faculdade mediúnica que te distingue, mas o uso que fazes dela." - Emmanuel. 

105- Qual o procedimento adequado do médium quanto às religiões?
Profundo respeito a todas as religiões. Elas existem atendendo às necessidades espirituais dos seus adeptos. 

106- Que pode acontecer ao médium que usa um "golinho", mesmo só como aperitivo?

Um simples aperitivo pode não ser prejudicial, no entanto, os grandes problemas com o vício do álcool, tiveram o seu início num simples "golinho". 

107- Que pensar do médium que gosta de anedotas, mesmo as tidas como de salão?

Uma simples anedota não prejudica, mas, normalmente, induz o interlocutor a contar outras e daí, poderá se degenerar para situações menos edificantes, inclusive estabelecendo campo de fácil acesso para obsessores. 

108- Qual o principal fator de segurança para o médium no trabalho?

Com o Evangelho no coração e a Doutrina Espírita no entendimento... Consolidaremos o próprio equilíbrio interior, correspondendo assim, à confiança daqueles que, na Espiritualidade Mais Alta, aguardam a migalha de nossa boa vontade. (Peralva) 

109- Que pensar do médium apaixonado por competições esportivas, políticas, carnaval, novelas, brigas de galo, jogo, coleções etc.?

Usar de tudo. Não abusar de nada. Eis o alerta evangélico. Toda vinculação apaixonada indica desequilíbrio e todo desequilíbrio é prejudicial ao exercício mediúnico. 

110- Como o médium deve proceder para identificar os Espíritos comunicantes?

Na psicografia, pelo conteúdo da mensagem. Nas demais pelo estado vibracional do comunicante. O médium não deve preocupar-se com nomes, mas com o conteúdo de suas comunicações. 

111- Que pode acontecer ao médium que se entrega à psicofonia, sem antes examinar as vibrações do Espírito?

Entrando em transe, sem uma análise prévia, pode deixar-se envolver por uma entidade em desequilíbrio a lhe causar sérios problemas e à própria reunião. 

112- Quais as características de uma reunião bem orientada?

Local adequado e reservado para as reuniões. Silêncio. Dirigente prático e instruído doutrinariamente. Pontualidade na abertura dos trabalhos, embora a flexibilidade no encerramento. Preces curtas. Leituras preparatórias. Médiuns educados. Controle nas comunicações. Caridade para com os sofredores. Compreensão evangélica para com os Espíritos endurecidos. Ausência de ornamentos e objetos estranhos à reunião. Análise criteriosa de todas as comunicações. Assiduidade, pontualidade e disciplina por parte da equipe, sempre em atitude respeitosa no recinto. Harmonia entre os integrantes da reunião. 

113- Como se processa a proteção espiritual de uma reunião mediúnica identificada com os princípios cristãos?

A Espiritualidade estabelece uma faixa de isolamento e proteção envolvendo: os componentes da mesa, as entidades admitidas à comunicação e os mentores espirituais da reunião. Uma segunda faixa (mais ampla), envolvendo entidades necessitadas que estão sendo objeto de assistência, embora sem acesso à mesa. Uma terceira faixa de isolamento e proteção, envolvendo todo o edifício, onde se processa a reunião, para evitar o acesso de entidades desordeiras, levianas e outras que poderiam aproximar-se do ambiente, com prejuízos para a reunião. 

114- As reuniões mediúnicas devem ou podem ser públicas?

De acordo com a Codificação não devem ser públicas e também por uma questão de segurança e de caridade para com os necessitados. 

75- Deve permitir-se no Culto do Evangelho no Lar manifestações mediúnicas, mesmo que apenas psicografadas?

Não. O Culto do Evangelho no Lar, destina-se especificamente à orientação evangélica de seus participantes. Mediunidade é para a reunião própria. 

116- Se contamos apenas com um médium desenvolvido e ele não comparece à reunião mediúnica, devemos ou não realizá-la? Mesmo que de desobsessão?

Sim. Nem sempre é necessária a manifestação ostensiva dos Espíritos. Toda reunião cristã é construtiva e importante para encarnados e desencarnados, mesmo sem comunicações. 

117- O êxito da reunião depende da presença de determinado médium?

Com exceção da reunião de materialização, as demais não dependem da presença deste ou daquele médium. 

118- É aconselhável ao médium, especialmente psicofônico, dirigir reuniões mediúnicas? Qual a pessoa mais indicada para dirigi-la?

Não. Porque na direção poderia ser envolvido mediunicamente, com riscos para a própria reunião. A pessoa indicada para dirigi-la é a que possua experiência e conhecimentos necessários para a tarefa, de preferência que não tenha mediunidade ostensiva. 

119- Deve a reunião ter médium especial, ou de cabeceira e tratá-lo como tal?

Não, porque todos somos irmãos necessitados de aprendizado e progresso, com responsabilidade e deveres próprios. 

120- Toda reunião mediúnica tem que ser aberta e iniciada com comunicações de Guias Espirituais?

Não. A presença deles é um fato. As suas comunicações devem limitar-se às conveniências, por eles mesmos determinadas. 

121- Quais as características de uma reunião mal orientada?

Consideramos apenas as práticas mediúnicas kardecistas, uma vez que em outros meios as características abaixo relacionadas, podem ser importantes, úteis ou necessárias, pelo que as respeitamos, sem restrições, em outros ambientes. 

Uso de velas, defumadores, banhos, cantos etc. Assistência de olhos fechados ou dirigindo-se aos Espíritos. Presença de crianças. Obrigação de receber passes na entrada ou na saída do recinto. 

