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quinta-feira, 7 de junho de 2012
CURSO "PREPARANDO-SE PARA O TERCEIRO MILÊNIO"1º módulo: Introdução ao estudo das obras de Ramatís - parte 2
2. A MEDIUNIDADE DE PROVA
Os Mentores Siderais, apiedados dos espíritos demasiadamente onerados em seu fardo cármico para o futuro, lhes oferecem no Espaço oportunidade de reajuste mais breve para alcançarem a ventura mais cedo.
O médium de prova renasce na matéria já comprometido com a obrigação de um trabalho constante a favor da idéia da imortalidade da alma, inclusive o dever de melhorar a sua própria graduação espiritual.
Através de processos magnéticos especiais, os técnicos do Astral hipersensibilizam o perispírito daqueles que precisam encarnar com a obrigação de trabalhar, pelo serviço da mediunidade, a favor do próximo, e também empreender a sua própria recuperação espiritual.
No Além existem departamentos técnicos especializados, que ajudam os espíritos a acelerar determinados centros energéticos e vitais (chacras) do seu perispírito,despertando-lhes provisoriamente a sensibilidade psíquica para a maior receptividade dos fenômenos do mundo oculto, enquanto se encontram encarnados.
Assim, sua mediunidade é faculdade transitória, concedida a título de "empréstimo" pelo Alto; no entanto, ela é faca de dois gumes, pois exige severa postura moral no mundo, porque tanto situa o seu portador em contato com os espíritos benfeitores, como também o coloca facilmente na faixa vibratória sombria das entidades do astral inferior.Embora a faculdade mediúnica pareça a alguns um privilégio extemporâneo, contrariando o conceito de Justiça e Sabedoria Divinas, essa "concessão" prematura ao espírito faltoso implica justamente em sua maior responsabilidade e laborioso trabalho espiritual.
A graça"fora de tempo" do mandato mediúnico de prova, portanto, não exime a alma de preocupações e dos obstáculos futuros de sua evolução espiritual; constitui somente o "empréstimo"que lhe permite ressarcir-se de suas tolices e insânias cometidas no passado, compensando o tempo perdido com um serviço extraordinário.
Malgrado a mediunidade fenomênica impressione profundamente os sentidos físicos dos encarnados, na profundidade da estrutura espiritual do médium de "prova" quase sempre ainda não se consideram o caráter moral superior, a renúncia angélica, o desapego às ilusões da vida física, ou a capacidade heróica para o cumprimento do mandato redentor.
2.1 MÉDIUM DE PROVA
O médium de prova é o homem diretamente comprometido com a Direção Espiritual do planeta para realizar um serviço definido junto à humanidade, e também em favor de sua própria renovação moral superior.
O médium de prova é apenas o instrumento convocado para o serviço compulsório de favorecimento ao próximo ou o transmissor da realidade imortal; mas acima de tudo é o devedor interessado em reduzir o seu débito cármico para com o planeta que o serviu desinteressadamente e a de prova.
Visto não poder eximir-se de sua obrigação pré-encarnatória, que assumiu no Espaço, o médium de prova deve apurar o seu caráter, controlar suas emoções e aprimorar o seu intelecto no contato incessante com os valores preciosos da espiritualidade.
Em conseqüência, não é de muita importância a preocupação de se distinguir os médiuns comprometidos particularmente com espíritos sublimes, destinados a exercer trabalhos incomuns do mundo físico e que se ligam a severos compromissos com o Alto, daqueles que só resgatam o seu fardo cármico no serviço mediúnico.
Mesmo reconhecendo que os médiuns, em geral, oferecem tão diversas condições morais e variam tanto em sua capacidade intelectual, o mais certo e proveitoso é que todos os médiuns cultuem dignamente a vida humana e renunciem em definitivo às ilusões do mundo, protegendo-se assim contra as perfídias do astral inferior e credenciando-se eletivamente para cumprir na íntegra qualquer mandato sob o comando das falanges angélicas!
Ainda quanto à distinção existente entre os homens que são médiuns necessitados do desenvolvimento mediúnico junto à mesa espírita e aqueles que, embora médiuns, como são todos os homens, podem dispensar tal desenvolvimento, deve-se considerar que os"médiuns oficiais" na Terra são justamente os que reencarnam comprometidos com serviços obrigatórios na seara espiritista.
Estes requerem um desempenho incessante de sua atividade incomum, porquanto necessitam com maior urgência compensar os prejuízos causados a outrem e também acelerar a sua própria recuperação espiritual.
Destacando-se dos demais homens, pois gozam de faculdade mediúnica mais acentuada, relacionam-se mais direta e rapidamente com os desencarnados.
Conforme seus pensamentos, sua conduta e objetivos na vida, sem dúvida atraem os espíritos da freqüência vibratória sideral que, de conformidade com sua contextura espiritual, passam a influenciar para o bem ou para o mal as pessoas com as quais entram em contato.
Mas, justamente porque são raros os médiuns missionários ou de Intuição Pura, também são poucos aqueles que alcançam o auge abençoado do serviço mediúnico sem a preliminar do desenvolvimento torturado.
Há médiuns nos quais eclodem ainda os resíduos das velhas paixões que já os conturbaram no passado; os seus pensamentos, palavras e sentimentos são alvo de ataque dos desencarnados, que tudo fazem para impedir o êxito do serviço mediúnico na seara espírita.
Eles tentam faze-los buscar o desenvolvimento de sua mediunidade à parte de qualquer disciplina ou proteção doutrinária; exploram-lhes o amor próprio e a vaidade, afastando-os dos ambientes onde criaturas experimentadas poderiam ajuda-los na imunização contra o astral inferior.
É a fase torturada e contraditória, eivada de dúvidas e de esperanças, quando o homem sente o despertar de sua faculdade mediúnica, mas infelizmente ainda não possui aforça moral, a mente desenvolvida e os sentimentos equilibrados , que deveriam sintonizar imediatamente com as almas benfeitoras, à medida que se abrem as portas deacesso ao mundo invisível.
Às vezes, muito tarde é que o médium compreende a natureza e os objetivos do seu exercício mediúnico obrigatório, pois, malgrado ter enfrentado sacrifícios severos, só então comprova que tudo era feito exclusivamente em seu próprio bem!
Então, como um semeador incondicional dos ensinamentos elevados do Alto, tanto precisa imunizar-se contra as críticas alheias, como se impermeabilizar contra as lisonja sou evidências perigosas à vaidade personalista da vida humana.As suas dores, ingratidões e injustiças são menos importantes do que as desventuras do próximo; as suas próprias opiniões não podem provocar qualquer conflito ou hostilidade alheia contra a doutrina espírita, que o acolhe e beneficia para usufruir o ensejo de renovação espiritual.
Os demais homens, embora médiuns em potencial, serão unicamente pelos seus atos e por aquilo que possa influir nos seus familiares; mas os médiuns já consagrados ou admitidos como trabalhadores ativos no serviço mediúnico organizado da seara espírita, representam no mundo profano uma idéia espiritual elevada, que não podenem deve ser tisnada pelos seus interesses pessoais ou caprichos vaidosos.
quarta-feira, 6 de junho de 2012
CURSO "PREPARANDO-SE PARA O TERCEIRO MILÊNIO"1º módulo: Introdução ao estudo das obras de Ramatís
FRATERNIDADE RAMATÍS DE CURITIBA
CURSO "PREPARANDO-SE PARA O TERCEIRO MILÊNIO"1º módulo: Introdução ao estudo das obras de Ramatís
A MEDIUNIDADE NATURAL E A DE PROVA
O médium natural é aquele cuja faculdade é aquisição decorrente de sua maturidadeespiritual
Já o médium de "prova" é agraciado imaturamente com a faculdade mediúnica,destinada a lhe proporcionar o resgate de suas próprias dívidas cármicas.
