segunda-feira, 11 de junho de 2012

PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE MEDIUNIDADE - PARTE 2


41- Qual o mecanismo do intercâmbio mediúnico e quais os princípios básicos em que se alicerça?
Para que um Espírito se comunique é preciso que se estabeleça a sintonia da mente encarnada com a desencarnada, mecanismo básico que se desdobra de acordo com o tipo de mediunidade, estado psíquico dos agentes passivo e ativo - valores espirituais etc. Sintonizado o médium com o comunicante, o pensamento deste se exterioriza através do campo físico daquele, em forma de mensagem grafada ou audível. O processo mediúnico se alicerça na sintonia das mentes, sem o que não pode haver a comunicação. 

42- Para exercer mais conscientemente a sua tarefa, o que o médium deve conhecer do Plano Espiritual e das leis que o regem?
O Plano Espiritual não compreende uma determinada região limitada no espaço, logo os Espíritos encontram-se em toda parte, agrupando-se por laços de afinidade. Cabe ao médium manter-se sempre em vigilância para não entrar em sintonia com as entidades em desequilíbrio, o que poderá acontecer, a qualquer momento e em qualquer lugar em que se encontre. 

43- O estudo acerca da casa mental pode auxiliar o médium no exercício de sua mediunidade?
Sim. É de grande importância para o melhor desempenho de sua tarefa. Sabemos que na estruturação do nosso campo mental, todas as experiências adquiridas até a última existência se sedimentam no plano do subconsciente. 

Que as experiências da vida atual são anotadas no plano do consciente e que nossas ideações futuras vigem no superconsciente. 

Quando o encarnado entra em transe, o comunicante necessita encontrar na sua mente recursos para se externar e, por isso, quanto mais o médium amplia os seus conhecimentos, maior possibilidade oferece à entidade para externar a sua mensagem e quanto maior o esforço em educar-se intimamente, maior a facilidade para controlar o Espírito, mesmo durante o transe. 

44- Qual a interferência dos reflexos condicionados no intercâmbio mediúnico?
A presença, a mensagem ou experiências do Espírito comunicante podem acionar no subconsciente do médium reflexos do seu passado, os quais comumente, interferem na comunicação. Por exemplo: ao se ver frente a uma entidade ligada ao seu passado de dor, o médium pode externar aspectos de sofrimento que não mais existem, mas que estão arquivados no subconsciente e que afloram, durante o transe, com a presença daquele irmão que compartilhou as referidas experiências. 

45- Como explicar a sintonia vibratória de um Espírito conturbado com um médium equilibrado e em estado de confiança em Deus?
O médium em equilíbrio busca sintonizar com o Espírito conturbado, pelo desejo de ajudar. Se a diferença vibratória entre ambos é muito acentuada, os guias espirituais auxiliam o comunicante, através de passes, para que eleve, ainda que em parte, o seu padrão vibratório e com isto facilite a sintonia com o médium, para a comunicação. 

46- Como é possível ao médium controlar as manifestações dos Espíritos, mesmo violentos ou desequilibrados?
O pensamento do Espírito, antes de chegar ao cérebro físico do médium, passa pelo cérebro perispirítico, resultando disso a propriedade que tem o medianeiro, em tese, de fazer ou não fazer o que a entidade pretende. Quanto mais educar-se interiormente o médium, maior a dificuldade do Espírito em extravasar atitudes violentas ou desequilibradas. 

47- Mesmo quando inconsciente, o médium é responsável pelo que ocorre durante as comunicações?
Na psicofonia sonambúlica, o médium cede com mais espontaneidade os seus implementos físicos para a comunicação do Espírito, mas afastado de seu corpo, é absolutamente consciente, daí a sua responsabilidade no controle do Espírito comunicante. 

48- Qual a condição do médium na psicofonia consciente, na semiconsciente e na inconsciente?
Na psicofonia consciente o Espírito comunicante transmite, telepaticamente, às vezes, à distância, as suas idéias ao médium que as retrata com as suas próprias palavras. 

Na semiconsciente, o Espírito comunicante, através do perispírito do médium, entra em contato com este, atuando sobre o campo da fala e outros centros motores. 

Na inconsciente, afasta-se o Espírito do médium de seu próprio corpo, que mais livremente é utilizado pelo comunicante. Quando há inteira confiança entre ambos, é como se o médium entregasse um instrumento valioso às mãos de um artista emérito que o valoriza. 

Se o comunicante é rebelde ou perverso, o médium, embora afastado, age na condição de um enfermeiro vigilante a controlar o doente. 

49- Deve o médium inconsciente esforçar-se por se tornar consciente?
O médium deve esforçar-se sempre para ser consciente de suas elevadas responsabilidades, mas quando é portador da psicofonia sonambúlica, ou inconsciente, tendo neste campo assumido compromissos espirituais, dificilmente, modificará o curso de sua tarefa, a qual, nem por isso, deixará de ser meritória. 