Consulta aos Espíritos sobre objetos perdidos, pessoas desaparecidas, possibilidades de empregos, casamentos, assuntos financeiros etc. Dirigente sem prática ou conhecimento doutrinário, Impontualidade. 

Demora na abertura dos trabalhos. Recinto às escuras. Médiuns com mãos entrelaçadas ou espalmadas sobre a mesa. Evocação dos protetores para abertura ou encerramento dos trabalhos. 

Médiuns gesticulando, gemendo, batendo mãos ou pés, usando expressões inadequadas. Conversação durante os trabalhos; recinto desapropriado. Existência de ornamentos no recinto etc.

terça-feira, 12 de junho de 2012

MENSAGEM DO DIA DOS NAMORADOS

CURIOSIDADE DE COMO SURGIU O DIA DOS NAMORADOS

O Dia dos Namorados ou Dia de São Valentim é uma data especial e comemorativa na qual se celebra a união amorosa entre casais sendo comum a troca de cartões e presentes com simbolismo de mesmo intuito, tais como as tradicionais caixas de bombons. No Brasil, a data é comemorada no dia 12 de junho. Em Portugal também acontecia o mesmo até há poucos anos, mas atualmente é mais comum a data ser celebrada em 14 de Fevereiro.

História

A história do Dia de São Valentim remonta a um obscuro dia de jejum tido em homenagem a São Valentim. A associação com o amor romântico chega depois do final da Idade Média, durante o qual o conceito de amor romântico foi formulado.

O bispo Valentim lutou contra as ordens do imperador Cláudio II, que havia proibido o casamento durante as guerras acreditando que os solteiros eram melhores combatentes.

Além de continuar celebrando casamentos, ele se casou secretamente, apesar da proibição do imperador. A prática foi descoberta e Valentim foi preso e condenado à morte. Enquanto estava preso, muitos jovens lhe enviavam flores e bilhetes dizendo que ainda acreditavam no amor. Enquanto aguardava na prisão o cumprimento da sua sentença, ele se apaixonou pela filha cega de um carcereiro e, milagrosamente, devolveu-lhe a visão. Antes da execução, Valentim escreveu uma mensagem de adeus para ela, na qual assinava como “Seu Namorado” ou “De seu Valentim”.

Considerado mártir pela Igreja Católica, a data de sua morte - 14 de fevereiro - também marca a véspera de lupercais, festas anuais celebradas na Roma antiga em honra de Juno(deusa da mulher e do matrimônio) e de Pan (deus da natureza). Um dos rituais desse festival era a passeata da fertilidade, em que os sacerdotes caminhavam pela cidade batendo em todas as mulheres com correias de couro de cabra para assegurar a fecundidade.

Outra versão diz que no século XVII, ingleses e franceses passaram a celebrar o Dia de São Valentim como a união do Dia dos Namorados. A data foi adotada um século depois nos Estados Unidos, tornando-se o The Valentine's Day. E na Idade Média, dizia-se que o dia 14 de fevereiro era o primeiro dia de acasalamento dos pássaros. Por isso, os namorados da Idade Média usavam esta ocasião para deixar mensagens de amor na soleira da porta do(a) amado(a).

Atualmente, o dia é principalmente associado à troca mútua de recados de amor em forma de objetos simbólicos. Símbolos modernos incluem a silhueta de um coração e a figura de um Cupido com asas. Iniciada no século XIX, a prática de recados manuscritos deu lugar à troca de cartões de felicitação produzidos em massa. Estima-se que, mundo fora, aproximadamente mil milhões (Portugal) (um bilhão no Brasil) de cartões com mensagens românticas são enviados a cada ano, tornando esse dia um dos mais lucrativos do ano. Também se estima que as mulheres comprem aproximadamente 85% de todos os presentes no Brasil.

O dia de São Valentim era até há algumas décadas uma festa comemorada principalmente em países anglo-saxões, mas ao longo do século XX o hábito estendeu-se a muitos outros países.
Data no Brasil

No Brasil, a data é comemorada no dia 12 de Junho por ser véspera do 13 de Junho, Dia de Santo António, santo português com tradição de casamenteiro.

A data provavelmente surgiu no comércio paulista, quando o comerciante João Dória trouxe a ideia do exterior e a apresentou aos comerciantes. A ideia se expandiu pelo Brasil, amparada pela correlação com o Dia de São Valentim — que nos países do hemisfério norte ocorre em 14 de fevereiro e é utilizada para incentivar a troca de presentes entre os apaixonados.

Mitologia Grega: E r o s

Deus grego do amor, também conhecido como Cupido, Amor em latim, que apesar de sua excepcional beleza ser altamente valorizada pelos gregos, seu culto tinha modesta importância. 

Era filho de Afrodite e seu companheiro constante e com seu arco ele disparava flechas de amor nos corações dos deuses e dos humanos. Sua mãe havia sentido ciúme de Psiquê, cuja beleza causava tumulto por onde ela passasse. 

A deusa ordenou que ele fizesse com que Psiquê se apaixonasse por alguma pessoa de nível muito baixo. Ele a encontrou enquanto ela dormia e, como acabou acordando-a ao tocá-la com uma de suas flechas, ficou tão maravilhado por sua beleza que, acidentalmente, aranhou a si mesmo com a flecha e se apaixonou por ela. 

Levou-a dali para bem longe, para um maravilhoso palácio e ia visitá-la todas as noites. Sem nenhuma ajuda visível, todos os desejos de Psiquê eram cumpridos. Durante muito tempo, ela não havia olhado para o seu amado, pois este lhe tinha proibido de olhá-lo, uma vez que ele queria que o amasse, como humano, e não como um deus. 