O médium natural assemelha-se ao músico ou pintor já nascido com o "dom" espontâneopara exercer sua arte, à qual ele se entrega com facilidade e prazer. Já o médium deprova compara-se ao aluno que está sendo obrigado a estudar uma ciência ou arte para aqual ainda não apresenta qualidades espontâneas; então, precisa esforçar-seheroicamente para consegui-las, sob um longo treino, exercido entre vacilações, malogrose decepções.
Quando se distingue o médium natural do médium de prova, deseja-se apenas destacar aquele que é um instrumento espontâneo e superior da realidade espiritual, daquele querenasce na Terra onerado por uma obrigação de ordem cármica.Enquanto o médium em prova assemelha-se à lâmpada de vidro colorido, que dá a luzque ele filtra com a cor de que também é constituída, o médium natural lembra um focoluminoso cristalino, que irradia sempre a luz em sua pureza original.
O médium natural, o instintivo puro , que já possui o tesouro espiritual da intuição angélica, é aquele que mais recebe por mérito de sua maturidade e a "quem muito se pedirá", masao médium de prova, embora seja pobre espiritualmente, "maiores contas lhe serãotomadas", pois também "mais coisas lhe são conferidas" no serviço mediúnico, pararessarcir os seus pecados pregressos.
O que o médium natural alcança por via intuitiva, como decorrência espontânea de suaprópria sutilidade psíquica, e sem necessidade de quaisquer esforços ou adaptações forado tempo, o médium de prova, sem a linhagem superior para se situar espontaneamentenas faixas vibratórias das esferas crísticas, vê-se obrigado ao desenvolvimentoespinhoso, graduando-se através de treino exaustivo com os desencarnados imperfeitos,enfrentando as mais desanimadoras decepções psíquicas.Em face de a mediunidade ser manifestação natural do próprio espírito do homem, deve-se considerar, sem qualquer exceção, que
todas as criaturas são médiuns, porque transmitem para o ambiente da matéria os mais variados tons de seu espírito , assimcomo o homem sempre influencia os seus demais companheiros pelos seuspensamentos, atos e sentimentos.
Há homens que, devido ao seu espírito prenhe de otimismo, incessantemente afeito aoBem, são médiuns da alegria, da esperança, do ânimo e da confiança, sempre convictosdos elevados objetivos espirituais da vida humana.
Mediunidade natural e a de prova outros, pessimistas inveterados, vertem constantemente de sua intimidade psíquica o mau humor que tolda o azul do céu mais puro da jovialidade alheia, e se transformam indesejavelmente nos médiuns da melancolia, da tristeza, da descrença, da aflição e do desânimo.
A mente do homem encarnado é o campo que reflete a sua vida interior, assim como transfere para o mundo exterior tanto o seu comportamento anímico quanto os pensamentos dos espíritos encarnados ou desencarnados dos mais variados matizes, que o influenciam em suas relações cotidianas.
Não há duvida, pois, de que todas as criaturas são médiuns, pois a mediunidade não é faculdade adstrita somente a alguns seres, ou exclusivamente aos espíritas, mas todos os homens, como espíritos encarnados na matéria, são intermediários das boas ou más inspirações do Além.É evidente, entretanto, que a faculdade mediúnica se manifesta de conformidade com o entendimento e o progresso espiritual de cada criatura.
Em geral, as criaturas humanas ignoram ou não a sua faculdade mediúnica, porquanto,sendo esta fruto da sensibilidade psíquica, nem todos têm noção de quando participam dos fenômenos do mundo oculto, e assim, os confundem facilmente, tomando-os como se fossem manifestações comuns da vida física.Mesmo os homens que se dizem ateus, ou são descrentes da imortalidade da sua própria alma, nem por isso estão isentos da mediunidade, pois eles também podem ser instrumentos inconscientes de inúmeras ações, fenômenos e inspirações dos desencarnados.
1. MEDIUNIDADE NATURAL
Os médiuns naturais são aqueles que já gozam de sensibilidade psíquica avançada, cuja mediunidade é fruto exclusivo do seu aprimoramento espiritual.
São espíritos que já atingiram um alto nível moral e que, portanto, integraram-se à vida psíquica superior e que, quando encarnados, são mais sensíveis aos fenômenos do mundo oculto, embora isto não aconteça de modo ostensivo, mas apenas através da intuição pura.
A sua faculdade mediúnica é o sagrado coroamento do seu próprio aperfeiçoamento espiritual, em vez de uma "concessão extemporânea".São criaturas que se transformaram em centros receptivos das manifestações incomuns que transcendem os sentidos físicos; sua alta sensibilidade, fruto de avançado grau espiritual, afina-se incessantemente com os valores psíquicos do melhor quilate.
Mediunidade natural e a de prova facultando-lhes não só o conhecimento instantâneo dos acontecimentos presentes, como ainda as revelações mais importantes do futuro.
O abençoado dom da Intuição Pura foi a faculdade iniciática que serviu para que grandes espíritos que passaram pelo mundo terreno, como Buda e Jesus, entre outros, lideras semadmiráveis transformações no espírito do homem.
Eles tanto aferiram os fenômenos imediatos do mundo invisível, como ainda descortinaram amplamente a síntese dos acontecimentos futuros mais importantes da Terra.
O médium espontâneo e natural, em conseqüência da graduação moral e grau superior do seu espírito, dispensa qualquer treinamento ou intervenção técnica para relacionar-se com o mundo oculto, pois o consegue unicamente através de sua alta sensibilidade intuitiva.
Embora a maior parte dos médiuns naturais não guarde a consciência nítida e completa de grande parte dos acontecimentos sublimes de que são intermediários, eles se constituem nas antenas vivas avançadas que, sob a inspiração dos espíritos angélicos, fluem para a superfície da matéria as mais confortadoras esperanças e as mais importantes revelações.
Instrumentos exclusivos do Bem, eles distribuem orientações benfeitoras, advertências justas e incentivam todos os bons propósitos de vida.No âmago de suas almas, a "Voz Silenciosa" do Senhor os anima, orienta e revela sua obra, tal como faz a todos os seres; no entanto, só os puros intuitivos é que realmente O sentem em sua plenitude divina.
Embora esses seres não necessitem participar obrigatoriamente, e a horas certas, dos serviços mediúnicos tradicionais e oficializados na matéria, pois a sua natureza elevada os dispensa do peculiar desenvolvimento torturado da maioria dos médiuns em prova, e sob a atuação dos espíritos imperfeitos, eles são sempre os melhores intérpretes da verdadeira vida imortal.
Eles focalizam, numa visão global e fecunda, todas as manifestações gloriosas e concernentes à Criação, que restitui à humanidade as parcelas de fé destruídas pelos maus escritores, filósofos ou líderes religiosos ignorantes.
1.1 MÉDIUM INTUITIVO NATURAL
A mediunidade "natural", faculdade espontânea e intrínseca do espírito já sublimado, isto é, uma decorrência ou corolário do seu próprio grau espiritual, manifesta-se-lhe geralmente pela via intuitiva.
