domingo, 3 de junho de 2012

FALANDO SOBRE MEDIUNIDADE - PARTE 12

DESENVOLVIMENTO MEDIÚNICO Fonte: Instituto de Difusão Espírita de Juiz de Fora-MG 

Segundo Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, no seu Pequeno Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa, desenvolver significa: tirar invólucro, expor minuciosamente, progredir, alargar, instruir-se. E desenvolvimento é o ato ou efeito de desenvolver. 

Desenvolvimento Mediúnico é o ato de fazer crescer, progredir, expor a faculdade que permite aos homens comunicarem-se com os Espíritos. Se nós falamos somente em desenvolvimento mediúnico e não em “criar” mediunidade ou médiuns, é, certamente porque esta faculdade não se cria numa determinada pessoa que não a possua. A mediunidade é uma faculdade tão natural no homem quanto qualquer outro dos cinco sentidos habituais (visão, audição, olfato, tato e paladar). Tomemos o paladar para exemplo. 

Ninguém inventa faculdade inata, pronta para ser utilizada, como que programada por milênios e milênios de existências anteriores, documentada na nossa memória espiritual. É preciso, contudo, em cada existência que se reinicia, reaprender a utilizá-lo adequadamente para selecionar alimentos, definir preferências ou recusar substâncias prejudiciais. Assim também é a mediunidade um atributo físico do homem. 

Os Espíritos afirmam a Kardec [LM-it 226]: "A faculdade mediúnica se radica no organismo". O médium já nasce médium. Cabe-nos portanto, se possuidores da faculdade mediúnica, nos esforçarmos por exercê-la com devotamento e humildade. 

Por que desenvolver a mediunidade?

De posse destes conceitos, forma-se uma nova dúvida em nossa mente: Por que desenvolver a mediunidade? Presença de mediunidade significa necessidade de trabalho na Seara Espírita? Nós sabemos que na Terra estamos rodeados por Espíritos desencarnados que a todo instante, através do pensamento, nos influenciam e são influenciados por nós. Sendo os médiuns, por características próprias de seu corpo físico, indivíduos mais sensíveis, captam com maior facilidade a influência dos Espíritos, podendo sofrer, às vezes, conseqüências desagradáveis em decorrência de possuir em uma faculdade que não conhecem e não dominam. Além disso, nós sabemos que da faculdade mediúnica podem dispor se bons e maus Espíritos, podendo no caso dos maus, levarem o médium ao desequilíbrio. 

O Espírito da Verdade afirma [LM-cap 31 it 15]: "...Todos os médiuns são incontestavelmente chamados a servir à causa do Espiritismo, na medida da sua faculdade..." 

Em [Nos Domínios da Mediunidade] ouvimos as seguintes afirmativas do Espírito Albério (instrutor de André Luiz): 

"Mediunidade, por si só não basta. É necessário sabermos que tipo de onda mental assimilamos, para conhecer a qualidade do nosso trabalho e julgar nossa direção. É perigoso possuir sem saber usar." 

Assim, é a mediunidade uma faculdade inerente à própria vida, sendo semelhante ao dom da visão comum, peculiar a todas as criaturas, responsável por tantas glórias e por tantos infortúnios na Terra. Entretanto, ninguém se lembrará de suprimir os olhos, porque milhões de pessoas, em face das circunstâncias imponderáveis da evolução, tenham se servido dos olhos para perseguir e matar nas guerras de terror e destruição. É necessário iluminá-los, orientá-los, esclarecê-los. 

Etapas do Desenvolvimento Mediúnico:

A mediunidade não requisitará desenvolvimento indiscriminado, mas, antes de tudo, aprimoramento da personalidade mediúnica e nobreza de fins, para que o médium possa tornar-se um filtro leal das Esferas Superiores com vistas à ascensão da Humanidade para o Progresso. 

Mas então, como proceder ao desenvolvimento mediúnico? Allan Kardec e vários benfeitores espirituais nos orientam que, no desenvolvimento mediúnico, temos de vencer três etapas: intelectual – material moral. 

a) Etapa Intelectual: é representada pela necessidade do estudo.
Kardec afirma: "...O estudo preliminar da teoria é indispensável, se quisermos evitar inconvenientes inseparáveis da inexperiência." [LM-it 211] 
O estudo da faculdade mediúnica e o conhecimento da Doutrina Espírita são bases essenciais e indispensáveis. 

b) Etapa Material: é o adestramento, uma forma de treinamento da faculdade mediúnica, uma familiarização com as técnicas envolvidas no processo da mediunidade. 

"Na verdade, até hoje, não existe sinal ou diagnóstico infalível para se chegar à conclusão que alguém possua essa faculdade; os sinais físicos nos quais algumas pessoas julgam ver indícios, nada tem de infalíveis. Ela se encontra, nas crianças e nos velhos, entre homens e mulheres, quaisquer que sejam o temperamento, o estado de saúde, o grau de desenvolvimento intelectual e moral. Não há senão um meio para lhes contatar a existência que é o experimentar." [LM-cap 17 it 200] 

Esta experimentação deve ser: perseverante, assídua, séria, em grupo, local adequado, sob orientação experiente, desprovida de concionamentos. O candidato a médium deve ter persistência, exercitando-se para as comunicações em dias e horários certos da semana, pré-estabelecidos, de preferência em grupo.

Kardec nos orienta [LM-it 207] que a reunião de pessoas com intenção semelhante forma um todo coletivo onde a força e a sensibilidade se encontram aumentadas por uma espécie de influência magnética que ajuda o desenvolvimento da faculdade. 

A reunião deste grupo deve ser sob a direção de pessoas experientes, conhecedoras da Doutrina Espírita e do fenômeno mediúnico. Esta reunião deve ser também feita, de preferência em local apropriado, isto é, no Centro Espírita, onde estaremos sob o amparo e a orientação de Espíritos Bons, que são responsáveis pelos trabalhos mediúnicos da Casa. Além disto, todo Centro Espírita tem como que um isolamento magnético que nos protege espiritualmente durante os trabalhos mediúnicos. 

É simples compreendermos, pois na Terra acontece o mesmo. Um acadêmico de Medicina inicia seu treinamento aos doentes num Hospital e sob a supervisão de um médico experiente para evitar desastres. Se for uma cirurgia será necessário um cuidado ainda maior - um centro cirúrgico. 

O candidato a médium não deve desistir se, após 2, 3 ou 10 tentativas de comunicação com os Espíritos não obtiver qualquer resultado ou qualquer indício de comunicação. Como vimos, existem obstáculos de correntes da própria organização mediúnica em desabrochamento, impedimentos materiais e psíquicos que, só com o tempo e a dedicação serão contornados. 