Mas a curiosidade finalmente se apoderou dela e uma noite, enquanto ele dormia, ela ascendeu uma lâmpada e segurou-a por cima dele para vê-lo. Mas uma gota de óleo quente caiu em seu peito que, sem pronunciar uma palavra, abriu suas belas asas e voou pela janela afora. 

O palácio e tudo o que ele continha desapareceu. Psiquê vagou dias e noites procurando-o, enquanto ele estava preso no quarto da mãe por causa de sua ferida. Afrodite, irritada com Psiquê por ter conquistado seu filho, deu-lhe uma imensa punição. 

Recuperado ele dirigiu-se a Zeus e pediu o perdão para sua amada e que a casasse com ele, tornando-a imortal. Então Hermes foi enviado para apanhar Psiquê e levá-la ao Olimpo. Quando ela lá chegou, Zeus deu-lhe um copo de néctar de ambrósia divina para beber, tornando-a assim imortal e unindo-os para sempre.

VIDEOS SOBRE PERGUNTAS E RESPOSTAS A RESPEITO DA MEDIUNIDADE


PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE MEDIUNIDADE - PARTE 3



51- Na reunião com a presença de vários médiuns videntes e/ou audientes um ouve ou vê uma ocorrência e outro ouve ou vê outro fato, quer dizer que há contradição ou embuste?

Não. Estando cada médium vibrando em sua própria faixa evolutiva, cada um estará naturalmente, sintonizado com esta ou aquela entidade, com este ou aquele aspecto do Plano Espiritual, pelo que cada um registrará a presença ou fatos com os quais esteja identificado. 

52- Qual a diferença entre inspiração e intuição; vidência e clarividência; audiência e clariaudiência?
A opinião dos estudiosos sobre o assunto diverge um pouco. 

Alguns aceitam como sinônimos (inspiração/intuição - vidência/clarividência - audiência/clariaudiência), outros vêem no segundo termo uma sutileza ou aprimoramento do primeiro: Intuição é a inspiração quando cresce (Emmanuel - Encontros no Tempo). 

Clarividência seria ver melhor, ou com mais clareza (Edgard Armond - Mediunidade). A experiência nos mostra que alguns médiuns apenas vêem entidades ou quadros do Plano Espiritual, enquanto outros, além de verem, como que sentem o estado íntimo da entidade ou as vibrações do ambiente (clarividência). Enquanto alguns ouvem sons ou ruídos, outros ouvem e percebem interiormente o estado do Espírito ou do ambiente (clariaudiência). 

53- Como proceder o médium para manter o estado de concentração durante as reuniões práticas e como desconcentrar-se, quando preciso?

Concentrar é manter o pensamento voltado a um objetivo específico, no caso de reuniões espíritas, voltá-lo exclusivamente ao amor e à caridade, buscando oferecer o melhor de nós mesmos. Se temos dificuldades para mantê-lo neste estado (em virtude de preocupações rotineiras) podemos nos valer da prece como recurso de concentração. Para desconcentrar, deve o médium voltar o pensamento ao meio ambiente, ainda assim, alicerçado nas vibrações da prece para manter o equilíbrio. 

54- O médium deve ficar concentrado durante toda a reunião?

Deve o médium, com espontaneidade, manter-se atento ao desenrolar dos trabalhos, com o que estará aprendendo e ao mesmo tempo à disposição da Espiritualidade para atuar quando solicitado. Permanecer sim, à disposição do serviço, sob a égide de Jesus. 

55- Qual a postura adequada do médium à mesa?

Guardadas as conveniências, a mais cômoda, porque será a menos cansativa. Evitar, porém, as posições que facilitem o sono. 

56- Numa reunião de educação mediúnica, se o médium apesar das influências para falar, permanece silencioso, aguardando sua vez, está sendo ele beneficiado?

Sim. Estará aprendendo com os outros e exercitando em sua auto-educação. 

57- Que dizer do médium que recebe comunicações fora da mesa de trabalho, ou do local da reunião?

Faltam-lhe ainda os recursos da educação mediúnica. O médium, consciente de suas responsabilidades, não se entrega a atividade mediúnica ostensiva fora da reunião própria. 

58- Como e até onde se processa a influência dos Espíritos sobre o médium, ostensivo ou não?

Todos somos em nosso íntimo (mentalmente) influenciados pelos Espíritos. Enquanto esta influência sobre o médium ostensivo é mais direta, portanto, com reflexos mais acentuados, sobre o médium de sustentação, ela se limita às intuições ou manipulações de energias necessárias ao bom andamento da reunião. 

59- Qual o procedimento do médium quando intensamente assediado pelas vibrações de um Espírito desequilibrado, quer na reunião ou fora dela?

Redobrar o seu estado de vigilância, pois, pode tratar-se de um trabalho em andamento supervisionado pelos mentores espirituais. Recorrer à oração e às leituras edificantes, porque assim estará cooperando para a sua melhoria e a do Espírito que se aproxima. 

60- Como entender o fato de o médium alegar que faz preces e não consegue superar o envolvimento de determinadas entidades?

Às vezes as nossas preces se limitam aos lábios. "Há diferença fundamental entre orar e declamar". No entanto, se aliamos a mente ao coração e realmente orarmos confiantes no Senhor e o envolvimento do Espírito permanece é porque estamos frente a um trabalho de reajuste, expiação ou testemunho, ou ainda frente a uma oportunidade de exercer a caridade a um necessitado. Redobremos a vigilância e confiemos no Senhor que a solução está a caminho. 