Aquele que usufrui da Intuição Pura, como percepção angélica, fruto abençoado de milênios de sacrifícios, renúncias e renovação moral na escalonada espiritual, apresenta as seguintes características:
• põe-se facilmente em contato com a Consciência Crística do Criador, pois já vive em sua intimidade o estado de paz e euforia das almas santificadas;
• não está sujeito a sofrer alterações que o contradigam espiritualmente na sua faixa vibratória já alcançada;
• é imune às influências menos dignas, pois não vibra com as modulações inferiores dosvícios, das paixões ou das seduções da matéria;
• não se dessintoniza com o Comando Angélico do orbe; sua alma filtra os pensamentose as revelações angélicas, assim como a lâmina diamantífera fulge à luz suave do Sol,sem se ofuscar o seu brilho natural;
• não exige que os altos dignatários da Vida Oculta desçam vibratoriamente até suaorganização humana para efetuar o serviço mediúnico, uma vez que ele se encontraligado permanentemente à fonte angélica e representa na Terra o seu prolongamentovivo;
• nunca apresenta contradições em sua mediunidade, a qual é somente a emanação desua própria graduação espiritual, dado que não há retrogradação na intimidade doespírito; a faculdade mediúnica é intrínseca à sua própria índole superior, não podendopoluir-se com as imperfeições do meio em que vive, porque não há decadência em seunível superior já consolidado;
• não pode causar nenhuma decepção às almas que o inspiram pela "via interior" e oinduzem a elevar o seu padrão espiritual do mundo físico, não estando, portanto,sujeito às frustrações muito comuns no intercâmbio mediúnico dos espíritos benfeitorespara com a Terra, como costuma acontecer com os médiuns "de prova".
• jamais precisa ser atuado para agir corretamente, uma vez que permanececontinuamente ligado ao pensamento crístico da vida sublime e, em qualquer momento, constitui-se na sentinela avançada do Alto sobre a Terra;
• quando pensa, deseja e age, ainda reproduz vivamente o alto grau da mensagemangélica porque, sendo íntegro no trato evangélico com todos os seres, em seus atosreflete sempre a vontade definitiva do Criador!Assim o foram Francisco de Assis, Antônio de Pádua, Krishna, Tereza de Jesus (Terezad'Ávila), Pitágoras, Buda, Jesus de Nazaré, e muitos outros anônimos que o mundodesconhece, pela sua grande renúncia e humildade!
O médium natural é o cidadão sideral que desceu de sua moradia sublime,mas sem se desligar do Plano Divino, cuja mente vibra sempre à distânciade qualquer pensamento ou resíduo moral menos digno.
• não se dessintoniza com o Comando Angélico do orbe; sua alma filtra os pensamentose as revelações angélicas, assim como a lâmina diamantífera fulge à luz suave do Sol,sem se ofuscar o seu brilho natural;
• não exige que os altos dignatários da Vida Oculta desçam vibratoriamente até suaorganização humana para efetuar o serviço mediúnico, uma vez que ele se encontraligado permanentemente à fonte angélica e representa na Terra o seu prolongamentovivo;
• nunca apresenta contradições em sua mediunidade, a qual é somente a emanação desua própria graduação espiritual, dado que não há retrogradação na intimidade doespírito; a faculdade mediúnica é intrínseca à sua própria índole superior, não podendopoluir-se com as imperfeições do meio em que vive, porque não há decadência em seunível superior já consolidado;
• não pode causar nenhuma decepção às almas que o inspiram pela "via interior" e oinduzem a elevar o seu padrão espiritual do mundo físico, não estando, portanto,sujeito às frustrações muito comuns no intercâmbio mediúnico dos espíritos benfeitorespara com a Terra, como costuma acontecer com os médiuns "de prova".
• jamais precisa ser atuado para agir corretamente, uma vez que permanececontinuamente ligado ao pensamento crístico da vida sublime e, em qualquer momento, constitui-se na sentinela avançada do Alto sobre a Terra;
• quando pensa, deseja e age, ainda reproduz vivamente o alto grau da mensagemangélica porque, sendo íntegro no trato evangélico com todos os seres, em seus atosreflete sempre a vontade definitiva do Criador!Assim o foram Francisco de Assis, Antônio de Pádua, Krishna, Tereza de Jesus (Terezad'Ávila), Pitágoras, Buda, Jesus de Nazaré, e muitos outros anônimos que o mundodesconhece, pela sua grande renúncia e humildade!
O médium natural é o cidadão sideral que desceu de sua moradia sublime,mas sem se desligar do Plano Divino, cuja mente vibra sempre à distânciade qualquer pensamento ou resíduo moral menos digno.
FALANDO SOBRE MEDIUNIDADE - PARTE 17
Curso Básico sobre Mediunidade
União Espírita Mineira
II - Natureza da Mediunidade
1 - INTRODUÇÃO:
“Todos os homens são médiuns, todos tem um espírito que os dirige para o bem, quando sabem escutá-los” (1)
“Organizamos turmas compactas de aprendizes para a reencarnação. Médiuns e doutrinadores saem daqui às centenas, anualmente”.(2)
“Ninguém pode avançar livremente para o amanhã sem solver os compromissos de ontem. Por este motivo, Pedro traz consigo aflitiva mediunidade de provação. É da Lei que ninguém se emancipe sem pagar o que deve”.(3)
2 - CLASSIFICAÇÃO SEGUNDO A NATUREZA:
Fácil observar-se que a mediunidade, embora una em sua essência (faculdade que permite ao homem encarnado entrar em relação com os espíritos), não o é quanto a sua natureza, ou razão de ser; variando de indivíduo para indivíduo.
Assim, destacamos:
MEDIUNIDADE PRÓPRIA OU NATURAL - Edgard Armond a define: “À medida que evolui e se moraliza, o indivíduo adquire faculdade psíquica e aumenta conseqüentemente sua percepção espiritual. A isso denominamos mediunidade natural. (4)”.
MEDIUNIDADE DE PROVA OU TRABALHO - Faculdade oferecida ao indivíduo, em caráter precário, como uma tarefa a desenvolver, quando encarnado, com vistas à sua melhoria espiritual e a de seus semelhantes.
Preparado adredemente no plano espiritual, o médium, ao reencarnar tem, no exercício mediúnico, abençoada oportunidade de trabalho.
MEDIUNIDADE DE EXPIAÇÃO - Há determinadas pessoas compromissadas grandemente em virtude do mau uso de seu livre-arbítrio anterior (em passadas existências), a sensibilidade psíquica aguçada é imposta ao médium como oportunidade para ressarcimento de seus atos menos felizes do pretérito com vistas à sua libertação futura.
Esta mediunidade se manifesta à revelia da criatura e comumente lhe causa sofrimentos aos quais não se pode furtar.
A sua forma de manifestação mais comum é a obsessão que pode atingir até o estagio de subjugação.
MÉDIUNS MISSIONÁRIOS - Convém lembrar que, além dos aspectos acima referidos, excepcionalmente podemos encontrar médiuns que são verdadeiramente missionários do plano espiritual, entre os homens, os quais, pelos seus elevados dotes morais e espirituais, se tornam, a título de testemunho, em instrumentos da vontade Divina, em favor da humanidade.