Quanto ao médium que já controla bem sua faculdade, que permite aos Espíritos se comunicarem com facilidade, que seja, em uma palavra, um “médium feito”, seria um erro de sua parte, nos assevera Kardec [LM 216] crer-se dispensado de qualquer outra instrução. Não venceu senão uma resistência material, e é agora que começa para ele o verdadeiro desafio, as verdadeiras dificuldades: vencer a terceira etapa - a moral. 

c) Etapa Moral: Allan Kardec define como espírita-cristão ou verdadeiro espírita, aquele que não se contenta em admirar a moral espírita, mas a pratica e aceita todas as suas conseqüências. Convencido de que a existência terrena é uma prova passageira, aproveita todos os instantes para avançar no caminho do Progresso, esforçando-se em fazer o bem e anular seus maus pensamentos. A caridade em todas as coisas é a regra de sua conduta. 

Sob o ponto de vista espírita, a mediunidade é uma iniciação religiosa das mais sérias, é um mandato que nos é oferecido pela Espiritualidade Superior a fim de ser fielmente desempenhada. Desta forma, o aspirante à mediunidade - Luz da Doutrina Espírita - deve partir da conscientização de seus ensinamentos e esforçar-se, desde o início de seu aprendizado, por ser um espírita-cristão. Isto significa trabalha incessantemente por nossa reforma moral. 

Somente nossa evolução moral, nossa melhora e nosso crescimento para o Bem poderão garantir-nos o assessoramento dos bons Espíritos e o exercício seguro da mediunidade, por nossa sintonia com o Bem. E esta não é uma tarefa fácil, pois o que mais temos dentro de nós são sensações e experiências negativas e deformadas trazidas do passado. Por isso para nós ainda é mais fácil e cômodo, sintonizar com as atitudes negativas do que com as positivas. 

E como faremos? Como nos livrarmos de condicionamentos inferiores? Carregamos séculos de erros e alguns anos de boas intenções. É claro que não podemos mudar sem esforço, temos que trabalhar duro nesta reforma moral, que só nós saberemos identificar e sentir porque estará marcada em nosso íntimo. Trabalhemos com exercícios diários e constantes no bem, meditando e orando muito. Jesus, o Médium por Excelência, sintonizava constantemente com Deus, no entanto, após a convivência com o povo, sempre se afastava para orar e meditar em silêncio e solidão. 

A diferença de um bom médium e um médium desajustado, não está na mediunidade, mas no caráter de um e de outro; na formação moral está a base de todo desenvolvimento mediúnico. Alguns cuidados devem ser tomados por todos aqueles que aspiram ao desenvolvimento mediúnico: 

* Culto do Evangelho no Lar: ele proporciona a renovação do clima espiritual do lar sob as luzes do Evangelho Redivivo, porque o lar é a usina maior de energia de que somos carentes, é onde compensamos nossa vibrações psíquicas em reajustamento. 

* Culto de Assistência: rompimento com o egoísmo, interessando nos pelo próximo, auxiliando-o sempre em todas as ocasiões, usando ao máximo nossa capacidade de servir desinteressadamente. Participação em atividades como: campanha do quilo, distribuição de alimentos, visita aos enfermos, idosos e creches, grupos de costura, evangelização, etc. 

* Freqüência ao Centro Espírita: nas reuniões públicas e outras atividades oferecidas pelas Casas Espíritas. Aprenderemos a viver em grupos Humanos que nos permitirão o exercício da humildade. Evitemos as sessões mediúnicas nos lares; organização espiritual não se improvisa. 

* Estudo Coletivo: reunidos aos companheiros para o estudo das obras espíritas, evitemos as falsas interpretações. Assimilando as experiências de companheiros, estaremos alongando nossa visão e nossa percepção dos conteúdos espíritas; o que se torna mais difícil numa leitura solitária. 

* Reforma Íntima: revisão e reconstrução de nossos atos e hábitos, permutando vícios por virtudes legitimamente cristãs que são as únicas que sobreviverão eternamente. 

Como nos diz o instrutor Albério: "... elevemos nosso padrão de conhecimento pelo estudo bem conduzido e apuremos a qualidade de nossa emoção pelo exercício constante das virtudes superiores..." 

Dentro destes critérios de desenvolvimento da mediunidade, mesmo que nenhuma faculdade venha a desabrochar, tenhamos a certeza que estaremos desenvolvendo-nos espiritualmente e capacitando-nos para o exercício da mediunidade com Jesus. 

CVDEE – Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo

FALANDO SOBRE MEDIUNIDADE - PARTE 11

Exercício Prático Mediúnico  


06. ESCRITA DIRETA PROCEDIMENTO: 

01 - suspender um lápis, por meio de um fio pendente do teto sobre a mesa, em que esteja colocada uma folha de papel; fazer a evocação, colocando levemente as mãos sobre a mesa; 
02 - pode-se, também, colocar um pedaço de ardósia (pedra de lousa) entre duas lousas sobrepostas e completamente ligadas à outra, de modo que ninguém lhe possa tocar. 



EXERCÍCIO PARA CASA:

01 - Não há.
07. PSICOFONIA PROCEDIMENTO:
01 - propor um tema e pedir para os alunos se expressarem; 
02 - propor um tema, proceder ao preparo mediúnico e deixar os Espíritos se manifestarem; 
03 - fazer o preparo mediúnico e deixar o espaço livre para as manifestações dos Espíritos; 
04 - escolher um tema e deixar os alunos se expressarem livremente; depois, com o mesmo tema, proceder ao preparo mediúnico; 
05 - numa mesma reunião, faz-se o preparo mediúnico, dando vez primeiro aos Espíritos necessitados e, depois, aos mentores. 



EXERCÍCIO PARA CASA: 
01 - não há. 


08. VOZ DIRETA PROCEDIMENTO: 

01 - utilize-se de uma trombeta ou corneta de alumínio, o mais leve possível.

EXERCÍCIO PARA CASA: 
01 - não há


09. VIDÊNCIA E AUDIÊNCIA PROCEDIMENTO: 

01 - utilizar cartões com cores, números ou letras; 
02 - mentalizar as flores de um jardim; 
03 - solicitar aos amigos espirituais que projetem "imagens ou idéias". Esperar um pouco e verificar quem as captou. 
04 - solicitar aos Espíritos a projeção de "sons e vozes". Esperar um pouco e verificar quem as captou. 


EXERCÍCIO PARA CASA: 

01 - prestar atenção aos objetos do quarto de dormir, da sala, da cozinha etc. 
02 - ouvir música e distinguir os diversos instrumentos musicais. 

EXERCÍCIO PRÁTICO MEDIÚNICO  


10. CLARIVIDÊNCIA E CLARIAUDIÊNCIA PROCEDIMENTO:

01 - projetar cartas zener, cartões com cores, números ou letras como se fosse uma máquina, isto é, não olhar a imagem a ser transmitida; 
02 - propor ao aluno que perceba os sons projetados no ambiente. 