50- Por quê determinados médiuns extravasam no campo físico as impressões de desequilíbrio ou rebeldia dos Espíritos comunicantes?
Faltam-lhes ainda os valores da auto-educação evangélica, porém à medida que se esforçam no estudo, na prática do bem e na vivência evangélica, irão superando as dificuldades da prática mediúnica.

PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE MEDIUNIDADE


1 – Como funciona a mediunidade consciente?

O médium capta o fluxo mental do Espírito, gerando idéias e sensações, como se houvesse a intromissão de outra mente em sua intimidade; como se estivesse a conversar com alguém, dentro de si mesmo.

02 – Ouve uma voz?

Seria fácil, mas não é bem assim. Idéias surgem, misturando-se com as suas, como se fossem dele próprio.

03 – Parece complicado…

E é, sem dúvida, principalmente para médiuns iniciantes, que não distinguem o que é deles e o que é do Espírito. Muitos abandonam a prática mediúnica, em face dessa incerteza, que é perturbadora.

04 – Como resolver esse problema?

É preciso confiar e dar vazão às idéias que lhe vêm à cabeça, ainda que pareçam embaralhadas, em princípio. Geralmente a mediunidade é desenvolvida a partir da manifestação de Espíritos sofredores, o que é mais simples. Não exige maior concatenação de idéias ou esforço de raciocínio. Cumpre-lhe, em princípio, apenas exprimir as sensações e sentimentos que o Espírito lhe passa.

05 – Qual o conselho para o médium que enfrenta esse impasse?

Sentindo crescer dentro de si o fluxo de sensações e pensamentos, que tomam corpo independente de sua vontade, comece a falar, sem preocupar-se em saber se é seu ou do Espírito. A partir daí o fluxo irá se ajustando. É como o motorista inexperiente na direção de um automóvel. Em princípio há solavancos, mas logo se ajusta.

06 – O que pode ser feito para ajudar o médium iniciante?

A participação dos irmãos do Terreiro é importante. O médium, nessa situação inicial, fica fragilizado. Sente-se vulnerável e constrangido. Qualquer hostilidade ou pensamento crítico dos irmãos, revelando desconhecimento do processo, poderá afetá-lo.

07 – Seria razoável aplicar passes no médium iniciante, em dificuldade para iniciar a manifestação?

O passe pode ajudar, mas devemos ser econômicos na sua utilização, a fim de evitar condicionamentos. Há médiuns que esperam pela intervenção do Pai, Mãe ou irmão no Santo, aplicando-lhes passes, a fim de iniciar seu trabalho.

08 – As manifestações de médiuns iniciantes são, não raro, repetitivas. Como devem agir o Pai ou Mãe e Irmãos no Santo no Terreiro?

Cultivar a compreensão e a boa vontade, considerando que o animismo, a intervenção do próprio médium, é expressivo nessa etapa do desenvolvimento. Aos poucos ele irá se ajustando, aprendendo a distinguir melhor entre suas idéias e as do Espírito.

09 – Vemos, com freqüência, médiuns dotados de razoáveis faculdades mediúnicas desistirem do compromisso. Há algum prejuízo?

A sensibilidade mediúnica não funciona apenas nas Giras. Está sempre presente. É na prática mediúnica, com os estudos e disciplinas que lhe são inerentes, que o médium garante recursos para manter o próprio equilíbrio. Afastado, pode cair em perturbações e desajustes.

10 – É um castigo?

Não se trata disso. O problema está na própria sensibilidade que, não controlada pelo exercício, situa o médium à mercê de influências negativas, nos ambientes em que circule, e de entidades perturbadas que se aproximam.

11 – Mas esse problema não está presente na vida de todos nós? Não vivemos rodeados de Espíritos perturbados e perturbadores?

Sim, e bem sabemos quantos problemas são decorrentes dessa situação, por total ignorância das pessoas em relação ao assunto. No médium afastado da prática mediúnica é mais sério, porquanto, em face de sua sensibilidade, ele sofre um impacto maior, com repercussões negativas em seu psiquismo.

12 – E se o médium, não obstante afastado da prática mediúnica, for uma pessoa de boa índole, caridosa, afável, bem sintonizada?

Com semelhante comportamento poderá manter relativa estabilidade, mas é preciso considerar que a mediunidade não é um acidente biológico. Ninguém nasce médium por acaso. Há compromissos que lhe são inerentes.

13 – O médium vem programado para essa tarefa…

Sim. Trata-se de um compromisso assumido na espiritualidade. Há um investimento no candidato à mediunidade, relacionado com estudos, planejamento, adequação do corpo. Tudo isso envolve diligentes cuidados dos mentores espirituais. Imaginemos uma empresa investindo na preparação de um funcionário para determinada função. Depois de tudo, será razoável ele dizer que não está interessado?

14- Mas não é contraproducente o médium participar de trabalhos mediúnicos como quem cumpre uma obrigação ou um contrato preestabelecido, temendo sanções?

As sanções serão de sua própria consciência, que lhe cobrará, mais cedo ou mais tarde, pela omissão. Para evitar essa situação é que os médiuns devem estudar a Doutrina, participando de estudos e lendo a respeito da mediunidade, a Doutrina Espírita é a melhor opção para conhecer sobre a mediunidade, mas esta deve ser direcionada pelo Pai ou Mãe no Santo, assim estará assimilando conhecimento e podendo debater a respeito.