61- Em qualquer reunião a que compareça, o médium será colocado obrigatoriamente à mesa e deve trabalhar mediunicamente?

Não. O ideal é que o médium se integre a uma equipe de trabalhos mediúnicos e aí concentre os seus esforços. 

62- É aconselhável o médium trabalhar exclusivamente com determinado dirigente ou a direção deve passar por rodízio periódico?

Aconselhável o rodízio na direção de todas as reuniões, não apenas as mediúnicas. Com isto, não se criam dependências prejudiciais e determinados dirigentes e oportunidades valiosas são oferecidas a um maior número de pessoas neste mister. 

63- Qual o comportamento do médium que durante a reunião sente sono excessivo?

Se tem dormido regularmente as horas necessárias, se não está fazendo uso de medicamentos relaxantes e não se encontra esgotado por trabalho em excesso, o sono pode ter origem em interferências espirituais. Manter a vigilância e buscar reagir ao sono, lembrando, no entanto, que determinadas manipulações de energias, por parte da Espiritualidade podem também causar sonolência. Evitar sempre entregar-se ao sono deliberadamente. 

64- Por quê o médium, após uma reunião de estudos evangélico-doutrinários, costuma sentir-se deprimido ou psiquicamente saturado?

Muitas vezes a criatura comparece à reunião de estudos acompanhada de entidades desencarnadas a ela ligadas e que se acham também em regime de aprendizado. De acordo com o assunto e seus reflexos sobre os conceitos e interesses do próprio médium ou dos Espíritos que o acompanham, pode sentir-se deprimido em razão das elaborações e lutas mentais entre ele, os Espíritos e o dirigente. Pode ocorrer também que durante a reunião de estudos a Espiritualidade venha a atender algum caso em que as energias são retiradas de companheiros presentes à mesma. 

65- Um Espírito para ser auxiliado pode aproximar-se do médium antes da reunião?

Naturalmente. Isto ocorre com freqüência. 

66- Se o médium se levanta, pela manhã, sentindo-se mal, como deve proceder, durante o dia da reunião?

Se o mal é de natureza psíquica, lembrar-se de que pode originar-se de aproximação de alguma entidade trazida ao seu lar, para que, ambientando-se, mutuamente, a sintonia de faça melhor, visando ao trabalho programado para a reunião daquela noite. 

67- O que e como o médium deve relatar para o dirigente quanto àquilo que vê, sente ou ouve durante a reunião?

Com discernimento, deve relatar o que possa servir de aprendizado geral ou colaborar para esclarecer determinadas ocorrências da reunião. 

68- Como proceder numa reunião mediúnica o médium de sustentação e qual a sua atuação?

O médium de sustentação deve permanecer vigilante e calmo, evitar o sono, acompanhar a condução do dirigente e atuação dos médiuns, auxiliando-os com suas vibrações, preces e até mesmo na orientação a determinadas entidades, quando o esquema da reunião o permitir e sempre com a anuência prévia do dirigente. 

69- O que acontece ao médium que, sem análise prévia, aceita tudo o que os Espíritos lhe falam?

Segundo Kardec, corre sérios riscos de cair no fanatismo, que poderá conduzí-lo a processos obsessivos. 

70- Para abreviar a recuperação do médium, devemos valer-nos de medicamentos, quando preciso?

Excepcionalmente. Se os reflexos do problema mediúnico se fazem sedimentar no corpo físico, em forma de desequilíbrio orgânico. 

71- Se alguém deliberadamente pediu uma receita para uma pessoa inexistente e a mesma foi tirada, qual deve ser a posição do médium, face ao ocorrido?

Confiança em Deus, lembrando-se de que, quem age com más intenções tem, por força da lei de causa e efeito, de obter resposta equivalente. 

72- Surgindo a mediunidade numa criança, ela deve participar de reuniões? 

Não. Se necessário, conduzí-la apenas para sanar a dificuldade e aguardar o tempo oportuno para que possa exercitar sem prejuízo sua mediunidade.. 

73- Qual deve ser, de preferência, a alimentação do médium?

A normal. Nos dias de reuniões, evitar excessos, comidas pesadas ou muito condimentadas, buscando abster-se do álcool, fumo e carne. 

74- A quantas reuniões mediúnicas semanais deve o médium comparecer para trabalhar?

Pelos menos a uma, não se esquecendo da reunião semanal de estudos. Evitar, porém, excessos, com reuniões mediúnicas durante toda a semana. 

75- O médium deve usar sempre água fluidificada ou passes em todas as reuniões?

Não abusando nunca, sempre que necessário. 

76- Um médium sem educação mediúnica deve participar de trabalhos práticos?

Da reunião de educação mediúnica, até se reajustar, após o que será encaminhado à reunião como um colaborador da mediunidade. 

77- Que pensar do médium que não gosta de estudar?

Deixa de progredir e se lamentará quando retornar ao Plano Espiritual, porque perdeu valiosa oportunidade. 

78- Como agir o médium para combater o medo dos desencarnados?

Conscientizar-se de que também é um Espírito (transitoriamente no corpo), relacionando-se com outros Espíritos (transitoriamente fora do corpo). Amanhã os papéis se inverterão. 

79- O médium, por acúmulo de tarefas espirituais, pode faltar aos seus deveres funcionais, familiares e sociais?

O acúmulo já denota desequilíbrio e o dever é primordial. 

80- Como proceder o médium, quando a braços com uma série de problemas e testemunhos?

Manter a calma, vigilância, ponderação, orando e perseverando no Bem. 