EXERCÍCIO PARA CASA: 

01 - desenhar alguma forma geométrica, como um círculo, um quadrado ou um triângulo; depois, tentar construi-la "na mente"; 
02 - ouvir música e distinguir os sons dos instrumentos musicais.

11. DESDOBRAMENTO PROCEDIMENTO: 
01 - preparo do ambiente e do médium; 
02 - propor ao aluno deslocar-se até o teto da sala; 
03 - deixar algum objeto em outra sala, pedir para os alunos se deslocarem até lá e descreverem o que viram; 
04 - pode-se, também, deixar um livro aberto, dentro ou fora da sala de aula; depois , verificar quem conseguiu ler o texto. 

EXERCÍCIO PARA CASA: 

01
- ao deitar-se, procurar se deslocar mentalmente até o teto do quarto.

12. PSICOMETRIA PROCEDIMENTO: 

01 - ter em mãos objetos antigos; 
02 - depois do preparo mediúnico, passar o objeto de mão em mão, a fim de que os alunos captem suas radiações; 
03 - apertar a mão e abraçar uma pessoa, a fim de lhe captar as vibrações; 
04 - usar ficha de colégio. 


EXERCÍCIO PARA CASA: 

01
- prestar atenção ao apertar a mão de alguém.

13. DOAÇÃO DE FLUIDOS PROCEDIMENTO: 

01 - pelo olhar: dirigi-lo docemente para a parte do corpo que se quer curar; 
02 - pelo toque: um aperto de mão, um abraço e a colacação das mãos no lugar afetado; 
03 - pela imposição de mãos: o operador fará imposições de mãos, à distância do corpo físico, projetando os fluidos salutares na parte requerida pelo receptor. 

EXERCÍCIO PARA CASA: 

01
- olhar serenamente as pessoas;
02 - tomar consciência de como se aperta as mãos dos outros.

INDICAÇÃO BIBLIOGRÁFICA


RELAXAMENTO
01
- C.E.I., Apostila sobre Concentração.

CONCENTRAÇÃO
01
- C.E.I.. Apostila sobre Concentração.
02 - C.E.I.. Apostila do 2.º Ano do Curso de Educação Mediúnica.
03 - NUNES, O.. Controle da Mente ON. Editora Hemus.
04 - SWANANDA, S.. Concentração e Meditação. Ed. Pensamento.
05 - SADHU, M.. Concentração. Ed. Pensamento.

FASES DO TRANSE MEDIÚNICO
01
- ARMOND, E.. Desenvolvimento Mediúnico Prático. Ed. Aliança.

TELEPATIA
01
- ANDRADE, H.G.. Parapsicologia Experimental.
02 - PIRES, J.H.. Parapsicologia - Hoje e Amanhã.
03 - NESTLER, V.. A Telepatia . Coleção Esfinge, Ed. 70.
04 - BUTLER, W.E.. Introdução à Telepatia. Ed. Restrito ouro.

PSICOGRAFIA
01
- KARDEC, A.. O Livro dos Médiuns. Cap.XIII e XIV.
02 - PEREIRA, Y.A.. Recordações da Mediunidade.

ESCRITA DIRETA
01
- KARDEC, A.. O Livro dos Médiuns.
02 - BODIER, P.. Como Desenvolver a Mediunidade. Ed. Eco.
03 - MONTALEGRE, E.. A Arte de Evocar os Espíritos. Livraria Teixeira.

PSICOFONIA
01
- XAVIER, F.C.. Nos Domínios da Mediunidade, pelo Espírito André Luiz.
02 - ARMOND, E.. Mediunidade.
03 - DENIS, L.. Espíritos e Médiuns.
04 - DENIS, L.. No Invisível.
05 - MIRANDA, H.C.. Diálogo com as Sombras.
06 - MIRANDA, H.C.. Diversidade dos Carismas.
07 - SCHUBERT, S.C.. Obsessão e Desobsessão.

VOZ DIRETA
01
- KARDEC, A.. O Livro dos Médiuns.
02 - BODIER, P.. Como Desenvolver a Mediunidade. Ed. Eco.

VIDÊNCIA E AUDIÊNCIA
01
- KARDEC, A.. O Livro dos Médiuns.
02 - LEADBEATER, Clarividência. Ed. Pensamento.
03 - BAKER, Dr.D.. Abertura da 3.ª Visão. Ed. Ouro.

CLARIVIDÊNCIA E CLARIAUDIÊNCIA
01
- BUTLER, W. E.. Como Desenvolver a Clarividência. Ed. Hemus
02 - ANDRADE, H.G.. Parapsicologia Experimental.

DESDOBRAMENTO
01
- XAVIER, F.C.. Nos Domínios da Mediunidade, pelo Espírito André Luiz.
02 - BOZZANO, E.. Fenômeno de Bilocação - Desdobramento.

PSICOMETRIA
01
- XAVIER, F.C., Nos Domínios da Mediunidade, pelo Espírito André Luiz.
02 - BOZZANO, E.. Enigma da Psicometria.

DOAÇÃO DE FLUIDOS
01
- MICHAELUS, Magnetismo Espiritual. Ed. FEB.
02 - GORDON, R.. A Cura pelas Mãos. Ed. Pensamento.
03 - SHERWOOD, K.. A Arte da Cura Espiritual. Ed. Pensamento.
04 - BRENAM, B.A., Mãos de Luz. sbg dezembro de 1995.

CENTRO ESPÍRITA "ISMAEL" DEPARTAMENTO DE ENSINO DOUTRINÁRIO
AV. HENRI JANOR, 141, JAÇANÃ -SP

TELEFONE: 2242-6747

FALANDO SOBRE MEDIUNIDADE - PARTE 10



Mediunidade Autor: Emmanuel (espírito) / psicografia de Chico Xavier 

PREFÁCIO

Acena-nos a antiguidade terrestre com brilhantes manifestações mediúnicas, a repontarem da história. Discípulos de Sócrates referem-se, com admiração e respeito, ao amigo invisível que o acompanhava constantemente. 

Reporta-se Plutarco ao encontro de Bruto, certa noite, com um de seus perseguidores desencarnados, a visitá-lo, em pleno campo. Em Roma, no templo de Minerva, Pausânias, ali condenado a morrer de fome, passou a viver, em Espírito, monoideizado na revolta em que se alucinava, aparecendo e desaparecendo aos olhos de circunstantes assombrados, durante largo tempo. 

Sabe-se que Nero, nos últimos dias de seu reinado, viu-se fora do corpo carnal, junto de Agripina e de Otávia,sua genitora e esposa,ambas assassinadas por sua ordem,a lhe pressagiarem a queda no abismo. 

Os Espíritos vingativos em torno de Calígula eram tantos que, depois de lhe enterrarem os restos nos jardins de Lâmia,eram ali vistos,freqüentemente,até que lhe exumaram os despojos para a incineração. Todavia, onde a mediunidade atinge culminâncias é justamente no Cristianismo nascituro. 