15 – E se há impedimentos ponderáveis? Filhos a cuidar, cônjuge difícil, profissão, saúde…

Eventualmente isso pode acontecer, por algum tempo. O problema maior, entretanto, está no próprio médium que, geralmente, tenta justificar a sua omissão. Altamente improvável que a espiritualidade lhe outorgasse a mediunidade, sem dar-lhe condições para exercê-la.

16 – E quando a participação do médium gera conturbações no lar, a partir de um posicionamento intransigente do consorte?

Lamentável o casamento em que marido ou mulher pretende criar embaraços à atividade religiosa do cônjuge. É inconcebível! Onde ficam o diálogo, a compreensão, o respeito às convicções alheias? De qualquer forma, embora tal situação possa justificar a ausência do médium, não o eximirá dos problemas inerentes à mediunidade não exercitada.

17 – É difícil encontrar pessoas que guardam perfeita estabilidade emocional e física. Tem algo a ver com a sensibilidade mediúnica?

Tem tudo a ver. Vivemos mergulhados num oceano de vibrações mentais, emitidas por Espíritos encarnados e desencarnados. Assim como podemos ser contaminados por vírus e bactérias, também sofremos contaminações espirituais que geram alterações em nossos estados de ânimo.

18 – Isso explica por que as pessoas tendem a ficar deprimidas num velório e felizes num casamento?

Sem dúvida. O ambiente e as situações exercem grande influência. Lembro-me da morte de Aírton Senna. Provocou imensa comoção popular, até naqueles que não acompanhavam suas proezas no automobilismo. A emoção se expande e pode envolver multidões.

19 – Explica, também, as atrocidades cometidas por soldados, numa guerra?

A guerra produz lamentáveis epidemias de maldade, em face de nossa inferioridade. A crueldade tem livre acesso em corações ainda dominados pelos impulsos instintivos da animalidade. Propaga-se com a rapidez de um rastilho de pólvora.

20 – No lar parece acontecer algo semelhante, quando as pessoas perdem o controle e se agridem com gritos e palavrões, descendo não raro à agressão física…

Em nenhum outro lugar demonstramos com maior propriedade nossa inferioridade. No lar rompe-se o verniz social. As pessoas mostram o que são. Como não há santos na Terra, conturba-se o ambiente, favorecendo contaminações de agressividade, que envolvem os membros da casa.

21 – Como evitar isso?

É preciso desenvolver e fortalecer defesas espirituais, elevando nosso padrão vibratório, sintonizando numa freqüência que nos coloque acima das perturbações do ambiente.

22 – Como funciona essa questão da sintonia?

Tomemos, por exemplo, as ondas hertzianas, nas transmissões radiofônicas. Elas se expandem dentro de freqüência específica. Para ouvir determinada emissora giramos o dial e a sintonizamos. Nossa mente é um poderoso emissor e receptor de vibrações e tendemos a sintonizar com multidões que se afinam mentalmente conosco.

23 – Que providências devemos tomar para uma sintonia saudável?

Consideremos, em princípio, que ela é determinada pela natureza de nossos pensamentos. Lembrando o velho ditado “dize-me com quem andas e te direi quem és “, podemos afirmar “dize-me a natureza de teus pensamentos e te direi que influências irás assimilar”.

24 – Isso significa que equilíbrio e desequilíbrio, paz ou inquietação, alegria ou tristeza, agressividade ou mansuetude, dependem, essencialmente, de nós?

Exatamente. Embora nossos problemas físicos e psíquicos possam ser amplificados por influências ambientes, a origem deles está em nossa maneira de pensar e agir. Se quisermos o Bem em nossa vida, é fundamental que pensemos e realizemos o Bem.

25 – Que livros você indicaria para um iniciante?

É preciso levar em consideração a cultura e a familiaridade da pessoa com a literatura. Se for alguém habituado, com facilidade de concentração, deve ler, inicialmente, O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns e O Evangelho Segundo o Espiritismo. 

Nessas três obras de Allan Kardec, temos, na mesma ordem, o tríplice aspecto do Espiritismo: Filosofia, Ciência e Religião, estes nasceram não para a Religião Espiritismo e sim para todos que crêem na existência dos espíritos, mas para aceitação inicial da espiritualidade e conhecimento especifico dentro da Umbanda.

Cabe ao iniciante conhecer Tambores de Angola, Aruanda de Robson Pinheiros, nos dá uma noção da Umbanda no Astral Superior, não esquecendo de forma alguma informar ao seu Pai ou Mãe no Santo, sobre seus estudos, pois este estará disposto a lhe responder futuras dúvidas a respeito de seu estudo, infelizmente a Umbanda ainda não existe um livro que possamos pegá-lo como base de estudo para todos, pois a verdade dos Terreiros de Umbanda é que cada Casa atribui sua Doutrina e esta deve ser respeitada pelo iniciante, damos sempre como base a Doutrina Espírita, pois a mesma nasceu para ensinar a todos sobre a Espiritualidade.