3 - ASPECTOS DA MEDIUNIDADE PRÓPRIA OU NATURAL:
A sensibilidade mediúnica oriunda do trabalho perseverante do espírito é resultado de seu próprio esforço.
Como toda conquista espiritual, demanda perseverança e seu aperfeiçoamento se faz através das reencarnações, seguidas de idêntico empenho no plano espiritual.
Conquistada essa sensibilidade, transforma-se num atributo do espírito - patrimônio intransferível de sua individualidade.
Isenta dos percalços naturais, inerentes às provas e expiações, a sensibilidade psíquica conquistada é de caráter definitivo.O seu exercício não acarreta sofrimentos e permite o intercâmbio espontâneo com as entidades espirituais, sem necessidade do trabalho mediúnico de caráter obrigatório.
Por estar ao alcance de todos, paulatinamente, caminhamos para a conquista deste atributo, através do qual contaremos com maiores recursos de identificação com o plano espiritual.
A expressão fenomênica característica das demais manifestações mediúnicas cede lugar a INTUIÇÃO pura e simples e as incursões da alma no plano extra-físico. A sua característica principal é, portanto, a INTUIÇÃO.
4 - ASPECTOS DA MEDIUNIDADE DE PROVA OU TRABALHO:
A sensibilidade mediúnica é concedida como uma oportunidade de trabalho para a criatura.
Conferida em caráter transitório, por empréstimo, segundo programação no plano espiritual, antes do reencarne do médium, pode ser suspensa por iniciativa da própria espiritualidade, consoante o uso que dela fizer.
Seu despertar é quase sempre cercado de recursos alertadores, com vistas à segura orientação do médium.
Respeitado o livre-arbítrio do médium, este pode ou não atender ao compromisso assumido na espiritualidade. Dispondo-se ao exercício mediúnico, além do aprendizado natural e excelente oportunidade de serviço, conta o médium com possibilidades de reajustar-se frente aos problemas de seu passado. Recusando-se ao trabalho, no entanto, normalmente, retorna ao plano espiritual mais compromissado, em virtude do menosprezo da oportunidade que lhe foi concedida.
5 - ASPECTOS DA MEDIUNIDADE DE EXPIAÇÃO:
A sensibilidade mediúnica é imposta ao médium para reajustes necessários, determinados pelos seus atos menos dignos do passado de culpas.Manifesta-se independente da vontade atual do médium e muitas vezes à sua própria revelia. Pelo seu caráter expiatório, pode cercar-se de determinados sofrimentos físico-psíquicos, que serão amenizados, ou mesmo eliminados pela perseverança do seu portador no trabalho mediúnico, dentro da seara cristã.
Independente de qualquer iniciativa visando ao seu desenvolvimento, a mediunidade surge, nem sempre branda, às vezes, violentamente, surpreendendo o próprio médium e aqueles que o cercam.
Tão logo surja esta manifestação, deve o médium ingressar numa reunião de EDUCAÇÃO MEDIÚNICA para melhor capacitar-se no devido controle de suas faculdades, com vistas ao seu exercício cristão.
Comumente manifesta-se sob o aspecto de obsessão e, se o médium não busca os recursos evangélico-doutrinários indispensáveis a sua auto-educação, pode cair nas tramas da subjugação .
6 - REFERÊNCIAS:
(1) “O Livro dos Médiuns” - FEB - 29ª edição - Rio de Janeiro
(2) “Os Mensageiros” - FEB - 4ª edição - Rio de Janeiro.
(3) “Nos Domínios da Mediunidade” - FEB - 2ª edição - Rio de Janeiro.
(4) “Mediunidade” - LAKE - 9ª edição - São Paulo.
terça-feira, 5 de junho de 2012
FALANDO SOBRE MEDIUNIDADE - PARTE 16
Centro Espírita Allan Kardec
Passo Fundo – RS
Mediunidade Publicado em 9 de fevereiro de 2010 por admin
CONCEITO
É a faculdade humana que permite a relação entre os homens e os espíritos. É a manifestação do espírito através de um corpo alheio.
QUEM É MÉDIUM?
É todo individuo que sente em maior ou menor intensidade a interferência dos espíritos.
MEDIUNIDADE
A mediunidade é uma só, é um todo, mas pode ser encarada em vários aspectos funcionais que são formas variadas de sua manifestação. Kardec a dividiu, para efeito metodológico em duas grandes áreas bem diferenciadas: a mediunidade de efeitos inteligentes e a mediunidade de efeitos físicos.
MEDIUNIDADE NATURAL
Característica è Natural è Generalizada. A terminologia espírita adotada por Kardec é simples e precisa. Mas no tocante às duas áreas fundamentais de efeitos inteligentes e físicos, era necessário um acréscimo. Além dessa divisão fenomênica, havia o problema da divisão funcional.
Kardec notou a generalização da mediunidade e os espíritos o socorreram, como se vê no Livro dos Médiuns, como uma especificação curiosa. Temos assim duas áreas de função mediúnica, designadas como mediunidade generalizada e mediunato.
A primeira corresponde a mediunidade natural que todos os seres humanos possuem e a segunda corresponde a mediunidade de compromisso, ou seja, de médiuns investidos espiritualmente de poderes mediúnicos para finalidades especificas na encarnação, esta exige desenvolvimento e aplicação durante toda a vida do médium.
É E permanece geralmente em êxtase, com manifestações moderadas e quase imperceptíveis, ou seja, discreta e sutil.
A falta de conhecimento dessa divisão acarreta dificuldades e inconvenientes na prática mediúnica, particularmente nos trabalhos de centros e grupos. A mediunidade natural e generalizada não é propriamente uma forma de energia que permanece no organismo corporal no estado letárgico. É simplesmente a disposição natural do espírito para expandir-se, projetar-se e entrar em relação com outros espíritos.
Nossa mente funciona, segundo acentua Jonh Chinwald em seu estudo sobre relações inter-pessoais, como ativo centro emissor e receptor de pensamento. Estamos sempre conversando sem o perceber. Muitos dos nossos monólogos são diálogos com outras pessoas ou com espíritos.
Emmanuel e André Luiz, pelo Chico Xavier, diferem se a inquirições mentais que certos espíritos nos fazem seja para avaliar o nosso estado mental e ajudar-nos a corrigi-los, seja para fins obsessivos. Um obsessor se aproxima de nós e sugere mentalmente o nome ou figura de uma pessoa. Começamos a pensar nessa pessoa e a desfilar na mente os dados que possuímos sobre ela.
O obsessor insiste e sem percebermos, vamos dando a ficha da pessoa ou as nossas opiniões sobre ela. Ajudamos o obsessor sem saber. De outras vezes ele pretende saber qual é a nossa posição em determinado caso de desentendimento a respeito de seu amigo. Nós a revelamos e ela passa a envolver-nos num processo obsessivo. Por isso Jesus aconselhou: Vigiai e orai. Devemos vigiar os nossos pensamentos e orar por aqueles que consideramos em erro.
Se assim o fizermos, certamente nos livraremos de muitas perturbações, e muitos aborrecimentos desnecessários. Os colóquios do homem são sempre observados pelas testemunhas invisíveis, boas ou más, que nos cercam.
A mediunidade natural funciona como imanente no nosso psiquismo, faz parte da nossa constituição humana. Recorrem às casas espíritas muitas pessoas perturbadas e até obsedadas, que em geral são consideradas como médiuns em fase de desenvolvimento. O que não passam de vítimas de perseguições de espíritos inferiores, resultante de inquirições mentais dos mesmos.