81- O que pode acontecer ao médium que ainda nutre antipatias?

Como trabalhar em nome da fraternidade, se não tolera o próximo junto de si? Pode ainda tornar-se instrumento passivo das entidades que desejam prejudicar a pessoa antipatizada. 

82- O que ocorre ao médium que não admita dúvidas sobre as comunicações que recebe ou reparos com vistas ao seu aperfeiçoamento?

Caminha para a obsessão. Especialmente no aspecto da fascinação, um dos escolhos da mediunidade. 

83- É justo o médium mencionar a presença de Espíritos a pessoas completamente estranhas à Doutrina?

Excepcionalmente. Em casos especiais, de acordo com o sentimento do médium. Toda prudência é necessária. 

84- Qual a influência moral do médium ostensivo, de sustentação do dirigente nas comunicações?

Pela afinidade atraímos permanentemente Espíritos identificados com o nosso campo moral: viciosos, rebeldes, ignorantes, levianos ou equilibrados, serenos, instruídos, evangelizados, etc. Por isso o médium moralmente desequilibrado terá dificuldade de transmitir comunicações edificantes. Se todos os participantes da reunião nutrem sentimentos desequilibrados, o problema se multiplica.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE MEDIUNIDADE - PARTE 2


41- Qual o mecanismo do intercâmbio mediúnico e quais os princípios básicos em que se alicerça?
Para que um Espírito se comunique é preciso que se estabeleça a sintonia da mente encarnada com a desencarnada, mecanismo básico que se desdobra de acordo com o tipo de mediunidade, estado psíquico dos agentes passivo e ativo - valores espirituais etc. Sintonizado o médium com o comunicante, o pensamento deste se exterioriza através do campo físico daquele, em forma de mensagem grafada ou audível. O processo mediúnico se alicerça na sintonia das mentes, sem o que não pode haver a comunicação. 

42- Para exercer mais conscientemente a sua tarefa, o que o médium deve conhecer do Plano Espiritual e das leis que o regem?
O Plano Espiritual não compreende uma determinada região limitada no espaço, logo os Espíritos encontram-se em toda parte, agrupando-se por laços de afinidade. Cabe ao médium manter-se sempre em vigilância para não entrar em sintonia com as entidades em desequilíbrio, o que poderá acontecer, a qualquer momento e em qualquer lugar em que se encontre. 

43- O estudo acerca da casa mental pode auxiliar o médium no exercício de sua mediunidade?
Sim. É de grande importância para o melhor desempenho de sua tarefa. Sabemos que na estruturação do nosso campo mental, todas as experiências adquiridas até a última existência se sedimentam no plano do subconsciente. 

Que as experiências da vida atual são anotadas no plano do consciente e que nossas ideações futuras vigem no superconsciente. 

Quando o encarnado entra em transe, o comunicante necessita encontrar na sua mente recursos para se externar e, por isso, quanto mais o médium amplia os seus conhecimentos, maior possibilidade oferece à entidade para externar a sua mensagem e quanto maior o esforço em educar-se intimamente, maior a facilidade para controlar o Espírito, mesmo durante o transe. 

44- Qual a interferência dos reflexos condicionados no intercâmbio mediúnico?
A presença, a mensagem ou experiências do Espírito comunicante podem acionar no subconsciente do médium reflexos do seu passado, os quais comumente, interferem na comunicação. Por exemplo: ao se ver frente a uma entidade ligada ao seu passado de dor, o médium pode externar aspectos de sofrimento que não mais existem, mas que estão arquivados no subconsciente e que afloram, durante o transe, com a presença daquele irmão que compartilhou as referidas experiências. 

45- Como explicar a sintonia vibratória de um Espírito conturbado com um médium equilibrado e em estado de confiança em Deus?
O médium em equilíbrio busca sintonizar com o Espírito conturbado, pelo desejo de ajudar. Se a diferença vibratória entre ambos é muito acentuada, os guias espirituais auxiliam o comunicante, através de passes, para que eleve, ainda que em parte, o seu padrão vibratório e com isto facilite a sintonia com o médium, para a comunicação. 

46- Como é possível ao médium controlar as manifestações dos Espíritos, mesmo violentos ou desequilibrados?
O pensamento do Espírito, antes de chegar ao cérebro físico do médium, passa pelo cérebro perispirítico, resultando disso a propriedade que tem o medianeiro, em tese, de fazer ou não fazer o que a entidade pretende. Quanto mais educar-se interiormente o médium, maior a dificuldade do Espírito em extravasar atitudes violentas ou desequilibradas. 

47- Mesmo quando inconsciente, o médium é responsável pelo que ocorre durante as comunicações?
Na psicofonia sonambúlica, o médium cede com mais espontaneidade os seus implementos físicos para a comunicação do Espírito, mas afastado de seu corpo, é absolutamente consciente, daí a sua responsabilidade no controle do Espírito comunicante. 

48- Qual a condição do médium na psicofonia consciente, na semiconsciente e na inconsciente?
Na psicofonia consciente o Espírito comunicante transmite, telepaticamente, às vezes, à distância, as suas idéias ao médium que as retrata com as suas próprias palavras. 

Na semiconsciente, o Espírito comunicante, através do perispírito do médium, entra em contato com este, atuando sobre o campo da fala e outros centros motores. 

Na inconsciente, afasta-se o Espírito do médium de seu próprio corpo, que mais livremente é utilizado pelo comunicante. Quando há inteira confiança entre ambos, é como se o médium entregasse um instrumento valioso às mãos de um artista emérito que o valoriza. 