26 – O que é o animismo?

Na prática mediúnica é algo da alma do próprio médium, interferindo no intercâmbio. Kardec empregou o termo sonambulismo, explicando, em Obras Póstumas, quando trata da manifestação dos Espíritos, item 46: O sonâmbulo age sob a influência do seu próprio Espírito; sua própria alma é que, em momentos de emancipação, vê, ouve e percebe além dos limites dos sentidos. O que ele exprime, haure-o de si mesmo…

27 – O animismo está sempre presente nas manifestações?

O médium não é um telefone. Ele capta o fluxo mental da entidade e o transmite, utilizando-se de seus próprios recursos. Sempre haverá algo dele mesmo, principalmente se for iniciante, com dificuldade para distinguir entre o que é seu e o que vem do Espírito.

28 – Existe um percentual envolvendo o animismo na comunicação? Digamos, algo como quarenta por cento do médium e sessenta por cento do Espírito?

Se o animismo faz parte do processo mediúnico, sempre haverá um porcentual a ser considerado, não fixo, mas variável, envolvendo o grau de desenvolvimento do médium. Geralmente os iniciantes colocam mais de si mesmos na comunicação. Quando experientes, tendem a interferir menos.

29 – Pode ocorrer uma manifestação essencialmente anímica, sem que o próprio médium perceba?

É comum acontecer, quando está sob tensão nervosa, em dificuldade para lidar com determinados problemas de ordem particular. As emoções tendem a interferir e ele acaba transmitindo algo de suas próprias angústias, em suposta manifestação.

30 – Seria uma mistificação?

Não, porque não há intencionalidade. O médium não está tentando enganar ninguém. É vítima de seus próprios desajustes e nem mesmo tem consciência do que está acontecendo.

31 – E o que deve fazer o Pai/Mãe no Santo quando percebe que um Filho no Santo está entrando nessa faixa?

É preciso cuidado. O Pai/Mãe no Santo menos avisado pode enxergar animismo onde não existe. 

Se a experiência lhe disser que realmente está acontecendo, deve conversar com o médium, em particular, saber de seus problemas e encaminhá-lo às giras de desenvolvimento e ou tratamento espiritual. 

Toda a atenção dos Pais/Mães no Santo devem ser direcionada a este Filho e estar atento a esta mediunidade, é comum percebermos que pela ignorância (do saber) é mais fácil deixá-lo de lado, ou ainda excluí-lo do corpo mediúnico, muitas das vezes estes são execrados dos Terreiros, não por ser um animista e sim pelo desconhecimento do Pai/Mãe no Santo sobre o assunto. 

Se persistir o problema, o médium deve ser orientado a participar das giras como suporte, auxiliando nos trabalhos.

32 – Quando é que o Pai/Mãe no Santo deve preocupar-se com o animismo?

Quando ocorre a manifestação de um espírito que se diz orientador. É preciso passar o que diz pelo crivo da razão, distinguindo não apenas um possível animismo, mas, também, uma mistificação do Espírito comunicante.

33 – O médium que se sinta enfermo deve resguardar-se, deixando de comparecer à gira?

Depende do tipo de problema que esteja enfrentando. Se fortemente gripado, febril, é conveniente que se ausente, resguardando também os irmãos, que podem contrair seu mal. Mas há sintomas físicos e psíquicos que apenas revelam a proximidade de Espírito sofredor, não raro trazido pelos mentores espirituais para um contato inicial, a favorecer a manifestação.

34 – Nesse caso, mesmo não se sentindo bem, o médium deve comparecer?

Sim, porque o que está sentindo é parte de seu trabalho, exprimindo as angústias e sensações do Espírito, relacionadas com a doença ou os problemas que enfrentou na vida física.

35 – Isso significa que uma dor na perna, por exemplo, pode ter origem espiritual?

É comum. Acontece principalmente com o médium que tem sensibilidade mais dilatada. Ao transmitir a manifestação de um Espírito que desencarnou por problema circulatório, cuja perna gangrenou, tenderá a sentir dor semelhante, não raro antes da reunião, devido à aproximação da entidade.

36 – Ocorre o mesmo em relação às emoções?

É freqüente. Sintonizado com o Espírito, o médium capta o que vai em seu íntimo. Se a entidade sente-se atormentada, aflita, tensa, nervosa ou angustiada, experimentará algo dessas emoções.

37 – E se o médium, imaginando que esses sintomas físicos e emocionais estão relacionados com seus próprios problemas, decide não comparecer à reunião?

Se alguém nos confia um doente para levá-lo ao hospital, e decidimos instalá-lo em nossa casa, assumiremos o ônus de cuidar dele. Certamente nos dará muito trabalho, principalmente se for um doente mental.

38 – É possível que essa ligação com entidades perturbadas ocorra independentemente da iniciativa dos mentores espirituais?

É o que mais acontece. Vivemos rodeados por Espíritos destrambelhados, sem nenhuma noção da vida espiritual, que se agarram aos homens, como náufragos numa tábua de salvação. Nem é necessário ter mediunidade ostensiva. Todos estamos sujeitos a sofrer essa influência.