Precisam de passes, de participações nas sessões, mas não sentar-se à mesa mediúnica para educar a mediunidade. Após tratados livram-se dos sintomas, pela própria correção de seu pensamento em relação a vida, em relação as pessoas.
Essas pessoas não estão investidas do mediunato e não precisam educar a mediunidade. Esta lhe serve para guiar-lhe na vida através de intuições e percepções extra-sensorial. Os problemas obsessivos serviram para aproximá-la do espiritismo, se continuar compreenderá o enredo da providência a seu beneficio.
As pessoas não dotadas de mediunato podem ser muito sensíveis e intuitivas, dispondo de percepções eficazes em todas as circunstâncias, que podem ser aproveitadas no movimento espírita, depois de tratados e instruídos. As obsessões não são produzidas apenas por espíritos. Há casos de obsessões telepáticas, provocadas por pessoas vivas.
Kardec tratou desses casos referindo-se à telepatia como telegrafia humana. Sentimento de aversão, de ódio, de vingança, acompanhado de pensamentos agressivos, podem dar a impressão de verdadeiros processos de obsessão por espíritos inferiores. Estes geralmente se envolvem e nas sessões, passam como os responsáveis nas perturbações que intrometeram-se, enganando dirigentes menos visados.
O Dr. Ehrenwal relata um caso da sua clinica psicanalítica, em que um rapaz era rejeitado pelos companheiros de pensão. A rejeição era oculta, pois todos fingiam apreciá-lo. Afastando o paciente para outro meio, os sintomas obsessivos desapareceram gradualmente, na proporção em que os algozes o esqueciam.
A mediunidade natural aflora, às vezes, dadas as circunstâncias favoráveis, numa eclosão semelhante à educação mediúnica. Há casos de premonição que surgem de perigo eventual, casos de vidência passageira, que parecem sintomas de mediunato em eclosão.
É difícil saber-se de imediato, o que se passa, principalmente em virtude do estado emocional dos pacientes. Mas basta uma observação paciente, com que freqüência às sessões mediúnicas para logo se verificar que se trata apenas de ocorrências isoladas e ocasionais. A mediunidade natural tende sempre a voltar à sua acomodação no psiquismo normal e manifestando-se de forma generalizada, como eclosão da mediunidade intuitiva, pois é o prelúdio da mesma.
O que às vezes complica é a insistência do desenvolvimento mediúnico ou aplicações terapêuticas de choques e dosagens excessivas de drogas nos receituários médicos.
MEDIUNATO
A mediunidade ativa ou mediunato, não age de maneira discreta e sutil, como a mediunidade generalizada. Pelo contrário, extravasa agitada em fenômenos de captação e projeção, não raro explodindo em casos de obsessões.
É chamada mediunidade de serviço, destinada ao auxílio e ao socorro do próximo. Decorre de compromissos assumidos no Plano espiritual, seja para auxiliar indiscriminadamente os que necessitam de ajuda e orientação, seja para o resgate de dívidas morais do passado com entidades necessitadas, cujo estado inferior se deve, em parte ou totalmente, a ações do médium em vidas passadas.
O médium não desfruta apenas as vantagens da mediunidade generalizada, pois vê-se investido de uma missão mediúnica a que os espíritos deram o nome de mediunato.
Neste caso o médium é continuamente solicitado para atender a entidades desencarnadas carentes de auxílio e elucidação. Se rejeita seu compromisso ou tenta protelá-lo, fica sujeito a perturbações e finalmente a obsessões. Não obstante o determinismo implícito no mediunato, o seu livre arbítrio continua inato.
Assim como escolheu e pediu essa situação ao voltar a encarnação, assim também poderá agora optar pelo cumprimento ou não do compromisso, arcando com as conseqüências da fuga ao dever.
O mediunato é também concedido em caso de assistência ao próximo e ajuda a humanidade, como nos mostra o exemplo histórico das meninas Baudim, Julia e Carolina com 14 e 16 anos, em Paris, cuja mediunidade admirável garantiu o êxito da missão de Kardec. Mas o Próprio Kardec não era médium, porque a sua missão era cientifica e não mediúnica.
Não era um profeta, nem um vidente ou messias. Era um pesquisador incansável e exigente. A volumosa, minuciosa e inabalável obra que deixou, formando um maciço de mais de vinte volumes de quatrocentas páginas em média, mostra porque ele não podia dispor de um mediunato. Tina de dedicar-se inteiramente, como se dedicou até a exaustão, ao trabalho intelectual.
É grandiosa a epopéia humilde desse pesquisador solitário de uma ciência que todos combatiam e ridicularizavam. Para compreender melhor a razão pela qual Kardec não teve mediunato, basta lembrar o caso de Swedenborg, na Suécia, e de Andrew Jakson Davis nos Estados Unidos. O primeiro era dos maiores sábios do século XVIII, amigo de Kant e foi o precursor do espiritismo, dotado de extraordinária vidência, mas perdeu-se nas sua próprias visões, fascinado pela realidade invisível, acabou criando uma seita eivada de absurdos.
O segundo, também vidente, lançou uma série de livros em que o fantástico supera as possibilidades do real. Os fenômenos mediúnicos são mais difíceis de se examinar com frieza. O médium não escapa aos impactos emocionais dessas manifestações, como Kardec viu no próprio exemplo de Flammarion.
Por outro lado, a condição de médium o tornaria suspeito aos olhos desconfiados dosm homens de ciência. Mesmo no meio espírita o critério de Kardec ainda não foi suficientemente compreendido. Há os que censuram o seu comedimento em tratar de assuntos melindrosos da época. Não entendem o valor do Livro dos Médiuns e vivem a procura de novidades apresentadas em obras mediúnicas suspeitas.
A vidência, como todas as formas de mediunidade pode ocorrer ocasionalmente a qualquer pessoa, mas a sua ação permanente, nos casos de mediunato pode bloquear a razão e excitar o misticismo.
Nestes casos místicos está sujeito a enganos fatais. O espírito encarnado está condicionado à vida do plano material, não dispondo de segurança para lidar com problemas do Plano Espiritual, pois seu inconsciente destina-se a funcionar normalmente na vida futura ou seja, no Plano Espiritual. Kardec observou tudo isso com rigor através de pesquisas incessantes publicadas na Revista Espírita.
O mediunato da vidência existe, mas para fins de auxílio às pesquisas ou para as demonstrações da verdade espírita. A codificação não é obra de vidência, mas de pesquisa cientifica realizada por Kardec sob orientação e vigilância dos Espíritos Superiores.
Ao tratar de assuntos espíritas estamos agindo num campo magnético em que se digladiam as forças do bem e do mal. Nem sempre sabemos distingui-las com segurança e podemos deixar-nos levar por correntes de pensamentos desnorteantes.
A obra de Kardec é a bússola em que podemos confiar. Ela é pedra de toque que podemos usar para aferir a legitimidade de ou não das pedras aparentemente preciosas que os garimpeiros de novidades nos querem vender.
Essa obra repousa na experiência de Kardec e na sabedoria do Espírito de Verdade. Se não confiamos nela, é melhor abandonarmos o espiritismo. O mediunato exige o nosso esforço contínuo na luta para sustentação da verdade espírita no mundo.