Toda passagem do Mestre inesquecível, entre os homens, é um cântico de luz e amor, externando-lhe a condição de Medianeiro da Sabedoria Divina. E,continuando-lhe o ministério,os apóstolos que se lhe mantiveram leais converteram-se em médiuns notáveis,no dia de Pentecostes (2),quando,associadas as suas forças,por se acharem “todos reunidos”,os emissários espirituais do Senhor,através deles,produziram fenômenos físicos em grande cópia,como sinais luminosos e vozes diretas,inclusive fatos de psicofonia e xenoglossia,em que os ensinamentos do Evangelho foram ditados em várias línguas, simultâneamente, para os israelitas de procedências diversas. 

Desde então, os eventos mediúnicos para eles se tornaram habituais. Espíritos materializados libertavam-nos da prisão injusta (3). O magnetismo curativo era vastamente praticado pelo olhar (4) e pela imposição das mãos (5). Espíritos sofredores eram retirados de pobres obsessos, aos quais vampirizavam (6). Um homem objetivo e teimoso, quanto Saulo de Tarso, desenvolve a clarividência, de um momento para o outro, vê o próprio Cristo, às portas de Damasco, e lhe recolhe as instruções (7). 

E porque Saulo, embora corajoso, experimente enorme abalo moral, Jesus condoído, procura Ananias, médium clarividente na aludida cidade, e pede-lhe socorro para o companheiro que encetava a tarefa (8). 

Não sòmente na casa dos apóstolos em Jerusalém mensageiros espirituais prestam contínua assistência aos semeadores do Evangelho; igualmente no lar dos cristãos, em Antióquia,a mediunidade presta serviços valiosos e incessantes.Dentre os médiuns aí reunidos, um deles, de nome Agabo (9), incorpora um espírito benfeitor que realiza importante premonição.E nessa mesma igreja, vários instrumentos medianímicos aglutinados favorecem a produção da voz direta, consignando expressiva incumbência a Paulo e Barnabé (10). 

Em Tróade, o apóstolo da gentilidade recebe a visita de um varão, em Espírito, a pedir-lhe concurso fraterno (11). E, tanto quanto acontece hoje, os médiuns de ontem, apesar de guardarem consigo a Bênção Divina, experimentavam injustiça e perseguição.Quase por toda parte, padeciam inquéritos e sarcasmos, vilipêndios e tentações. 

Logo no início das atividades mediúnicas que lhe dizem respeito, vêem-se Pedro e João segregados no cárcere.Estêvão é lapidado.Tiago, o filho de Zebedeu,é morto a golpes de espada.Paulo de Tarso é preso e açoitado várias vezes. 

A mediunidade, que prossegue fulgindo entre os mártires cristãos,sacrificados nas festas circenses,não se eclipsa,ainda mesmo quando o ensinamento de Jesus passa a sofrer estagnação por impositivos de ordem política.Apenas há alguns séculos,vimos Francisco de Assis exalçando-a em luminosos acontecimentos;Lutero transitando entre visões;Teresa d’Ávila em admiráveis desdobramentos;José de Copertino levitando ante a espantada observação do papa Urbano VIII,e Swedenborg recolhendo,afastado do corpo físico,anotações de vários planos espirituais que ele próprio filtra para o conhecimento humano,segundo as concepções de sua época. 

Compreendemos, assim, a validade permanente do esforço de André Luiz, que, servindo-se de estudos e conclusões de conceituados cientistas terrenos, tenta,também aqui (12), colaborar na elucidação dos problemas da mediunidade,cada vez mais inquietantes na vida conturbada do mundo moderno. 

Sem recomendar, de modo algum, a prática do hipnotismo em nossos templos espíritas, a ele recorre, de escantilhão,para fazer mais amplamente compreendidos os múltiplos fenômenos da conjugação de ondas mentais,além de com isso demonstrar que a força magnética é simples agente,sem ser a causa das ocorrências medianímicas, nascidas, invariavelmente, de espírito para espírito. 

Em nosso campo de ação, temos livros que consolam e restauram, medicam e alimentam, tanto quanto aqueles que propõem e concluem, argumentam e esclarecem. 

Nesse critério, surpreendemos aqui um livro que estuda. 
Meditemos, pois, sobre suas páginas. 

EMMANUEL

FALANDO SOBRE MEDIUNIDADE - PARTE 9

Exercício Prático Mediúnico 

03. FASES DO TRANSE MEDIÚNICO PROCEDIMENTO: 

depois do relaxamento e da concentração, propor ao aluno: 
01 - percepção dos fluidos, projetados pelos Espíritos; 
02 - aproximação da entidade espiritual; 
03 - contato perispiritual; 
04 - Envolvimento do Espírito comunicante; 
05 - manifestação mediúnica. 

EXERCÍCIO PARA CASA: 

01 - tomar consciência dos fluidos existentes em nossa residência; 
02 - verificar o tipo de fluido que envolve certas pessoas; 
03 - captar o fluido de certos objetos: relógio, pulseira, etc. 


04. TELEPATIA PROCEDIMENTO: 

01 - projetar cartas Zener, cartões com cores, flores ou números; 
02 - pode-se, se quiser, utilizar uma "tela branca"; 
03 - anotar a dificuldade de alguém, colocar no centro do grupo e pedir para que se detecte o problema ali exposto. 

EXERCÍCIO PARA CASA: 


01 - olha-se atentamente um objeto, observando-lhe todos os pormenores; depois, fechando os olhos, procura-se reconstitui-lo mentalmente, com a maior precisão possível. 

05. PSICOGRAFIA PROCEDIMENTO: 

01 - nos primeiros exercícios, segurar levemente o lápis; 
02 - propor um tema e pedir para os alunos escreverem; depois, exercitar o mesmo tema com preparo mediúnico; 
03 - propor um tema, proceder ao preparo mediúnico e aguardar as manifestações; 
04 - fazer o preparo mediúnico e deixar o espaço livre para as manifestações; 
05 - ler uma mensagem, fazer o preparo mediúnico e espera as comunicações dos alunos. 

EXERCÍCIO PARA CASA: 

01 - escolher um tema, fazer o preparo e esperar a manifestação; 
02 - exercitar-se sempre no mesmo horário. 


CENTRO ESPÍRITA "ISMAEL" DEPARTAMENTO DE ENSINO DOUTRINÁRIO 
AV. HENRI JANOR, 141, JAÇANÃ -SP 
TELEFONE: 2242-6747 
APOSTILA EXERCÍCIO PRÁTICO MEDIÚNICO 
(TIPOS, SUBSÍDIOS E BIBLIOGRAFIA) 
(org. por Sérgio Biagi Gregório)

sexta-feira, 1 de junho de 2012

FALANDO SOBRE MEDIUNIDADE - PARTE 8

Mediunidade Autor: EDGARD AEMOND 


1. PERCEBENDO o DUPLO, a AURA e os CHACRAS 


No livro O Passe, Jacob Melo chama de tato-magnético ou registro psicotátil a  
capacidade do médium de, pesquisando a aura de outra pessoa, sentir e registrar, por diferença de vibração, as emanações fluídicas do seu perispírito. Diz ele que, “em linha geral, consiste no “tato-sem-tato” do médium sobre o corpo do paciente, normalmente com as mãos, a uma distância relativamente curta, sobre o que se convencionou chamar de “limites externos da alma”, o que, em média, dá um afastamento de uns 5 a 14 cm. 