39 – Digamos que o médium receba influência dessa natureza na segunda-feira e só comparecerá ao Terreiro no sábado. Sofrerá durante a semana toda?

Com a experiência e a dedicação ao estudo ele aprenderá a lidar com esse problema, cultivando a oração e dialogando intimamente com a entidade que, com o concurso de mentores espirituais, será amparada.

40 – Devemos informar a esse respeito pessoas que procuram o Terreiro, perturbadas por tais aproximações?

É preciso cuidado. Pessoas suscetíveis, que guardam idéias equivocadas, relacionadas com influências demoníacas, podem apavorar-se. Nunca mais porão os pés no Terreiro.

Adaptações: Alex de Oxóssi
Retirado do Livro: MEDIUNIDADE – TUDO O QUE VOCÊ PRECISA SABER RICHARD SIMONETTI

sexta-feira, 8 de junho de 2012

CURSO "PREPARANDO-SE PARA O TERCEIRO MILÊNIO"1º módulo: Introdução ao estudo das obras de Ramatís - parte 4

SINTOMAS INDICADORES DA MEDIUNIDADE:

Quem se depara com acontecimentos estranhos a normalidade das pessoas, quando vê, ouve ou presente fatos que mais tarde venham a se concretizar, sem dúvida está precisando ser avaliado por um dirigente espírita para ser instruído segundo suas necessidades mediúnicas.

Não se deve ter dúvida, principalmente quando já tenha procurado um profissional da saúde, que após exames laboratoriais, nada pode diagnosticar, dentro da relação de enfermidades estabelecidas pela medicina terrena.

Enquanto esse ser não é detentor do conhecimento de que é um médium de prova, ou um compromissado para colaborar com a espiritualidade nos serviços de esclarecimentos, e encaminhamento para desencarnados confusos, e ainda servir como elo de contato entre obsessores e obsedados, afim de que possam reaver a condição fraterna interrompida outrora, por motivos de discórdias, intrigas e feitos que magoaram e prejudicaram uma ou ambas as partes envolvidas, a espiritualidade promove fenômenos a ser sentido pelo aspirante a médium, tornando-o possuidor do seguinte quadro sintomático:

Peso nos ombros; Vontade de chorar; Visões astrais; Ouvir de vozes; Dor de cabeça constante; Dores pelo corpo; Insônia; Medo; Pesadelos; Angústia, dentre Outros

Dentro do conceito que esclarece que a sabedoria é libertadora do ser, podemos acreditar que a ida á Casa Espírita trará condições que proporcionará á mente confusa no presente, a sabedoria para decidir o que lhe é mais apropriado. A Doutrina Espírita têm para oferecer ao neófito, uma visão dos conceitos espiritistas, como:

O verdadeiro significado da mediunidade;
A lei da Reencarnação;
A lei da Causa e Efeito;
Conhecer sobre Jesus e seu evangelho;
A função consoladora da Doutrina Espírita, dentre outros…


Convém deixar claro que para aqueles que aceitaram vir á Terra sob a necessidade do trabalho mediúnico, que caso não cumpra com suas obrigações, terá de sofrer as conseqüências estabelecidas pela Lei do Carma que a todos oferece a oportunidade de se ajustar perante os prejuízos causados a outros em tempo idos.

A análise do estado mediúnico, mais o agravo por questão de uma atuação de entidade que o obsedia, é fato extremamente importante para o restabelecimento da saúde psicofísica. Lembre-se a semeadura foi e continua livre. A colheita sempre será obrigatória.

“Se instrua mais lendo as páginas sobre mediunidade”.

CURSO "PREPARANDO-SE PARA O TERCEIRO MILÊNIO"1º módulo: Introdução ao estudo das obras de Ramatís - parte 3

2.2 O DUPLO ETÉRICO EM FACE DA MEDIUNIDADE DE PROVA

Os médiuns "de prova", isto é, aqueles que se encarnam na Terra com a obrigação principal de cumprirem o serviço mediúnico, especialmente os médiuns de fenômenos físicos que elaboram e consomem ectoplasma, já nascem com certo desvio na linha magnética vertical dos pólos positivo e negativo do seu perispírito, devido a uma intervenção deliberada que os técnicos siderais processam nele antes de se encarnarem fincando-lhe entre os pés, termina por também modelar no útero feminino, durante a gestação do corpo físico, um duplo-etérico com esse mesmo desvio à esquerda.

Portanto durante o nascimento e o crescimento do homem com a prova de mediunidade, também se modela o seu duplo-etérico obedecendo à mesma inclinação da linha magnética do perispírito , que fica assim algo deslocado à altura do baço físico e do chacra esplênico,facilitando-lhe o transe mediúnico do modo mais freqüente. 

Dessa forma, em obediência às linhas de forças que lhe determinam o desvio à esquerda de seu corpo físico, o duplo etérico se transforma em janela viva 
constantemente aberta para o mundo oculto, pondo o homem em contato mais íntimo com os fenômenos extraterrenos, o que lhe confere a condição de um médium, ou seja, aquele indivíduo que pressente e ausculta a vida invisível mediante fenômenos incomuns ("médium de prova"). 