Nosso Livre arbítrio não pode ser violado, mas quando aceitamos as mistificações de pretensos reformadores usamos o livre arbítrio na escolha infeliz que então fazemos.
Extraído do Livro mediunidade de Herculano Pires.
É E permanece geralmente em êxtase, com manifestações moderadas e quase imperceptíveis, ou seja, discreta e sutil.
A falta de conhecimento dessa divisão acarreta dificuldades e inconvenientes na prática mediúnica, particularmente nos trabalhos de centros e grupos. A mediunidade natural e generalizada não é propriamente uma forma de energia que permanece no organismo corporal no estado letárgico. É simplesmente a disposição natural do espírito para expandir-se, projetar-se e entrar em relação com outros espíritos.
Nossa mente funciona, segundo acentua Jonh Chinwald em seu estudo sobre relações inter-pessoais, como ativo centro emissor e receptor de pensamento. Estamos sempre conversando sem o perceber. Muitos dos nossos monólogos são diálogos com outras pessoas ou com espíritos.
Emmanuel e André Luiz, pelo Chico Xavier, diferem se a inquirições mentais que certos espíritos nos fazem seja para avaliar o nosso estado mental e ajudar-nos a corrigi-los, seja para fins obsessivos. Um obsessor se aproxima de nós e sugere mentalmente o nome ou figura de uma pessoa. Começamos a pensar nessa pessoa e a desfilar na mente os dados que possuímos sobre ela.
O obsessor insiste e sem percebermos, vamos dando a ficha da pessoa ou as nossas opiniões sobre ela. Ajudamos o obsessor sem saber. De outras vezes ele pretende saber qual é a nossa posição em determinado caso de desentendimento a respeito de seu amigo. Nós a revelamos e ela passa a envolver-nos num processo obsessivo. Por isso Jesus aconselhou: Vigiai e orai. Devemos vigiar os nossos pensamentos e orar por aqueles que consideramos em erro.
Se assim o fizermos, certamente nos livraremos de muitas perturbações, e muitos aborrecimentos desnecessários. Os colóquios do homem são sempre observados pelas testemunhas invisíveis, boas ou más, que nos cercam.
A mediunidade natural funciona como imanente no nosso psiquismo, faz parte da nossa constituição humana. Recorrem às casas espíritas muitas pessoas perturbadas e até obsedadas, que em geral são consideradas como médiuns em fase de desenvolvimento. O que não passam de vítimas de perseguições de espíritos inferiores, resultante de inquirições mentais dos mesmos.
Precisam de passes, de participações nas sessões, mas não sentar-se à mesa mediúnica para educar a mediunidade. Após tratados livram-se dos sintomas, pela própria correção de seu pensamento em relação a vida, em relação as pessoas.
Essas pessoas não estão investidas do mediunato e não precisam educar a mediunidade. Esta lhe serve para guiar-lhe na vida através de intuições e percepções extra-sensorial. Os problemas obsessivos serviram para aproximá-la do espiritismo, se continuar compreenderá o enredo da providência a seu beneficio.
As pessoas não dotadas de mediunato podem ser muito sensíveis e intuitivas, dispondo de percepções eficazes em todas as circunstâncias, que podem ser aproveitadas no movimento espírita, depois de tratados e instruídos. As obsessões não são produzidas apenas por espíritos. Há casos de obsessões telepáticas, provocadas por pessoas vivas.
Kardec tratou desses casos referindo-se à telepatia como telegrafia humana. Sentimento de aversão, de ódio, de vingança, acompanhado de pensamentos agressivos, podem dar a impressão de verdadeiros processos de obsessão por espíritos inferiores. Estes geralmente se envolvem e nas sessões, passam como os responsáveis nas perturbações que intrometeram-se, enganando dirigentes menos visados.
O Dr. Ehrenwal relata um caso da sua clinica psicanalítica, em que um rapaz era rejeitado pelos companheiros de pensão. A rejeição era oculta, pois todos fingiam apreciá-lo. Afastando o paciente para outro meio, os sintomas obsessivos desapareceram gradualmente, na proporção em que os algozes o esqueciam.
A mediunidade natural aflora, às vezes, dadas as circunstâncias favoráveis, numa eclosão semelhante à educação mediúnica. Há casos de premonição que surgem de perigo eventual, casos de vidência passageira, que parecem sintomas de mediunato em eclosão.
É difícil saber-se de imediato, o que se passa, principalmente em virtude do estado emocional dos pacientes. Mas basta uma observação paciente, com que freqüência às sessões mediúnicas para logo se verificar que se trata apenas de ocorrências isoladas e ocasionais. A mediunidade natural tende sempre a voltar à sua acomodação no psiquismo normal e manifestando-se de forma generalizada, como eclosão da mediunidade intuitiva, pois é o prelúdio da mesma.
O que às vezes complica é a insistência do desenvolvimento mediúnico ou aplicações terapêuticas de choques e dosagens excessivas de drogas nos receituários médicos.
MEDIUNATO
A mediunidade ativa ou mediunato, não age de maneira discreta e sutil, como a mediunidade generalizada. Pelo contrário, extravasa agitada em fenômenos de captação e projeção, não raro explodindo em casos de obsessões.
É chamada mediunidade de serviço, destinada ao auxílio e ao socorro do próximo. Decorre de compromissos assumidos no Plano espiritual, seja para auxiliar indiscriminadamente os que necessitam de ajuda e orientação, seja para o resgate de dívidas morais do passado com entidades necessitadas, cujo estado inferior se deve, em parte ou totalmente, a ações do médium em vidas passadas.
O médium não desfruta apenas as vantagens da mediunidade generalizada, pois vê-se investido de uma missão mediúnica a que os espíritos deram o nome de mediunato.
Neste caso o médium é continuamente solicitado para atender a entidades desencarnadas carentes de auxílio e elucidação. Se rejeita seu compromisso ou tenta protelá-lo, fica sujeito a perturbações e finalmente a obsessões. Não obstante o determinismo implícito no mediunato, o seu livre arbítrio continua inato.
Assim como escolheu e pediu essa situação ao voltar a encarnação, assim também poderá agora optar pelo cumprimento ou não do compromisso, arcando com as conseqüências da fuga ao dever.
O mediunato é também concedido em caso de assistência ao próximo e ajuda a humanidade, como nos mostra o exemplo histórico das meninas Baudim, Julia e Carolina com 14 e 16 anos, em Paris, cuja mediunidade admirável garantiu o êxito da missão de Kardec. Mas o Próprio Kardec não era médium, porque a sua missão era cientifica e não mediúnica.
Não era um profeta, nem um vidente ou messias. Era um pesquisador incansável e exigente. A volumosa, minuciosa e inabalável obra que deixou, formando um maciço de mais de vinte volumes de quatrocentas páginas em média, mostra porque ele não podia dispor de um mediunato. Tina de dedicar-se inteiramente, como se dedicou até a exaustão, ao trabalho intelectual.
É grandiosa a epopéia humilde desse pesquisador solitário de uma ciência que todos combatiam e ridicularizavam. Para compreender melhor a razão pela qual Kardec não teve mediunato, basta lembrar o caso de Swedenborg, na Suécia, e de Andrew Jakson Davis nos Estados Unidos. O primeiro era dos maiores sábios do século XVIII, amigo de Kant e foi o precursor do espiritismo, dotado de extraordinária vidência, mas perdeu-se nas sua próprias visões, fascinado pela realidade invisível, acabou criando uma seita eivada de absurdos.