“Como se faz? – Simples. Tal como no passe longitudinal, passa-se as mãos por sobre o paciente, lentamente, numa média de 15 a 25 segundos da cabeça aos pés, e, em vez de, mentalmente, liberar fluidos para o corpo daquele, aguça-se a sensibilidade magnética para perceber, pelas vibrações fluídicas, as emanações que o corpo físico e o perispiritual emitem.” 

“...alguns médiuns, em vez de sentirem os fluidos que vêm do paciente, fazem do corpo do paciente um “refletor fluídico”, onde ele projeta fluidos com o intuito de fazer o tato- magnético, e estes se refletem e retornam às suas mãos;” 

Como vemos, é possível sentirmos as vibrações da aura, dos chacras e do duplo com as mãos, onde temos pequenos chacras que são sensíveis às diferenças de frequência, temperatura, textura e densidade dos fluidos que nos circundam e às outras pessoas. 

Jacob acrescenta que “os passistas experientes nesta técnica, com uma ou duas passagens sobre o corpo do paciente, já detectam muitas e valiosas informações, mas as pessoas que ainda não têm domínio da experiência, nem sensibilidade “psicotátil” apurada, sentirão necessidade de experimentar mais vezes. O tempo e a prática continuada melhoram enormemente tal sensação e registro.” 

Ou seja, qualquer pessoa pode desenvolver esta percepção, esta sensibilidade psicotátil por meio de prática, atenção e persistência. E quanto mais pudermos experimentar com várias pessoas, em situações diferentes, mais subsídios teremos para fazermos comparações e mapearmos as diferentes vibrações energéticas humanas. 

É isto é especialmente útil a médiuns que trabalham com cura, passes em geral e desobsessão, pois, com esta sensibilidade, podem avaliar melhor o estado de assistidos e entidades desequilibradas, detectando suas reais necessidades e maiores carências, além de poder, inclusive, captar pensamentos e sentimentos por meio desta técnica de leitura energética.




2. TRABALHANDO a AURA e os CHACRAS 




Edgard Armond, em Passes e Radiações, diz que “quanto mais ativo ou desenvolvido for o centro de força, maior capacidade de energia ele comporta e, portanto, maiores possibilidades oferece em relação ao emprego dessa mesma energia; e como as faculdades psíquicas são afetadas e estão, em grande parte, subordinadas ao funcionamento dos centros de força, compreende-se que o maior desenvolvimento de um deles acarreta o desenvolvimento da faculdade psíquica correspondente e vice-versa.” 

Trabalhar a aura e os chacras é o mesmo que trabalhar as próprias energias, fazendo com que as mesmas circulem de forma mais intensa e regular entre o perispírito e corpo físico, e entre o meio, astral ou material, e os nossos corpos. 

Essa movimentação, como já destacamos, é essencial para que haja saúde física e espiritual, já que, com o movimento, nossas energias se reciclam e renovam, limpando eventuais cargas mais densas, desfazendo possíveis bloqueios nos chacras e nos órgãos e repondo possíveis perdas energéticas que possam ter ocorrido, seja por que razão for, além de desenvolver e ampliar as capacidades, os potenciais do chacra e da própria aura, como destaca Armond. 

Para fazê-la basta acionarmos a vontade, por meio do pensamento e do sentimento direcionados. Como as energias são extremamente dóceis aos nossos comandos mentais e ganham, facilmente, as qualidades que lhes atribibuirmos com o coração e a mente, ao visualizarmos essa movimentação, o sentido que queremos que tome, as ações que queremos que execute, as energias nos obedecem e iniciam o trabalho. 

É importante que, antes de iniciarmos qualquer prática ou trabalho com energias, nós elevemos os nossos pensamentos e as nossas vibrações, e nos coloquemos em sintonia com algo maior, com mentes elevadas, com seres de luz, que possam nos garantir uma boa frequência vibratória, de modo a captarmos as energias que possam nos fazer mais bem, física e espiritualmente. 

As técnicas usadas para este trabalho de movimentação energética podem ser as mais variadas, sem que haja uma mais ou menos apropriada, ou melhor ou pior que outras. Todas são válidas, desde que tragam bem estar e sejam eficientes para o praticante. 

O importante é que permitam trabalhar os chacras, desobstruindo-os, e a aura, ampliando-a e sutilizando-a. O médium que tem por hábito trabalhar regularmente suas energias na aura e nos chacras, terá mais sensibilidade às entidades desencarnadas, sejam amparadores ou obsessores, facilitando o processo do fenômeno mediúnico, a sintonia, a comunicação e a assistência aos espíritos em desequilíbrio. 
Além disso, estará sempre promovendo a higienização de suas próprias energias que podem contaminar-se no contato com pessoas desequilibradas ou entidades perturbadas.

3. IDENTIFICANDO e MODIFICANDO ENERGIAS

À medida que trabalhamos nossa aura e nossos chacras, desenvolvemos também nossa sensibilidade energética, apurando-a, aperfeiçoando-a e aprendendo a identificar energias nos ambientes, nas outras pessoas e em nós mesmos. 

É o que diz Edgard Armond, no livro Desenvolvimento Mediúnico, quando afirma que “a capacidade de sentir fluidos, tecnicamente desenvolvida, permite ao médium determinar, no seu próprio organismo, o ponto ou os pontos de incidência, segundo a natureza dos fluidos, selecionando-os por sua categoria vibratória, entre os extremos do bom e do mau, do benéfico e do maligno, do fino e do pesado, do excitante e do sedativo, do quente e do frio, etc., podendo, assim, com o correr do tempo, formar, para seu próprio uso, uma escala de valores fluídicos de inegável utilidade na vida prática. 

“Permitirá também que os médiuns possam e saibam se defender dos ataques contra eles desfechados pelos maus espíritos, como os fluidos dos ambientes malsãos, como ainda identificar os espíritos que deles se aproximarem, distinguindo e classificando as vibrações lançadas a distância e delas defendendo-se em tempo hábil.” 

Identificando energias e sabendo que são muito sensíveis e dóceis à nossa ação mental e vibratória, podemos também modificar energias nos ambientes, objetos, pessoas e em nós mesmos. Ao percebermos energias à nossa volta que nos pareçam densas e negativas, podemos trabalhar para dispersá-las ou mesmo sutilizá-las, tornando-as inofensivas ou benéficas para nós e para quem estiver conosco. 