Se o comunicante é rebelde ou perverso, o médium, embora afastado, age na condição de um enfermeiro vigilante a controlar o doente. 

49- Deve o médium inconsciente esforçar-se por se tornar consciente?
O médium deve esforçar-se sempre para ser consciente de suas elevadas responsabilidades, mas quando é portador da psicofonia sonambúlica, ou inconsciente, tendo neste campo assumido compromissos espirituais, dificilmente, modificará o curso de sua tarefa, a qual, nem por isso, deixará de ser meritória. 

50- Por quê determinados médiuns extravasam no campo físico as impressões de desequilíbrio ou rebeldia dos Espíritos comunicantes?
Faltam-lhes ainda os valores da auto-educação evangélica, porém à medida que se esforçam no estudo, na prática do bem e na vivência evangélica, irão superando as dificuldades da prática mediúnica.

PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE MEDIUNIDADE


1 – Como funciona a mediunidade consciente?

O médium capta o fluxo mental do Espírito, gerando idéias e sensações, como se houvesse a intromissão de outra mente em sua intimidade; como se estivesse a conversar com alguém, dentro de si mesmo.

02 – Ouve uma voz?

Seria fácil, mas não é bem assim. Idéias surgem, misturando-se com as suas, como se fossem dele próprio.

03 – Parece complicado…

E é, sem dúvida, principalmente para médiuns iniciantes, que não distinguem o que é deles e o que é do Espírito. Muitos abandonam a prática mediúnica, em face dessa incerteza, que é perturbadora.

04 – Como resolver esse problema?

É preciso confiar e dar vazão às idéias que lhe vêm à cabeça, ainda que pareçam embaralhadas, em princípio. Geralmente a mediunidade é desenvolvida a partir da manifestação de Espíritos sofredores, o que é mais simples. Não exige maior concatenação de idéias ou esforço de raciocínio. Cumpre-lhe, em princípio, apenas exprimir as sensações e sentimentos que o Espírito lhe passa.

05 – Qual o conselho para o médium que enfrenta esse impasse?

Sentindo crescer dentro de si o fluxo de sensações e pensamentos, que tomam corpo independente de sua vontade, comece a falar, sem preocupar-se em saber se é seu ou do Espírito. A partir daí o fluxo irá se ajustando. É como o motorista inexperiente na direção de um automóvel. Em princípio há solavancos, mas logo se ajusta.

06 – O que pode ser feito para ajudar o médium iniciante?

A participação dos irmãos do Terreiro é importante. O médium, nessa situação inicial, fica fragilizado. Sente-se vulnerável e constrangido. Qualquer hostilidade ou pensamento crítico dos irmãos, revelando desconhecimento do processo, poderá afetá-lo.

07 – Seria razoável aplicar passes no médium iniciante, em dificuldade para iniciar a manifestação?

O passe pode ajudar, mas devemos ser econômicos na sua utilização, a fim de evitar condicionamentos. Há médiuns que esperam pela intervenção do Pai, Mãe ou irmão no Santo, aplicando-lhes passes, a fim de iniciar seu trabalho.

08 – As manifestações de médiuns iniciantes são, não raro, repetitivas. Como devem agir o Pai ou Mãe e Irmãos no Santo no Terreiro?

Cultivar a compreensão e a boa vontade, considerando que o animismo, a intervenção do próprio médium, é expressivo nessa etapa do desenvolvimento. Aos poucos ele irá se ajustando, aprendendo a distinguir melhor entre suas idéias e as do Espírito.

09 – Vemos, com freqüência, médiuns dotados de razoáveis faculdades mediúnicas desistirem do compromisso. Há algum prejuízo?

A sensibilidade mediúnica não funciona apenas nas Giras. Está sempre presente. É na prática mediúnica, com os estudos e disciplinas que lhe são inerentes, que o médium garante recursos para manter o próprio equilíbrio. Afastado, pode cair em perturbações e desajustes.

10 – É um castigo?

Não se trata disso. O problema está na própria sensibilidade que, não controlada pelo exercício, situa o médium à mercê de influências negativas, nos ambientes em que circule, e de entidades perturbadas que se aproximam.

11 – Mas esse problema não está presente na vida de todos nós? Não vivemos rodeados de Espíritos perturbados e perturbadores?

Sim, e bem sabemos quantos problemas são decorrentes dessa situação, por total ignorância das pessoas em relação ao assunto. No médium afastado da prática mediúnica é mais sério, porquanto, em face de sua sensibilidade, ele sofre um impacto maior, com repercussões negativas em seu psiquismo.

12 – E se o médium, não obstante afastado da prática mediúnica, for uma pessoa de boa índole, caridosa, afável, bem sintonizada?

Com semelhante comportamento poderá manter relativa estabilidade, mas é preciso considerar que a mediunidade não é um acidente biológico. Ninguém nasce médium por acaso. Há compromissos que lhe são inerentes.

13 – O médium vem programado para essa tarefa…

Sim. Trata-se de um compromisso assumido na espiritualidade. Há um investimento no candidato à mediunidade, relacionado com estudos, planejamento, adequação do corpo. Tudo isso envolve diligentes cuidados dos mentores espirituais. Imaginemos uma empresa investindo na preparação de um funcionário para determinada função. Depois de tudo, será razoável ele dizer que não está interessado?

14- Mas não é contraproducente o médium participar de trabalhos mediúnicos como quem cumpre uma obrigação ou um contrato preestabelecido, temendo sanções?