O segundo, também vidente, lançou uma série de livros em que o fantástico supera as possibilidades do real. Os fenômenos mediúnicos são mais difíceis de se examinar com frieza. O médium não escapa aos impactos emocionais dessas manifestações, como Kardec viu no próprio exemplo de Flammarion.
Por outro lado, a condição de médium o tornaria suspeito aos olhos desconfiados dosm homens de ciência. Mesmo no meio espírita o critério de Kardec ainda não foi suficientemente compreendido. Há os que censuram o seu comedimento em tratar de assuntos melindrosos da época. Não entendem o valor do Livro dos Médiuns e vivem a procura de novidades apresentadas em obras mediúnicas suspeitas.
A vidência, como todas as formas de mediunidade pode ocorrer ocasionalmente a qualquer pessoa, mas a sua ação permanente, nos casos de mediunato pode bloquear a razão e excitar o misticismo.
Nestes casos místicos está sujeito a enganos fatais. O espírito encarnado está condicionado à vida do plano material, não dispondo de segurança para lidar com problemas do Plano Espiritual, pois seu inconsciente destina-se a funcionar normalmente na vida futura ou seja, no Plano Espiritual. Kardec observou tudo isso com rigor através de pesquisas incessantes publicadas na Revista Espírita.
O mediunato da vidência existe, mas para fins de auxílio às pesquisas ou para as demonstrações da verdade espírita. A codificação não é obra de vidência, mas de pesquisa cientifica realizada por Kardec sob orientação e vigilância dos Espíritos Superiores.
Ao tratar de assuntos espíritas estamos agindo num campo magnético em que se digladiam as forças do bem e do mal. Nem sempre sabemos distingui-las com segurança e podemos deixar-nos levar por correntes de pensamentos desnorteantes.
A obra de Kardec é a bússola em que podemos confiar. Ela é pedra de toque que podemos usar para aferir a legitimidade de ou não das pedras aparentemente preciosas que os garimpeiros de novidades nos querem vender.
Essa obra repousa na experiência de Kardec e na sabedoria do Espírito de Verdade. Se não confiamos nela, é melhor abandonarmos o espiritismo. O mediunato exige o nosso esforço contínuo na luta para sustentação da verdade espírita no mundo.
Nosso Livre arbítrio não pode ser violado, mas quando aceitamos as mistificações de pretensos reformadores usamos o livre arbítrio na escolha infeliz que então fazemos.
Extraído do Livro mediunidade de Herculano Pires.
FALANDO SOBRE MEDIUNIDADE - PARTE 15
Mediunidade de Prova
Aureliano Alves Netto
A mediunidade é ensejo de serviço e aprimoramento, resgate e solução.
Emmanuel
Quando Arigó foi tragicamente vitimado num desastre automobilístico alguém nos manifestou sua estranheza:
- Pois quê! Não era um médium prodigioso?
- Era, sim - respondemos -, mas isso não lhe conferia nenhum privilégio. O acidente fazia parte de sua provação. Agora está liberto.
O diálogo sugeriu-nos esta crônica:
Mediunidade, segundo alguns autores, é faculdade psíquica paranormal latente em todo indivíduo; e, na opinião de outros, faculdade de origem exclusivamente fisiológica.
O escritor espírita argentino Natálio Ceccarini entende que a mediunidade não é uma aptidão orgânica e sim um "atributo da alma que se exterioriza através do mecanismo mental, organização psíquica, sistema nervoso do dotado".
Porém, a nosso ver, a melhor definição é a de Emmanuel:
"Sendo a luz que brilha na carne, a mediunidade é atributo do Espírito, patrimônio da alma imortal".
A bem dizer, o fenômeno mediúnico surgiu com o próprio aparecimento do homem sobre a Terra. Entretanto, somente após o advento do Espiritismo passou a ter sua adequada conceituação e ser objeto de estudo científico e prática metodizada, em âmbito universal.
Em O Livro dos Médiuns, ensina Kardec.
"Todo aquele que sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos é, por esse fato, médium. Essa faculdade é inerente ao homem; não constitui, portanto, um privilégio exclusivo. Por isso mesmo, raras são as pessoas que dela não possuam alguns rudimentos. Pode, pois, dizer-se que todos são, mais ou menos, médiuns. Todavia, usualmente, assim só se qualificam aqueles em quem a faculdade mediúnica se mostra bem caracterizada e se traduz por efeitos patentes, de certa intensidade, o que então depende de uma organização mais ou menos sensitiva".
Difícil, senão impossível, o escalonamento rigoroso das categorias de médiuns, em virtude da imensa variedade dos fenômenos. De modo genérico, no entanto, parece-nos que, exceto alguns poucos Missionários como Antúlio, Crispa, Buda e Pitágoras, portadores da chamada "mediunidade natural", ou mais propriamente, do dom da intuição Pura, todos os demais que estabelecem intercâmbio espiritual com o "outro mundo" apenas exercitam a mediunidade de prova.
Estas palavras de Emmanuel fortalecem nosso ponto de vista:
"Os médiuns, na sua generalidade, não são missionários, na acepção comum do termo: são almas que fracassaram desastradamente, que contrariaram sobremaneira o curse das leis divinas e que resgatam. sob o peso de severos compromissos e ilimitadas responsabilidades, o passado obscuro e delituoso. O seu pretérito, muitas vezes, se encontra enodoado de graves deslizes e de erros clamorosos. Quase sempre são espíritos que tombaram dos cumes sociais pelo abuso do poder, da autoridade, da fortuna e da inteligência, e que regressam ao orbe terráqueo para se sacrificarem em favor do grande número de almas que se desviaram das sendas luminosas da fé, da caridade e da virtude".
Em seu livro A vida de Ultratumba, Rufina Noeggerath registra esta comunicação ditada pelo Espírito Henrique Delaage:
"A mediunidade não é um dom na acepção comum da palavra; tão pouco é um privilégio. Cada pessoa vem à Terra com uma faculdade mediúnica determinada, inerente à sua natureza, para ter a possibilidade de se comunicar com os desencarnados que, por seu passado, seu presente, e, melhor ainda por seu futuro, estão enlaçados aos mortais".
A mediunidade constitui-se pois, num instrumento de trabalho para aqueles que retornam à vida corporal as mais das vezes em serviço de reajustamento. Mas, representa, ao mesmo tempo, uma faca de dois gumes. Dotado de livre arbítrio, o reencarnado tanto pode utilizar proficuamente esse instrumento de trabalho, como deixá-lo desaproveitado a enferrujar ou transformá-lo em arma de destruição.
Assim é que vemos médiuns íntegros ciosos do seu mediunato .como Chico Xavier e Divaldo Franco, para e, numerar apenas os mais conhecidos. Esses estão cumprindo bem a tarefa. Contudo, sem se julgarem isentos das sanções determinadas pela Lei de Causa e Efeito. Em contrapartida, há lamentavelmente outros cujos nomes nem é bom citar, que, ou sempre foram mercenários, ou degeneraram depois de uma atividade honesta e proveitosa.
De qualquer maneira, o certo é que a lei não poderá deixar de ser cumprida fielmente: a cada um, segundo o seu merecimento.
(Revista Internacional de Espiritismo – Agosto de 1972) http://www.espirito.org.br/portal/artigos/diversos/mediunidade/mediunidade-de-prova.html
FALANDO SOBRE MEDIUNIDADE - PARTE 14
Mediunidade de Prova
Chico Xavier, exemplo de mediunidade e responsabilidade social.