Isto é especialmente útil ao médium que pode usar este recurso para identificar entidades durante os trabalhos e, se necessário, anular sua influência vibratória ou reduzir esta influência para que não perturbem a reunião ou tragam desequilíbrios a ele mesmo e aos companheiros de trabalho. 

4. USANDO o PENSAMENTO e os SENTIMENTOS 

Usando o pensamento e o sentimento, podemos mudar as energias em nós e fora de nós. Elevando nossos pensamentos e sentimentos a padrões vibratórios mais sutis, podemos elevar também a frequência das nossas energias e das energias à nossa volta para padrões mais sutis. 

Este é, com certeza, o melhor recurso de que dispomos para modificar nossas energias e mantê-las em padrões saudáveis, iluminados, benéficos. Por esta razão, não devemos nunca menosprezar o poder de que dispomos pelos pensamentos e sentimentos que externamos em palavras, gestos, escolhas, idéias, posturas, conduta (social, profissional e familiar), etc. 

Nossa vida interior é a melhor ferramenta de que dispomos para modular nossas próprias energias, em nosso favor e em benefício de outras pessoas. 

O médium consciente deste mecanismo, e que aprende a controlá-lo, pode usá-lo de forma lúcida e ativa em sua atividade mediúnica, pois sabe que pode ajudar os espíritos perturbados a compreenderem melhor sua condição e pode também ajudar os mentores e amparadores a dar assistência a essas entidades ou aos próprios encarnados, inclusive os próprios médiuns, colhendo neles energias que lhes permitem interagir de forma mais direta com os planos mais densos. 

Ernesto Bozzano, no livro Pensamento e Vontade, diz que não há “nada mais importante para a pesquisa científica e a especulação filosófica, do que a demonstração, apoiada em fatos, da seguinte proposição: pode um fenômeno psicológico transformar-se em fisiológico; o pensamento pode fotografar-se e concretizar-se em materialização plástica, tanto quanto criar um organismo vivo. 

“De outro modo falando, nada é tão importante para a Ciência e a Filosofia, como averiguar que a força do pensamento e a vontade são elementos plásticos e organizadores.” Aprendendo a usar o pensamento e os sentimentos para transformar energias, o médium desenvolve também maior sensibilidade para lidar com espíritos desencarnados, podendo, inclusive, modular suas próprias energias e as do ambiente em que se encontra para facilitar, bloquear ou controlar a manifestação mediúnica, por seu intermédio ou de outros colegas do grupo a que pertence. 

5. MANIPULANDO ENERGIAS 

Além dos pensamentos e sentimentos, contamos ainda com mais algumas ferramentas para trabalhar e modificar energias. Uma delas é a visualização, que, na verdade, é apenas uma variação do próprio pensamento. 

Pela visualização, podemos atribuir, às energias, cores, luzes, texturas, movimentos, temperatura, consistência, formas, brilhos, vibrações, direção, etc, dando a elas maior força para alcançarem aquilo que pretendemos. Cada uma dessas “diferenciações” tem características próprias, vibrações próprias, que podem ser usadas para se facilitar a obtenção do efeito desejado. 

Por meio da visualização, podemos também canalizar as energias para outras pessoas ou entidades, grupos, locais, objetos, etc. Podemos, ainda, modulá-las para que sejam melhor absorvidas, pressentidas e aproveitadas por aquele ou aqueles que as recebem. 

Isso é especialmente útil para os médiuns que trabalham com passes e práticas energéticas de aplicação, projeção ou doação de energias e fluidos em geral. Sendo a mente um poderoso modelador das nossas energias e fluidos, o médium deve saber usá-la de forma produtiva e ÉTICA, dentro e fora do trabalho mediúnico, de forma a criar apenas formas saudáveis, que contribuam para o bem estar das pessoas e para a boa qualidade da atmosfera psíquica que o rodeia. 

A visualização também é importante no trabalho mediúnico, pois o médium pode ajudar muito a orientação de entidades desequilibradas plasmando, ao seu redor, formas que ajudem a entidade a compreender suas condições, as causas disso, suas opções no presente, etc. 

Além da visualização, podemos também usar nossas mãos, em gestos e movimentos rítmicos, que produzam determinadas alterações nas energias, de modo a alcançarmos o que desejamos. Podemos também usar nossa respiração, nossos olhos, e qualquer outro recurso que, como médiuns, percebamos que facilita o nosso trabalho e nos ajuda a obter o resultado desejado. 

6. MÉTODO das CINCO FASES – Edgard Armond 

Sentindo dificuldade em encontrar médiuns realmente bem preparados para o trabalho, sem desequilíbrios ou desvios teóricos e práticos no exercício da mediunidade, Edgard Armond desenvolveu, ainda na década de 50, na FEESP, um método para o desenvolvimento e aperfeiçoamento de médiuns, que chamou “Método das Cinco Fases”. Ao que parece, este foi o primeiro e, talvez, o único método de aprendizado mediúnico sistematicamente desenvolvido com base no estudo, no acompanhamento e na observação prática de médiuns em atuação. 

Inicialmente, Armond pensava em aplicá-lo apenas a médiuns já desenvolvidos e em atividade, com a intenção de corrigir desvios e falhas, mas, com o tempo, percebeu que era necessário acompanhar o desenvolvimento dos médiuns desde o início, evitando, assim, vícios, confusões, interpretações equivocadas, etc. Por esta razão, já na década de 60, ele o incorporou à escola de médiuns desde as primeiras aulas, propiciando aos novos médiuns treinamento seguro e didático de suas próprias faculdades, num ambiente seguro e controlado. 

Para isso, organizou o método num livro que chamou Desenvolvimento Mediúnico, onde afirmou que “nenhum processo, até o presente, foi adotado para o desenvolvimento prático de faculdades mediúnicas; nenhum sistema metódico e de caráter didático que, na realidade, resolvesse as inúmeras dificuldades e sutilezas que tal problema apresenta, dos pontos de vista técnico e operacional. 

“Por toda parte, o que se observa é um generalizado empirismo, quando não o arbítrio individual ditando regras, produzindo desorientação, malbaratando valores mediúnicos aproveitáveis e retardando a difusão doutrinária. “O que predomina é o sistema que vem de longa data, que vem de longe, de andar que os médiuns se sentem às mesas e aguardem o desenvolvimento, a mediunidade se manifestando por si mesma, como for possível, sem nenhum método ou encaminhamento, pela ação dos espíritos desencarnados, bons ou maus, que frequentam estas reuniões, ficando os médiuns sujeitos a verdadeiras aventuras que também podem terminar bem ou mal. 