No entanto,a dupla inclinação do perispírito e do duplo etérico, que faculta a mediunidade de efeitos físicos, a psicografia mecânica ou a incorporação completa, nada tem a haver com as faculdades espirituais inatas no homem superior, como o poder da Intuição Pura ou a Clarividência Espiritual, cujas qualidades sublimes dependem fundamentalmente da formação moral e do 
grau sidéreo da alma ("médium natural"),em vez de uma simples intervenção técnica extemporânea. 

Os médiuns, em geral, são mais sensíveis que o homem comum, pois se mostram nervosos e doentios, facilmente afetados pelos fenômenos materiais do meio onde vivem, e pelas reações morais, emotivas e mentais dos demais seres que os cercam no mundo. Eles vivem superexcitados pelas preocupações mais comuns, enquanto as coisas mais simples se avolumam e os afligem, devido a sua mente hipersensível e ao contato mais freqüente do seu duplo etérico com o mundo oculto. 

O desvio parcial do duplo etérico e do perispírito, que é bem mais acentuado nos médiuns de efeitos físicos do que nos outros medianeiros, é responsável por mantê-los em sintonia freqüente com a humanidade desencarnada e por fazê-los sofrer a influência dos sentimentos e das emoções boas ou más, projetadas do plano astral pelos espíritos desencarnados. 

Essa porta etérica aberta para o Além, devido ao desvio da linha perispiritual magnética, torna o médium de prova um ser hipersensível em contato mais demorado com os fenômenos do mundo oculto, mas lhe é também, uma faca de dois gumes, pois poderá arriscá-lo ao fracasso espiritual na vida física por imprudência, caso falseie em seus costumes, se devote às paixões violentas 
e cultive vícios degradantes. 

Portanto, os médiuns de prova necessitam de constante vigilância de seus atos no mundo físico, poisas entidades malfeitoras do Invisível os espreitam a todo o momento através desta porta psíquica vulnerável. 

Raros médiuns de fenômenos físicos puderam atingir o final de sua existência terrena de modo lisonjeiro, pois, em geral, os maquiavélicos das sombras conseguiram perturbar-lhes o mandato sideral, explorando-lhes o orgulho, a vaidade, a cupidez, despertando-lhes interesses mercenários na especulação censurável de sua mediunidade.

Infelizmente os médiuns de prova são criaturas que vivem a atual existência humana onerados por grandes responsabilidades ou delitos do passado e por isso,em face de qualquer descuido ou invigilância espiritual, eles se tornam vulneráveis às investidas perniciosas do mundo invisível, pois os de efeitos físicos, com raras exceções e devido à expulsão violenta do seu duplo etérico, entram em transe à semelhança de ataques epilépticos ou dos viciados em entorpecentes.



O médium deve observar uma vigilância constante nas suas emoções,pensamentos e atos, sendo aconselhado que fuja das paixões e dos vícios lesivos, caso deseje resistir à vontade subvertida, as desmedidas ambições e aos projetos sinistros dos espíritos malévolos e mistificadores.

Quando o médium de prova faz uso indiscriminado de anestésicos, entorpecentes, fumo, álcool e carne, essas substâncias tóxicas expulsam com violência do duplo etérico do corpo físico; se ele se entrega desbragadamente às paixões violentas, aos vícios e aos prazeres condenáveis, então se isola imprudentemente dos próprios guias responsáveis pela sua segurança mediúnica no mundo terreno. 

Somente as criaturas de elevada estrutura espiritual, durante a sua existência heróica, mostram-se médiuns poderosos, e se colocam em freqüente contato comas entidades desencarnadas, sem correrem o risco de serem vítimas do poderio e da fascinação das Trevas.

Os médiuns regrados, serviçais e magnânimos, alcançam o seu transe mediúnico sob a assistência dos espíritos técnicos benfeitores que os protegem a partir do mundo oculto e os livram das interferências nocivas e conseqüências espirituais.Sob esse controle espiritual amigo, o médium afasta ou retoma o seu duplo-etérico sem o desperdício inútil de energias, uma vez que fica amparado contra a investida do astral inferior, protegendo-se, dessa forma, contra a infiltração demicroorganismos perigosos à sua contextura etéreo-física (seu duplo etérico) e de uma desvitalização que lhe abale a saúde física. 

2.3 PERCALÇOS NO EXERCÍCIO DA MEDIUNIDADE DE PROVA

O aguçamento imaturo, muitas vezes leva o espírito em prova a desenganos,malogros e rebeldias, tal qual o jogador de xadrez que, após muitos lances frustrados,vacila em mover no tabuleiro a peça de menor importância.

Tratando-se de faculdade prematura e ainda provisória, que exige árduo e sacrificial exercício no seio das atividades terrenas, o médium sem a acuidade espiritual espontânea, que orienta facilmente o indivíduo entre os problemas confusos da vida,quase sempre só conclui o seu programa mediúnico depois de muitos tropeços verificados nos atalhos falsos, que são trilhados à guisa de caminho certo. 