"Os médiuns, na sua generalidade, não são missionários, na acepção comum do termo: são almas que fracassaram desastradamente, que contrariaram sobremaneira o curso das leis divinas e que resgatam, sob o peso de severos compromissos e ilimitadas responsabilidades, o passado obscuro e delituoso. O seu pretérito, muitas vezes, se encontra enodoado de graves deslizes e de erros clamorosos. Quase sempre são Espíritos que tombaram dos cumes sociais pelo abuso do poder, da autoridade, da fortuna e da inteligência, e que regressam ao orbe terráqueo para se sacrificarem em favor do grande número de almas que se desviaram das sendas luminosas da fé, da caridade e da virtude". – Emmanuel
O conceito de mediunidade prova, tal qual conhecemos e usamos atualmente, não aparece nas obras e dissertações de Allan Kardec senão nos exemplos em que os médiuns são por ele defendidos contra as calúnias e perseguições. Para Kardec, o médium é uma figura pública que se expõe aos mais terríveis escolhos e julgamentos humanos, na maioria das vezes carregados de ironias e injustiças, como sempre aconteceu em todas as épocas e circunstâncias em que as faculdades psíquicas se manifestam em sociedades supersticiosas, conservadoras e dogmáticas. Foi dessa forma que o Codificador falou dos médiuns dos tempos antigos e dos seus contemporâneos, em especial as irmãs Fox e Daniel Dunglass Home. Mostrou a importância social desses operários da Verdade, mesmo que tais experiências muitas vezes fossem incompatíves e contraditórias em relação à moral doutrinária. Registrou a conduta discreta e moderada dos médiuns educados nas sociedades espíritas, mesmo porque estes também não estavam isentos dos seus compromissos e débitos pessoais. Ele mesmo e Amélie não passaram por momentos tormentosos de preparação e exercício de suas faculdades e tarefas?
Na literatura espírita a expressão “mediunidade de prova” foi utilizada pela primeira vez em 1940 no clássico “Mediunidade”, de Edgard Armond, o célebre instrutor e pioneiro de cursos para médiuns da Federação Espírita do Estado de São Paulo. Armond se antecipou até mesmo a André Luiz, que só foi utilizar o termo alguns anos após em uns dos livros da famosa série psicografada por Chico Xavier. O antigo projeto de Allan Kardec e de Bezerra de Menezes em criar escolas de espiritismo e treinamento psíquico tinha como meta curricular esclarecer e preparar os médiuns para realizar suas tarefas e missões. Armond e sua equipe transpuseram essas escolas, que são muitos comuns no mundo espiritual, para as instituições espíritas, tal qual planejaram os pioneiros.
Mas a deserção sempre ronda e assedia o trabalho mediúnico. Os Espíritos inimigos estão sempre atentos e muitos encarnados, incluindo alguns espíritas, contribuem para difundir os precedentes dessa triste fuga dos quadros colaborativos. Alguns confrades realmente não aceitam essa categoria mediúnica, mais por questão de limitação pessoal, do que propriamente por convição intelectual e científica. Como dizia J. Herculano Pires, estes têm dificuldades em aceitar a filosofia espírita como elemento de transformação moral e passam a acreditar que é mais fácil mudar a doutrina e a realidade natural do que a si mesmos.
Quando Emmanuel publicou a sua opinião acerca do tema, sintetizada na epígrafe acima, tornou-se mais clara a idéia da diferença entre mediunidade natural e de prova, bem como a inevitável comparação entre mediunidade-missão e mediunidade-tarefa, experiências diversas que marcam as especificidades e características dos portadores das faculdades psíquicas. Essa definição do principal mentor de Chico Xavier nos fez entender e lembrar de inúmeras personalidades no exercício mediúnico e posteriormente compreender a difícil experiência de cada um deles na condição do médium. A trajetória dolorosa entre as lágrimas e a resignação não poderia ser de outra forma, não num planeta em que a mediunidade é fator da natureza, mas também é tencologia psíquica e ferramenta evolutiva do Espírito. Compreendemos não só o fenômeno em si, mas também as causas do martírio de pessoas que dedicaram suas existências para difundir a realidade espiritual e também minorar o sofrimento alheio.
Lembrando Marshal MacLuhan, assim como todos os intrumentos criados pelo Homem são extensões dos limites do corpo, com o Espiritismo aprendemos que a mediunidade é a própria tecnologia psíquica, a extensão revolucionária dos limites da mente.
No entanto, a mediunidade não precisa ser somente escolhos e lágrimas. Ela poder ser exercida com equilíbrio e alegria, desde que o médium não se rebele contra a natureza e as suas próprias características psíquicas, marcas das suas possibilidades de ação, mas também reflexos dos seus limites pessoais. Diferente dos tempos antigos em que o médium era visto como aberração do sobrenatural, hoje a mediunidade adquiriu liberdade e responsabilidade social. É sacerdócio reconhecido em todas as religiões e filosofias humanistas, em diferentes manifestações culturais, inclusive no campo científico, mas continua sendo fator de risco em caso de abusos humanos. Na escola da Vida Planetária continua sendo o trajeto entre a perturbação e o equilíbrio, o sofrimento e a resignação, o fracasso e a vitória, o débito e o resgate, a estagnação e a evolução, o conhecimento e o auto-conhecimento, a dor e o amor, enfim, o dever e o prazer de ajudar o próximo.
A habilidade e a competência mediúnica, segundo Jesus
“A doutrina de Jesus ensina sempre a obediência e a resignação, duas virtudes companheiras muito ativas da doçura, embora os homens erroneamente as confundam com a negação do sentimento e da vontade. A obediência é o consentimento da razão; a resignação é o consentimento do coração. Ambas são forças ativas, pois carregam o fardo das provas que a revolta insensata não suporta. O covarde não é uma criatura resignada, assim como o orgulhoso e o egoísta não são obedientes. Jesus foi a encarnação dessas virtudes desprezadas pela antigüidade materialista. Veio no momento em que a sociedade romana agonizava, destruída pela corrupção. Veio fazer resplandecer, no seio da Humanidade moralmente enfraquecida, os triunfos do sacrifício e da renúncia carnal. Cada época é assim marcada com a característica da virtude ou do vício que a devem salvar ou perder. A virtude da vossa geração é a atividade intelectual; seu vício é a indiferença moral. Digo que é apenas atividade, pois o homem de gênio* se eleva de repente e descobre sozinho os horizontes que a multidão só verá muito depois dele, enquanto a atividade é a reunião dos esforços de todos para atingir um objetivo menos brilhante, mas que comprova a elevação intelectual de uma época. Submetei-vos ao impulso que viemos dar aos vossos Espíritos. Obedecei à grande lei do progresso, que é a palavra da vossa geração. Infeliz do Espírito preguiçoso, daquele que fecha seu entendimento! Infeliz! Pois nós, que somos os guias da Humanidade em marcha, o atingiremos com o chicote e forçaremos sua vontade rebelde com a dupla ação do freio e da espora. Toda resistência orgulhosa deverá ceder, cedo ou tarde. Mas, bem-aventurados aqueles que são mansos, pois receberão com doçura os ensinamentos’.
Lázaro - Paris, 1863 - Obediência e Resignação - O Evangelho Segundo O Espiritismo
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