“É fora de dúvida que as forças espirituais, sobretudo as de esferas inferiores, não podem ser manejadas de qualquer maneira, por qualquer pessoa, sem resguardo e preparação adequada, sem um mínimo tolerável de conhecimento especializado. “O sistema antiquado de sentar à mesa – que é uma tradição que vem dos primeiros tempos do Espiritismo – não passa de um hábito que deve ser substituído por conhecimento especializado e é nesse sentido que escrevemos este trabalho e o apresentamos aos dirigentes de sessões espíritas e de cursos de médiuns, na esperança de que seja útil e resolva tão delicado e antigo problema funcional, ou, quando não, que, pelo menos, valha como uma sincera cooperação.” 

Desde então, o seu método vem sendo usado por várias casas espíritas para o desenvolvimento prático de médiuns, com excelentes resultados, dando aos iniciantes mais segurança, autocontrole, conhecimento e destreza para participar dos fenômenos mediúnicos. 

a) Nesta fase, os amparadores encarregados da instrução do grupo estudam o organismo dos médiuns e registram os seus pontos mais sensíveis, medindo o grau de sensibilidade de cada um. 

Primeira fase – percepção de fluidos 

Em seguida, o dirigente encarnado pede a estes amparadores que projetem jatos de fluidos sobre os pontos observados em cada um dos médiuns, os quais devem, então, perceber, sentir esta projeção. Segundo Armond, esta percepção deve, necessariamente, ocorrer por dois motivos básicos: 

- porque os amparadores projetaram os fluidos nos pontos certos, previamente observados e anotados; 

- porque eles também “personalizaram” esses fluidos, de acordo com a sensibilidade de cada um, elevando ou abaixando a sua vibração, para que estejam mais próximos da faixa de sensibilidade energética dos médiuns. Embora a percepção de fluidos não seja, de fato, uma capacidade mediúnica em sua origem e manifestação, pode ser mediunicamente desenvolvida pela ação de amparadores e instrutores espirituais e, quando bem treinada e interpretada, é muito útil aos médiuns, pois lhes permitirá mapear seus próprios pontos sensíveis, ao mesmo tempo em que criam uma classificação própria de fluidos, de acordo com os efeitos que provocam em si mesmos. 

b) Nesta fase, a uma solicitação do dirigente, os amparadores interrompem a projeção de fluidos e se aproximam dos médiuns, fazendo-se pessoalmente sentidos. 

Os médiuns devem, portanto, sentir, perceber a aproximação e/ou a presença das entidades à sua volta. A diferença aqui está no fato de, como os fluidos não estão mais sendo projetados sobre os pontos sensíveis, os médiuns terem que perceber a “movimentação” das entidades de forma mais abrangente, sem estar focados em um ou dois pontos específicos. É como se os médiunspassassem a sentir, ver e perceber com todo o corpo, registrando a presença dos amparadores ao seu lado. 

Desta vez os médiuns não estão recebendo qualquer estímulo de sensibilidade, cabendo unicamente a eles perceber a aproximação e o afastamento das entidades, de maneira geral. Esta capacidade bem desenvolvida permite aos médiuns prever e até evitar aproximações e contatos com pessoas, encarnadas e desencarnadas, negativas, hostis ou desequilibradas. 

c) Nesta fase, os intrutores espirituais, já tendo se aproximado dos médiuns, tocam, estabelecem contato com os mesmos, atuando sobre os chacras e a aura, de forma a serem realmente sentidos pelo tato psíquico ou energético. 

Este contato pode ser feito com as mãos ou em áreas maiores, interpenetrando parcialmente a aura e o perispírito do médium. Pode também ser feito nos chacras do duplo, nos plexos nervosos e glândulas do físico, ou nos pontos mais sensíveis, anteriormente observados. Quando o contato se dá pelos chacras, o médium sentirá breve manisfestação de sua mediunidade, uma vez que os amparadores estarão agindo sobre o duplo. 

Quando o contato ocorre pelos plexos e glândulas do físico, as manifestações serão reflexas, como tremores, espasmos e repuxamentos nas áreas atingidas pelo plexo e a glândula acionados. 

Quando, no entanto, o contato ocorre nos pontos mais sensíveis, as sensações serão muito mais nítidas e localizadas que nos chacras e plexos, e serão também mais intensas que nas fases de percepção e aproximação. 

d) Esta fase é o mesmo que o acoplamento áurico, já descrito. Nela, os amparadores “envolvem”, energeticamente, a mente dos médiuns, expandindo este envolvimento, na medida do possível, para todo o perispírito, “abrançando-o” com a sua aura. 

Quanto maior o envolvimento, menor será o grau de consciência do médium durante o transe. 


Segunda Fase – aproximação 

Terceira fase – contato 

Quarta fase – envolvimento 

Assim, nas comunicações puramente telepáticas, o envolvimento não passa da mente espiritual, não havendo qualquer contato áurico ou perispiritual mais intenso, podendo, inclusive, as entidades se comunicar a distância, sem estar “presentes” no ambiente do trabalho. Já nas comunicações inconscientes ou mecânicas, o envolvimento se dá diretamente sobre o órgão ou parte do corpo físico a ser utilizada para a manifestação, estendendo-se, em seguida, a todo o corpo e a aura do médium. 

E nas comunicações semiconscientes ou semimecânicas, o envolvimento acontece tanto na mente, como no órgão ou área do corpo físico relacionada com o tipo de manifestação. Já nesta fase pode haver comunicação ou transmissão de mensagens, sem que seja necessário chegar à fase seguinte. 

e) Esta fase é a finalização do processo, a comunicação propriamente dita e direta da entidade em nosso plano. Pode ser verbal ou escrita; consciente, semiconsciente ou inconsciente; mecânica ou semimecânica, conforme o tipo de faculdade do médium. 

Quinta fase – manifestação 

7. CONCLUSÃO 

A mediunidade ou percepção exta-sensorial é uma faculdade disponível a todos os seres humanos, que depende apenas de fatores inerentes a todas as pessoas, como as bioenergias, os chacras ou centros de força, o pensamento, a vontade, os sentimentos e as emoções. 

Embora ela possa variar em grau de intensidade e profundidade, bem como de tipo, o "segredo", se é que há algum, está apenas em adestrar e aperfeiçoar a manifestação e o uso desses atributos, por meio de exercícios e práticas que facilitem e intensificem a sensibilidade extra-sensorial, os quais, na maioria das vezes, já estão disponíveis para a humanidade há milênios, sem que lhes fosse dado o devido crédito. 

Edgard Armond desenvolveu apenas mais uma prática, a ser usada, inicialmente, apenas nos meios espíritas, onde ele atuou por décadas, mas baseou a estrutura e os fundamentos de seu método em conhecimentos e práticas milenares já estudados por diversos povos e culturas, em diversas épocas de nossa história.