Só a perseverança, o bom ânimo, a tenacidade, o estudo incessante, o combate impiedoso contra as paixões da animalidade inferior e a integração definitiva ao Evangelho de Cristo é que, realmente, podem assegurar o êxito mediúnico.

3. CONVERSÃO DA MEDIUNIDADE DE PROVA EM MEDIUNIDADE NATURAL

Embora seja agraciado prematuramente com um sentido psíquico mais avançado e ao qual ainda não fazia jus, o médium sinceramente devotado à sua definitiva recuperação espiritual no serviço mediúnico sacrificial poderá transformar em uma faculdade "natural" aquilo que lhe era somente uma faculdade de "prova".

Evidentemente, isso é difícil, mas não impossível, pois alguns raros médiuns lograram alcançar a graça da faculdade mediúnica natural, pela graça da faculdade de prova.

Não é impossível que o médium de prova, integrado absolutamente no serviço mediúnico sob a égide de Jesus, venha a depurar-se de tal modo que, ao desencarnar, já esteja gozando, em grande parte, da sublime mediunidade natural, que é na realidade a verdadeira mediunidade espiritual. 

No entanto, é necessário compreender que não existe uma linha demarcatória específica entre a mediunidade de prova e a mediunidade natural, pois, sendo o médium um espírito encarnado, há momentos em que, por força de alguma virtude já bastante desenvolvida, ele também logra ser o instrumento excelso da revelação superior, do mesmo modo como alguns homens experimentam, parcialmente e de modo fugaz, o inefável estado de espírito que é o êxtase. 

Fontes bibliográficas: 

1. Mediunismo - Maes, Hercílio. Obra mediúnica ditada pelo espírito Ramatís. 5ª ed. Riode Janeiro, RJ. Ed. Freitas Bastos, 1987, 244p.2. 

2. Elucidações do Além - Maes, Hercílio. Obra mediúnica ditada pelo espírito Ramatís.6ª ed. Rio de Janeiro, RJ. Ed. Freitas Bastos, 1991.

Cão vira herói após proteger recém-nascido abandonado em Gana

Um cão passou a ser considerado herói depois de amparar um recém-nascido abandonado em Gana. O cachorro foi encontrado debaixo de uma ponte em Winkongo, perto da fazenda onde vive, protegendo o bebê. As informações são da Agência de Notícias Gana. 
E DEPOIS OS SERES HUMANOS QUE SÃO ANIMAIS RACIONAIS. 


O dono do animal acionou uma equipe de busca porque o cão não havia voltado para casa à noite. Para surpresa de todos, o bichinho foi encontrado enrolado em volta do bebê, que ainda estava com o cordão umbilical. 

A criança foi encaminhada a uma unidade de saúde local, onde tomou as devidas vacinas. A mãe  ainda não foi ainda localizada.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

REFLETINDO COM OS ORIXAS



CURSO "PREPARANDO-SE PARA O TERCEIRO MILÊNIO"1º módulo: Introdução ao estudo das obras de Ramatís - parte 2

2. A MEDIUNIDADE DE PROVA 

Os Mentores Siderais, apiedados dos espíritos demasiadamente onerados em seu fardo cármico para o futuro, lhes oferecem no Espaço oportunidade de reajuste mais breve para alcançarem a ventura mais cedo. 

O médium de prova renasce na matéria já comprometido com a obrigação de um trabalho constante a favor da idéia da imortalidade da alma, inclusive o dever de melhorar a sua própria graduação espiritual.

Através de processos magnéticos especiais, os técnicos do Astral hipersensibilizam o perispírito daqueles que precisam encarnar com a obrigação de trabalhar, pelo serviço da mediunidade, a favor do próximo, e também empreender a sua própria recuperação espiritual. 

No Além existem departamentos técnicos especializados, que ajudam os espíritos a acelerar determinados centros energéticos e vitais (chacras) do seu perispírito,despertando-lhes provisoriamente a sensibilidade psíquica para a maior receptividade dos fenômenos do mundo oculto, enquanto se encontram encarnados.

Assim, sua mediunidade é faculdade transitória, concedida a título de "empréstimo" pelo Alto; no entanto, ela é faca de dois gumes, pois exige severa postura moral no mundo, porque tanto situa o seu portador em contato com os espíritos benfeitores, como também o coloca facilmente na faixa vibratória sombria das entidades do astral inferior.Embora a faculdade mediúnica pareça a alguns um privilégio extemporâneo, contrariando o conceito de Justiça e Sabedoria Divinas, essa "concessão" prematura ao espírito faltoso implica justamente em sua maior responsabilidade e laborioso trabalho espiritual. 

A graça"fora de tempo" do mandato mediúnico de prova, portanto, não exime a alma de preocupações e dos obstáculos futuros de sua evolução espiritual; constitui somente o "empréstimo"que lhe permite ressarcir-se de suas tolices e insânias cometidas no passado, compensando o tempo perdido com um serviço extraordinário.