As sanções serão de sua própria consciência, que lhe cobrará, mais cedo ou mais tarde, pela omissão. Para evitar essa situação é que os médiuns devem estudar a Doutrina, participando de estudos e lendo a respeito da mediunidade, a Doutrina Espírita é a melhor opção para conhecer sobre a mediunidade, mas esta deve ser direcionada pelo Pai ou Mãe no Santo, assim estará assimilando conhecimento e podendo debater a respeito.

15 – E se há impedimentos ponderáveis? Filhos a cuidar, cônjuge difícil, profissão, saúde…

Eventualmente isso pode acontecer, por algum tempo. O problema maior, entretanto, está no próprio médium que, geralmente, tenta justificar a sua omissão. Altamente improvável que a espiritualidade lhe outorgasse a mediunidade, sem dar-lhe condições para exercê-la.

16 – E quando a participação do médium gera conturbações no lar, a partir de um posicionamento intransigente do consorte?

Lamentável o casamento em que marido ou mulher pretende criar embaraços à atividade religiosa do cônjuge. É inconcebível! Onde ficam o diálogo, a compreensão, o respeito às convicções alheias? De qualquer forma, embora tal situação possa justificar a ausência do médium, não o eximirá dos problemas inerentes à mediunidade não exercitada.

17 – É difícil encontrar pessoas que guardam perfeita estabilidade emocional e física. Tem algo a ver com a sensibilidade mediúnica?

Tem tudo a ver. Vivemos mergulhados num oceano de vibrações mentais, emitidas por Espíritos encarnados e desencarnados. Assim como podemos ser contaminados por vírus e bactérias, também sofremos contaminações espirituais que geram alterações em nossos estados de ânimo.

18 – Isso explica por que as pessoas tendem a ficar deprimidas num velório e felizes num casamento?

Sem dúvida. O ambiente e as situações exercem grande influência. Lembro-me da morte de Aírton Senna. Provocou imensa comoção popular, até naqueles que não acompanhavam suas proezas no automobilismo. A emoção se expande e pode envolver multidões.

19 – Explica, também, as atrocidades cometidas por soldados, numa guerra?

A guerra produz lamentáveis epidemias de maldade, em face de nossa inferioridade. A crueldade tem livre acesso em corações ainda dominados pelos impulsos instintivos da animalidade. Propaga-se com a rapidez de um rastilho de pólvora.

20 – No lar parece acontecer algo semelhante, quando as pessoas perdem o controle e se agridem com gritos e palavrões, descendo não raro à agressão física…

Em nenhum outro lugar demonstramos com maior propriedade nossa inferioridade. No lar rompe-se o verniz social. As pessoas mostram o que são. Como não há santos na Terra, conturba-se o ambiente, favorecendo contaminações de agressividade, que envolvem os membros da casa.

21 – Como evitar isso?

É preciso desenvolver e fortalecer defesas espirituais, elevando nosso padrão vibratório, sintonizando numa freqüência que nos coloque acima das perturbações do ambiente.

22 – Como funciona essa questão da sintonia?

Tomemos, por exemplo, as ondas hertzianas, nas transmissões radiofônicas. Elas se expandem dentro de freqüência específica. Para ouvir determinada emissora giramos o dial e a sintonizamos. Nossa mente é um poderoso emissor e receptor de vibrações e tendemos a sintonizar com multidões que se afinam mentalmente conosco.

23 – Que providências devemos tomar para uma sintonia saudável?

Consideremos, em princípio, que ela é determinada pela natureza de nossos pensamentos. Lembrando o velho ditado “dize-me com quem andas e te direi quem és “, podemos afirmar “dize-me a natureza de teus pensamentos e te direi que influências irás assimilar”.

24 – Isso significa que equilíbrio e desequilíbrio, paz ou inquietação, alegria ou tristeza, agressividade ou mansuetude, dependem, essencialmente, de nós?

Exatamente. Embora nossos problemas físicos e psíquicos possam ser amplificados por influências ambientes, a origem deles está em nossa maneira de pensar e agir. Se quisermos o Bem em nossa vida, é fundamental que pensemos e realizemos o Bem.

25 – Que livros você indicaria para um iniciante?

É preciso levar em consideração a cultura e a familiaridade da pessoa com a literatura. Se for alguém habituado, com facilidade de concentração, deve ler, inicialmente, O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns e O Evangelho Segundo o Espiritismo. 

Nessas três obras de Allan Kardec, temos, na mesma ordem, o tríplice aspecto do Espiritismo: Filosofia, Ciência e Religião, estes nasceram não para a Religião Espiritismo e sim para todos que crêem na existência dos espíritos, mas para aceitação inicial da espiritualidade e conhecimento especifico dentro da Umbanda.

Cabe ao iniciante conhecer Tambores de Angola, Aruanda de Robson Pinheiros, nos dá uma noção da Umbanda no Astral Superior, não esquecendo de forma alguma informar ao seu Pai ou Mãe no Santo, sobre seus estudos, pois este estará disposto a lhe responder futuras dúvidas a respeito de seu estudo, infelizmente a Umbanda ainda não existe um livro que possamos pegá-lo como base de estudo para todos, pois a verdade dos Terreiros de Umbanda é que cada Casa atribui sua Doutrina e esta deve ser respeitada pelo iniciante, damos sempre como base a Doutrina Espírita, pois a mesma nasceu para ensinar a todos sobre a Espiritualidade.

26 – O que é o animismo?

Na prática mediúnica é algo da alma do próprio médium, interferindo no intercâmbio. Kardec empregou o termo sonambulismo, explicando, em Obras Póstumas, quando trata da manifestação dos Espíritos, item 46: O sonâmbulo age sob a influência do seu próprio Espírito; sua própria alma é que, em momentos de emancipação, vê, ouve e percebe além dos limites dos sentidos. O que ele exprime, haure-o de si mesmo…

27 – O animismo está sempre presente nas manifestações?