FALANDO SOBRE MEDIUNIDADE - PARTE 7

Exercício Prático Mediúnico

INDICE DOS TÓPICOS A SER ABORDADOS 

Relaxamento 
Concentração 
Fases do Transe Mediúnico 
Telepatia 
Psicografia 
Escrita Direta 
Psicofonia 
Voz Direta 
Vidência e Audiência 
Clarividência e Clariaudiência 
Desdobramento 
Psicometria 
Doação de Fluidos 
Indicação Bibliográfica

01. RELAXAMENTO PROCEDIMENTO: 

01 - sente-se numa cadeira e deixe o corpo à vontade; 

02 - faça uma série de respirações profundas; 

03 - tome consciência do corpo físico; relaxe-o dos pés à cabeça ou da cabeça aos pés. 

EXERCÍCIO PARA CASA: 

01 - deite-se de costas, em lugar firme; 

02 - seguir as orientações 02 e 03 acima. 


O2. CONCENTRAÇÃO PROCEDIMENTO: 

01 - após o relaxamento, propor ao aluno a fixação do pensamento: 

- num objeto de sua predileção; 

- em si mesmo, ou; 

- na figura de Jesus. 

02 - solicitar que permaneça neste estado de concentração o maior tempo possível, sem criar tensões emocionais fortes. 

EXERCÍCIO PARA CASA: 

01 - contar grãos de feijão com outras pessoas atrapalhando; 

02 - contar ou somar números mentalmente; 

03 - fazer desenhos encaracolados; 

04 - criar outros tipos de exercício. 

ESTUDO TIRADO DE: 

CENTRO ESPÍRITA "ISMAEL" DEPARTAMENTO DE ENSINO DOUTRINÁRIO 
AV. HENRI JANOR, 141, JAÇANÃ -SP 
TELEFONE: 2242-6747

FALANDO SOBRE MEDIUNIDADE - PARTE 6

Como Desenvolver Mediunidade

Poucos autores que escrevem sobre mediunidade, tem o cuidado de advertir seus leitores que o livro que estão lendo não dispensa o estudo de "O livro dos Médiuns", o mais completo compendio sobre o assunto. 


A Mediunidade é uma faculdade natural do homem. Já sabemos disto há muito tempo, como sabemos que ela é muito antiga. No passado os médiuns foram chamado por diversos nomes: pitonisas, sibilas, magos, adivinhos, feiticeiros, etc... mas, sem dúvidas, foi no século XIX que ela se notabilizou e tomou foros de cidadania. 

A Doutrina Espírita foi revelada pela mediunidade e pelo gênio de Allan Kardec. Há nela uma parte divina, a da revelação e uma parte humana, da elaboração Kardequiana e de outros pensadores espíritas. 

Não seria mais simples se Kardec fosse médium psicógrafo e recebesse ele mesmo as mensagens dos espíritos? Não, não seria. Foi exatamente a independência do pensamento de Allan Kardec com relação ao fenômeno, que permitiu-lhe analisar friamente as comunicações vindas dos espíritos e adotá-las ou recusá-las (ver também "Mediunidade", J. Herculano Pires, página 25). 

O Brasil tem produzido grandes médiuns como Euripedes Barsanulfo, Yvonne Pereira, João Nunes Maia e muitos outros ainda encarnados destacando-se, Divaldo Pereira Franco pelo seu trabalho assistencial e de divulgação, assim como Francisco Cândido Xavier, a mais perfeita antena psíquica de nosso século. 

Em mais de quatro décadas de participação no movimento espírita, já conhecemos muitos médiuns e candidatos á médiuns, que não passaram de candidatos. Conhecemos médiuns excelentes e outros improdutivos, perturbados e até obcecados. Já vimos pessoas se esforçarem ao máximo para serem médiuns e outros que dariam tudo para não ter nenhuma mediunidade. 

Depois da mediunidade ter sido tratada empiricamente por muito tempo, usando-se levar as pessoas perturbadas que chegavam ao centro espírita á mesa de caridade, para receber seu guia e desenvolver, passamos para uma fase de estudo da mediunidade, de elaboração de cursos simples ou sofisticados e muitos livros foram publicados sobre tão fascinante tema. 

Um dia, em alguma parte, ouvimos ou lemos alguns conceitos sobre o desenvolvimento mediúnico, que re-elaboramos para nosso uso. Fomos levados a isso pelas inúmeras vezes que nos perguntaram como desenvolver a mediunidade com segurança e aproveitamento e respondemos que é muito fácil e até rápido: Para os que desejam desenvolver a psicografia, aconselhamos a começar escrevendo pequenos bilhetes de incentivo à familiares, amigos colegas de trabalho, aproveitando a motivação de um aniversário de uma data festiva, de um exame bem sucedido, recuperação de saúde, etc. 


Depois passa-se a escrever cartas mais longas para doentes crônicos, pessoas que vivem sozinhas, presidiários e outras circunstâncias. Pouco a pouco os bons espíritos estarão intuindo-o cada vez que for escrever. Talvez você não publique grandes livros e nem mesmo pequenas mensagens avulsas, mas será muito útil. 


Se a mediunidade à ser desenvolvida for a falante ou psicofônica, comece falando coisas bonitas. Não fale palavrões, não pragueje, não ironize. Tenha sempre palavras de harmonia, de paz, de esclarecimento. Conforte os sofredores, oriente os desorientados e a breve tempo, os bons espíritos estarão ao seu lado sempre que precisar falar. Talvez você não faça grandes oratórias, mas será abençoado por todos. 

Se aspiração é a vidência, preste atenção nos belíssimos painéis da natureza. Valorize o sorriso de uma criança e o andar trêmulo de uma velhinha. Veja a beleza da vida e valorize-a. Olhe o céu, as estrelas, a luz argêntea da Lua, o ouro do sol ... 

Se a mediunidade desejada for a receitista, leve uma pessoa carente ao médico e pegue a receita assinada por um profissional e compre os remédios para o necessitado. É um bom começo . Outros modos aparecerão em breve. Porém se você deseja impor as mãos e curar, antes disso ajude alguém. Dê banhos num enfermo, faça-lhe a barba, converse com ele. Faça-lhe companhia, leia para o paciente, cante uma música, toque um instrumento, faça uma prece... 

Se você sonha desenvolver a mediunidade de efeitos físicos, materializar espíritos, lembre-se que a melhor, mais bela e útil materialização de um espírito é através de seu renascimento na terra. Seja pai ou mãe responsável. Ame seus filhos e os filhos de ninguém, especialmente os filhos do calvário. Eduque-os, ilumine-os com seu amor. 

Se você quer ser um bom doutrinador ou dirigente de sessão, aprenda a falar do amor de Deus, do perdão, da bondade. Seja otimista e fale com otimismo. Não faça cobranças morais. Não se deixe envolver pelo desânimo. Intensifique a fé. Valorize a vida. Ame com amor. 

Experimente! Talvez você não venha à ter nenhuma notoriedade, nem seu nome escrito em letras de forma nos jornais, mas sentirá uma satisfação íntima insubstituível.