Malgrado a mediunidade fenomênica impressione profundamente os sentidos físicos dos encarnados, na profundidade da estrutura espiritual do médium de "prova" quase sempre ainda não se consideram o caráter moral superior, a renúncia angélica, o desapego às ilusões da vida física, ou a capacidade heróica para o cumprimento do mandato redentor. 

2.1 MÉDIUM DE PROVA 

O médium de prova é o homem diretamente comprometido com a Direção Espiritual do planeta para realizar um serviço definido junto à humanidade, e também em favor de sua própria renovação moral superior. 

O médium de prova é apenas o instrumento convocado para o serviço compulsório de favorecimento ao próximo ou o transmissor da realidade imortal; mas acima de tudo é o devedor interessado em reduzir o seu débito cármico para com o planeta que o serviu desinteressadamente e a de prova.

Visto não poder eximir-se de sua obrigação pré-encarnatória, que assumiu no Espaço, o médium de prova deve apurar o seu caráter, controlar suas emoções e aprimorar o seu intelecto no contato incessante com os valores preciosos da espiritualidade.

Em conseqüência, não é de muita importância a preocupação de se distinguir os médiuns comprometidos particularmente com espíritos sublimes, destinados a exercer trabalhos incomuns do mundo físico e que se ligam a severos compromissos com o Alto, daqueles que só resgatam o seu fardo cármico no serviço mediúnico.

Mesmo reconhecendo que os médiuns, em geral, oferecem tão diversas condições morais e variam tanto em sua capacidade intelectual, o mais certo e proveitoso é que todos os médiuns cultuem dignamente a vida humana e renunciem em definitivo às ilusões do mundo, protegendo-se assim contra as perfídias do astral inferior e credenciando-se eletivamente para cumprir na íntegra qualquer mandato sob o comando das falanges angélicas!

Ainda quanto à distinção existente entre os homens que são médiuns necessitados do desenvolvimento mediúnico junto à mesa espírita e aqueles que, embora médiuns, como são todos os homens, podem dispensar tal desenvolvimento, deve-se considerar que os"médiuns oficiais" na Terra são justamente os que reencarnam comprometidos com serviços obrigatórios na seara espiritista. 

Estes requerem um desempenho incessante de sua atividade incomum, porquanto necessitam com maior urgência compensar os prejuízos causados a outrem e também acelerar a sua própria recuperação espiritual. 

Destacando-se dos demais homens, pois gozam de faculdade mediúnica mais acentuada, relacionam-se mais direta e rapidamente com os desencarnados.

Conforme seus pensamentos, sua conduta e objetivos na vida, sem dúvida atraem os espíritos da freqüência vibratória sideral que, de conformidade com sua contextura espiritual, passam a influenciar para o bem ou para o mal as pessoas com as quais entram em contato.

Mas, justamente porque são raros os médiuns missionários ou de Intuição Pura, também são poucos aqueles que alcançam o auge abençoado do serviço mediúnico sem a preliminar do desenvolvimento torturado.

Há médiuns nos quais eclodem ainda os resíduos das velhas paixões que já os conturbaram no passado; os seus pensamentos, palavras e sentimentos são alvo de ataque dos desencarnados, que tudo fazem para impedir o êxito do serviço mediúnico na seara espírita.

Eles tentam faze-los buscar o desenvolvimento de sua mediunidade à parte de qualquer disciplina ou proteção doutrinária; exploram-lhes o amor próprio e a vaidade, afastando-os dos ambientes onde criaturas experimentadas poderiam ajuda-los na imunização contra o astral inferior.

É a fase torturada e contraditória, eivada de dúvidas e de esperanças, quando o homem sente o despertar de sua faculdade mediúnica, mas infelizmente ainda não possui aforça moral, a mente desenvolvida e os sentimentos equilibrados , que deveriam sintonizar imediatamente com as almas benfeitoras, à medida que se abrem as portas deacesso ao mundo invisível.

Às vezes, muito tarde é que o médium compreende a natureza e os objetivos do seu exercício mediúnico obrigatório, pois, malgrado ter enfrentado sacrifícios severos, só então comprova que tudo era feito exclusivamente em seu próprio bem!

Então, como um semeador incondicional dos ensinamentos elevados do Alto, tanto precisa imunizar-se contra as críticas alheias, como se impermeabilizar contra as lisonja sou evidências perigosas à vaidade personalista da vida humana.As suas dores, ingratidões e injustiças são menos importantes do que as desventuras do próximo; as suas próprias opiniões não podem provocar qualquer conflito ou hostilidade alheia contra a doutrina espírita, que o acolhe e beneficia para usufruir o ensejo de renovação espiritual.

Os demais homens, embora médiuns em potencial, serão unicamente pelos seus atos e por aquilo que possa influir nos seus familiares; mas os médiuns já consagrados ou admitidos como trabalhadores ativos no serviço mediúnico organizado da seara espírita, representam no mundo profano uma idéia espiritual elevada, que não podenem deve ser tisnada pelos seus interesses pessoais ou caprichos vaidosos.