O médium não é um telefone. Ele capta o fluxo mental da entidade e o transmite, utilizando-se de seus próprios recursos. Sempre haverá algo dele mesmo, principalmente se for iniciante, com dificuldade para distinguir entre o que é seu e o que vem do Espírito.

28 – Existe um percentual envolvendo o animismo na comunicação? Digamos, algo como quarenta por cento do médium e sessenta por cento do Espírito?

Se o animismo faz parte do processo mediúnico, sempre haverá um porcentual a ser considerado, não fixo, mas variável, envolvendo o grau de desenvolvimento do médium. Geralmente os iniciantes colocam mais de si mesmos na comunicação. Quando experientes, tendem a interferir menos.

29 – Pode ocorrer uma manifestação essencialmente anímica, sem que o próprio médium perceba?

É comum acontecer, quando está sob tensão nervosa, em dificuldade para lidar com determinados problemas de ordem particular. As emoções tendem a interferir e ele acaba transmitindo algo de suas próprias angústias, em suposta manifestação.

30 – Seria uma mistificação?

Não, porque não há intencionalidade. O médium não está tentando enganar ninguém. É vítima de seus próprios desajustes e nem mesmo tem consciência do que está acontecendo.

31 – E o que deve fazer o Pai/Mãe no Santo quando percebe que um Filho no Santo está entrando nessa faixa?

É preciso cuidado. O Pai/Mãe no Santo menos avisado pode enxergar animismo onde não existe. 

Se a experiência lhe disser que realmente está acontecendo, deve conversar com o médium, em particular, saber de seus problemas e encaminhá-lo às giras de desenvolvimento e ou tratamento espiritual. 

Toda a atenção dos Pais/Mães no Santo devem ser direcionada a este Filho e estar atento a esta mediunidade, é comum percebermos que pela ignorância (do saber) é mais fácil deixá-lo de lado, ou ainda excluí-lo do corpo mediúnico, muitas das vezes estes são execrados dos Terreiros, não por ser um animista e sim pelo desconhecimento do Pai/Mãe no Santo sobre o assunto. 

Se persistir o problema, o médium deve ser orientado a participar das giras como suporte, auxiliando nos trabalhos.

32 – Quando é que o Pai/Mãe no Santo deve preocupar-se com o animismo?

Quando ocorre a manifestação de um espírito que se diz orientador. É preciso passar o que diz pelo crivo da razão, distinguindo não apenas um possível animismo, mas, também, uma mistificação do Espírito comunicante.

33 – O médium que se sinta enfermo deve resguardar-se, deixando de comparecer à gira?

Depende do tipo de problema que esteja enfrentando. Se fortemente gripado, febril, é conveniente que se ausente, resguardando também os irmãos, que podem contrair seu mal. Mas há sintomas físicos e psíquicos que apenas revelam a proximidade de Espírito sofredor, não raro trazido pelos mentores espirituais para um contato inicial, a favorecer a manifestação.

34 – Nesse caso, mesmo não se sentindo bem, o médium deve comparecer?

Sim, porque o que está sentindo é parte de seu trabalho, exprimindo as angústias e sensações do Espírito, relacionadas com a doença ou os problemas que enfrentou na vida física.

35 – Isso significa que uma dor na perna, por exemplo, pode ter origem espiritual?

É comum. Acontece principalmente com o médium que tem sensibilidade mais dilatada. Ao transmitir a manifestação de um Espírito que desencarnou por problema circulatório, cuja perna gangrenou, tenderá a sentir dor semelhante, não raro antes da reunião, devido à aproximação da entidade.

36 – Ocorre o mesmo em relação às emoções?

É freqüente. Sintonizado com o Espírito, o médium capta o que vai em seu íntimo. Se a entidade sente-se atormentada, aflita, tensa, nervosa ou angustiada, experimentará algo dessas emoções.

37 – E se o médium, imaginando que esses sintomas físicos e emocionais estão relacionados com seus próprios problemas, decide não comparecer à reunião?

Se alguém nos confia um doente para levá-lo ao hospital, e decidimos instalá-lo em nossa casa, assumiremos o ônus de cuidar dele. Certamente nos dará muito trabalho, principalmente se for um doente mental.

38 – É possível que essa ligação com entidades perturbadas ocorra independentemente da iniciativa dos mentores espirituais?

É o que mais acontece. Vivemos rodeados por Espíritos destrambelhados, sem nenhuma noção da vida espiritual, que se agarram aos homens, como náufragos numa tábua de salvação. Nem é necessário ter mediunidade ostensiva. Todos estamos sujeitos a sofrer essa influência.

39 – Digamos que o médium receba influência dessa natureza na segunda-feira e só comparecerá ao Terreiro no sábado. Sofrerá durante a semana toda?

Com a experiência e a dedicação ao estudo ele aprenderá a lidar com esse problema, cultivando a oração e dialogando intimamente com a entidade que, com o concurso de mentores espirituais, será amparada.

40 – Devemos informar a esse respeito pessoas que procuram o Terreiro, perturbadas por tais aproximações?

É preciso cuidado. Pessoas suscetíveis, que guardam idéias equivocadas, relacionadas com influências demoníacas, podem apavorar-se. Nunca mais porão os pés no Terreiro.

Adaptações: Alex de Oxóssi
Retirado do Livro: MEDIUNIDADE – TUDO O QUE VOCÊ PRECISA SABER RICHARD SIMONETTI